PlanetGeek
№ 01

Apple melhora câmaras sob o ecrã

Patentes da Apple revelam os seus planos para melhorar a qualidade das câmaras sob o ecrã.

Com a geração iPhone 18 Pro e o primeiro iPhone Duo, a Apple passou a usar câmaras sob o ecrã. Nos iPhone 18 Pro e Pro Max isso foi feito para a câmara IR do Face ID, sem impacto vísivel para os utilizadores, no iPhone Duo a coisa já se torna visível, pois foi aplicada na câmara frontal do ecrã interior.

Claro que já começaram a surgir críticas, quanto ao facto dessas áreas do ecrã terem qualidade ligeiramente diferente (a Apple removeu filas alternadas de píxeis dessas zonas, para permitir a passagem de luz), e da câmara do iPhone Duo ter qualidade inferior ao que é esperado nas câmaras frontais dos iPhones. Algo que vai ao encontro ao impacto que já era conhecido dos sistemas idênticos de outros fabricantes em dispositivos lançados nos últimos anos. Mas a Apple tem planos para melhorar isso.

Patentes da Apple revelam os planos para melhorar as câmaras sob o ecrã, passando por uma abordagem a múltiplos níveis.
A Apple está a explorar sistemas de câmaras sob o ecrã que usam micro orifícios, com menos de 100 microns, que seriam imperceptíveis à vista. No ecrã em si, explora também a possibilidade de transferir parte do circuito dos ecrãs para zonas distanciadas, mantendo a área emissiva no sítio - o que aumentaria a transparência, reduzindo o impacto negativo na qualidade de imagem.

Por agora isto são apenas patentes, pelo que não se sabe quando, ou se, poderão chegar ao mercado. Embora seja esperada uma grande revolução para o iPhone de 20º aniversário no próximo ano (2027), o foco parece ser em lançar um iPhone sem margens visíveis, mas que ainda poderá manter um orifício para a câmara frontal. Pelo que, um iPhone com ecrã verdadeiramente total sem orifícios poderá ficar reservado para uma geração posterior.

№ 02

Webcam Anker PowerConf C200 2K a €55

Melhorar a qualidade de vídeo nas video-conferências ganhou uma importância fundamental, e por isso hoje trazemos-vos uma webcam Anker PowerConf C200 que poderá fazer isso e está disponível para entrega imediata.

Depois do período de confinamento COVID ter promovido o tele-trabalho, aulas remotas, e muitas videoconferências, passou a dar-se valor a um componente que até aqui era quase sempre ignorado: a câmara utilizada. E se a webcam de baixo custo integrada no portátil ou que usam no computador desktop não satisfizer, há opções de melhor qualidade, como é o caso desta webcam da Anker com qualidade 2K e microfones com cancelamento de ruído. Uma câmara que está disponível a preço interessante, fazendo esquecer a época dos preços inflacionados da pandemia.
Esta Anker PowerConf C200 2K está disponível por 55 euros com envio da Amazon Espanha - desconto de 8% aplicado automaticamente.

A câmara conta com um sistema de clip que lhe permite ser posicionada na parte superior de um monitor ou ecrã de um portátil. Conta também com um obturador integrado para total de privacidade, cobrindo a objectiva quando não estiver a ser usada.

Se quiserem algo ainda melhor, podem dar o salto para uma webcam 4K, mas será discutível se efectivamente compensa em relação custo/benefício.


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№ 03

Google apresenta os Googlebook

A Google entra na era da fusão do ChromeOS, Android e Linux, com os Googlebook.

A Google apresentou finalmente os Googlebook, a sua nova plataforma para portáteis baseada em Android e desenvolvida a partir das tecnologias do ChromeOS. O objectivo é oferecer uma experiência mais integrada entre smartphones Android e portáteis, aproximando os dois dispositivos de forma semelhante ao que outros ecossistemas já oferecem. Os primeiros modelos serão fabricados pela Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo, com preços a partir dos 899 dólares.

Todos os Googlebooks chegam com especificações premium, incluindo pelo menos 16 GB de RAM (pode considerar-se um "luxo" nesta altura), armazenamento a partir de 256 GB, ecrãs tácteis, materiais de alta qualidade, e processadores Intel ou Qualcomm com unidades dedicadas para inteligência artificial. A Google exige suporte para mais de 45 TOPS de desempenho AI local, autonomia até 16 horas de navegação web, e o novo sistema Glowbar, uma barra luminosa que exibe informações e animações relacionadas com o Gemini (que veremos se terá futuro ou acabará caída no esquecimento).

Introducing Googlebook, a new category of laptop, available for preorder today.

💪 Crafted with 2.8K OLED touchscreen displays, 14 hour battery life and all the performance needed to power your ideas
📳 Engineered to sync effortlessly with your @Android phone, so you can jump… pic.twitter.com/13mV40KUDi

— Google (@Google) September 21, 2026
A integração com Android é um dos principais destaques da plataforma. Durante a configuração inicial, palavras-passe, redes WiFi, mensagens e outras definições são transferidas automaticamente do smartphone. Funcionalidades como o "Continue On" permitem continuar tarefas iniciadas no telemóvel, enquanto o "Cast My Apps" possibilita executar aplicações Android numa janela do ambiente de trabalho. Os utilizadores também podem aceder directamente a ficheiros e fotografias armazenados no smartphone.
O Gemini está profundamente integrado no Googlebook OS através de ferramentas como o Magic Pointer, capaz de analisar conteúdos no ecrã quando activado pelo utilizador, e o Rambler, que transforma notas de voz em texto estruturado (veremos que limites se aplicam ou se terá funcionamento local ilimitado). A plataforma mantém igualmente suporte para apps Android através da Play Store, browser Chrome completo, ambiente Linux com terminal integrado, e ferramentas de desenvolvimento. A Google promete até 10 anos de actualizações e melhorias para os novos portáteis, cujas primeiras vendas arrancam nos Estados Unidos a 4 de Outubro.

№ 04

Android 17 esconde modos developer das apps

A mais recente versão do Android 17 esconde os modos de developer das apps, beneficiando sistemas como o GrapheneOS.

O Android deu um passo importante que pode ajudar a acabar com os abusos feitos por algumas apps com a suposta justificação da segurança. Nomeadamente, apps bancárias e outras, que se recusam a funcionar se detectarem que o dispositivo tem os modos de debug ou de developer activados.

Ora, não há qualquer correlação directa entra a verdadeira "segurança" e esses modos, e é precisamente por isso que no Android 17 QPR1 esses modos deixam de estar acessíveis às apps. Ou seja, as apps normais não terão a capacidade de determinar se estão a correr num dispositivo com esses modos activados, limitando-se a ter que funcionar normalmente - e a usar os devidos métodos de protecção e segurança, em vez de restrições artificiais sem sentido.

THIS IS BIG!!!

The latest #Android 17 QPR1 update to Pixels seems to have pushed the changes concealing the developer and debugging state from 3rd party apps so,

finally the developers can use the damn banking and other apps had this BS security checks!

More info below: pic.twitter.com/xeWYvSmowH

— sameerasw.com (@sameeraswdotcom) September 18, 2026
A mudança acaba por beneficiar directa e indirectamente, sistemas como o GrapheneOS, que muitas vezes são penalizados por certas classes de apps que impedem o seu funcionamento com estes modos activados - num dos mais flagrantes exemplos de falta de senso, recusando-se a funcionar num sistema que dá prioridade à segurança e que está actualizado, mas continuando a funcionar em versões antiquadas do Android cheias de vulnerabilidades conhecidas.

Pois bem, poderá não ser a solução total para este tipo de absurdos, mas pelos menos evitará que estas apps pseudo-seguras recusem funcionar com base em modos que nada afectam a verdadeira segurança.

№ 05

Fita LED Govee TV Ambilight com câmara a €53

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.

Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 53 euros na Amazon Espanha - desconto de 25% aplicado automaticamente.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens do que quer que se estiver a ver, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


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№ 06

Neuralink mostra conversão de pensamentos para voz

A Neuralink mostrou mais uma das possibilidades do seu interface cerebral, convertendo pensamentos em voz.

Depois de no passado ter mostrado pacientes a controlarem o rato com o cérebro, e até a jogarem jogos, a Neuralink lançou um vídeo mais emotivo em que mostra como devolveu a voz a um paciente com ALS (amyotrophic lateral sclerosis).

Em vez de usar os padrões cerebrais para controlar o ponteiro de um rato, o sistema consegue converter as palavras pensadas em voz que é replicada com base na voz original da própria pessoa.



É mais um pequeno passo no caminho para popularizar interfaces cérebro-máquina, que obviamente inicialmente se destinarão às pessoas com limitações físicas que mais necessitam deles, mas que eventualmente se poderão tornar suficientemente atractivos para serem usados por todas as pessoas que desejarem uma forma mais directa de ligação ao mundo digital.

Obviamente que com isso surgirão todo um novo número de preocupações, tanto a nível do risco de invasão da privacidade (imaginem um Facebook com acesso aos pensamentos das pessoas), como outras que tornem realidade algumas das mais alucinadas histórias de ficção científica.

№ 07

Apple limita controlos manuais aos iPhone 18 Pro

Com o iOS 27 a Apple dá mais opções de configuração nas câmaras, mas alguns dos controlos manuais são exclusivos dos novos iPhone 18 Pro.

A chegada do iOS 27 permite finalmente que os utilizadores configurem a app da câmara do sistema de modo a colocarem as opções e definições que mais utilizam de forma mais acessível - e evitando o ritual habitual de "terem que procurar" por elas. No entanto, há algumas opções que a Apple optou por apenas disponibilizar nos iPhone 18 Pro - e sem grande justificação para isso.

Quem tiver um iPhone 18 Pro tem um longo leque de opções disponíveis: flash, modo Live, formato (aspect ratio), temporizador, exposição, estilos, profundidade, modo nocturno, compressão (format), abertura, foco, velocidade de exposição, equilíbrio de branco, e histograma.
[foto via ShishirShelke1 no X]


Mas quem tiver um iPhone 17 Pro fica apenas com acesso a: flash, modo Live, formato, temporizador, exposição, estilos, profundidade, modo nocturno, e compressão.

Ora, o único controlo que logicamente faria sentido não estar presente é o da abertura, já que esse é um elemento de hardware que a Apple adicionou na geração iPhone 18 Pro. Todos os outros, incluindo o foco, velocidade de exposição, equilíbrio de branco, e histograma, poderiam muito bem ser aplicados na geração iPhone 17 Pro (e anteriores).

Parece que é algo que a Apple quer restringir artificialmente como forma de incentivar os utilizadores a comprarem os novos iPhones. Em alternativa, podem sempre optar por outras apps de câmara que há muito disponibilizam todo este tipo de controlos manuais aos iPhones, como a Project Indigo.

№ 08

Fita LED Govee TV Ambilight com câmara a €53

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.

Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 53 euros na Amazon Espanha - desconto de 25% aplicado automaticamente.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens do que quer que se estiver a ver, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


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№ 09

Google Discover com ainda mais AI

A Google está a apostar em ainda mais resumos AI no Google Discover, reduzindo as visitas aos sites originais.

Se os resumos AI da Google já reduzem significativamente as visitas, o impacto poderá ser ainda maior nos próximos tempos. A Google está a testar uma nova funcionalidade chamada "Dive Deeper" no Google Discover, que utiliza inteligência artificial para apresentar resumos sobre os temas que aparecem no feed dos utilizadores. Em vez de abrir um artigo ou vídeo, a nova opção mostra uma visão geral gerada por AI, semelhante aos AI Overviews já disponíveis na Pesquisa Google.

O objectivo será facilitar a descoberta de informação relacionada sem obrigar os utilizadores a navegar entre vários sites, apresentando também ligações para notícias relacionadas, recações da comunidade e conteúdos adicionais para quem quiser aprofundar o tema.

Today we're experimenting with a new way to make exploring a topic and discovering related web content easier in Discover.

By tapping “Dive deeper,” you’ll see a short topic overview with prominent links to related stories, community reactions & original reporting. We’ll test… pic.twitter.com/V9cyB1Ygli

— Robby Stein (@rmstein) September 18, 2026
Nesta fase, o teste está focado principalmente em vídeos, mas a Google pretende expandir a experiência para outros tipos de conteúdos. A Google diz que esta abordagem pode tornar o Discover mais útil e eficiente para encontrar informação relevante sobre determinados assuntos.

Obviamente, mantêm-se as preocupações quanto ao impacto que isto poderá ter a nível de reduzir o número de visitas aos sites. Como os utilizadores recebem um resumo imediato, poderão obter a informação essencial sem abrir as fontes originais. Por outro lado, é certo que muitos utilizadores poderão até apreciar isso, uma vez que muitos sites se tornaram num labirinto de popups, vídeos, e publicidade excessiva, onde os conteúdos se tornam a parte menos dominante e quase inacessível se não se usar um adblocker.

№ 10

Teardown do iPhone 18 Pro revela os seus segredos

Os iPhone 18 Pro e Pro Max já foram desmontados pela equipa do iFixit, revelando todos os seus segredos internos.

O iFixit publicou a desmontagem completa do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max, revelando todos os detalhes sobre os novos smartphones da Apple. A análise confirma as capacidades das baterias dos modelos vendidos apenas com eSIM: 4.288 mAh no iPhone 18 Pro (praticamente inalterado face ao modelo anterior) e o salto para as 5.567 mAh no iPhone 18 Pro Max (quase mais 10%).

A desmontagem também oferece uma visão detalhada de algumas das novidades de hardware, incluindo o novo sistema de abertura variável da câmara e uma câmara de vapor de maiores dimensões para melhorar a dissipação de calor durante tarefas mais exigentes, possibilitando manter o desempenho máximo durante mais tempo sem sofrer abrandamento devido aos limites térmicos.




A Apple alterou igualmente a disposição interna dos componentes. A memória NAND passou a estar integrada dentro da motherboard de dupla camada, uma mudança que irá dificultar reparações (ou exansões não oficiais) relacionadas com o armazenamento.

Talvez mais preocupante, foi notado um possível problema de durabilidade no ecrã. Em três dos quatro iPhone 18 Pro abertos, a moldura plástica do painel partiu ou apresentou danos durante o processo de desmontagem, algo que não tinha sido observado nas gerações anteriores dos smartphones da Apple. Isto pode significar maiores dificuldades em operações rotineiras como a troca de bateria.
Temos também uma visão microscópica sobre a parte do ecrã que cobre a câmara Face ID que passou para baixo do ecrã, para quem apreciar esse tipo de detalhes. :)

№ 11

Criança gasta 118 mil dólares no YouTube

No mais recente caso de gastos acidentais, uma criança de 9 anos gastou inadvertidamente quase 120 mil dólares a promover o seu canal de YouTube.

Um pai revelou que o seu filho de 9 anos gastou cerca de 118 mil dólares em campanhas publicitárias do YouTube para promover vídeos de Minecraft e Roblox. O valor foi acumulado ao longo de três semanas e acabou por ser cobrado a um cartão de crédito empresarial que estava associado à sua conta Google.

Segundo o relato, tudo começou quando o pai criou uma pequena campanha promocional de cerca de 20 dólares para ajudar a divulgar o canal. Após observar o processo, a criança decidiu criar novas campanhas por conta própria, sem perceber que o orçamento iria além da campanha inicial. Como o cartão já estava associado à conta Google, os pagamentos continuaram a ser aprovados automaticamente sempre que eram lançadas novas promoções.
As campanhas ajudaram alguns vídeos a atingir centenas de milhares de visualizações, impulsionando significativamente a popularidade do canal. No entanto, o choque chegou quando o departamento financeiro da empresa identificou gastos de 118.479 dólares em anúncios relacionados com conteúdos de Minecraft e Roblox. O caso acabou por resultar na perda do emprego do pai, que diz ainda não saber como irá pagar o valor.




Apesar da situação, o pai diz não ter ainda pensado em criar campanhas de angariação de fundos para obter ajuda financeira, alertando que qualquer coisa desse tipo serão campanhas falsas - infelizmente algo que se tem tornado cada vez mais comum em todo o tipo de campanhas de angariação.

Seria quase justiça poética que a visibilidade do caso permitisse ao canal atingir uma popularidade que permitisse pagar a despesa, mas isso não é algo que me pareça poder ser atingido no prazo necessário para pagar a conta. Ainda assim, imagino que facilmente o valor pudesse ser atingido se efectivamente lançar uma campanha de angariação verdadeira, caso contrário... vai ser complicado.

№ 12

SpaceX lança novo vídeo sobre Starship

A SpaceX lançou novo vídeo que nos leva aos bastidores do desenvolvimento da Starship.

É inegável o trabalho que a SpaceX tem feito a nível de facilitar o acesso ao espaço, fazendo com que os ocasionais lançamentos de foguetes se tornassem rotineiros, fazendo vários por mês, e com a particularidade adicional desses mesmos foguetes regressarem ao solo para serem reutilizados - algo que ainda nenhuma outra empresa ou entidade faz à mesma escala.

O mais recente vídeo da série The Holy Grail of Rocketry acompanha o desenvolvimento da Starship, que representa o próximo grande passo evolutivo da empresa, para possibilitar o envio de ainda mais carga para o espaço a preço ainda mais reduzido que o possibilitado pelos Falcon 9. No vídeo vemos também o processo de recuperação da Staship que "pousou" no oceano, e que proporciona dados valiosos para analisar o comportamento dos elementos de protecção térmica que são fundamentais para salvaguardar a integridade da nave e de permitir a sua rápida reutilização.


Não esquecer que o objectivo final será ter uma nave que seja capaz de fazer um lançamento, regressar ao solo, reabastecer, e poder ser lançada novamente sem necessidade de operações demoradas.

É certo que ainda estamos longe desse objectivo. E antes disso ainda será necessário superar muitos passos: o próximo será ter a Starship a entrar em órbita, algo que a SpaceX espera conseguir fazer no 14º voo de testes que poderá acontecer ainda durante este mês.

№ 13

Joby demonstra voo 100% autónomo

A Joby Aviation completou um voo de mais de 5 mil km de forma totalmente autónoma, da descolagem à aterragem e parqueamento.

O termo "autopilot" está intimamente relacionado com os aviões (antes de se popularizar entre os sistemas de assistência à condução), e agora está prestes a tornar-se naquilo que realmente se desejava: de permitir voos de forma totalmente autónoma sem qualquer intervenção de um piloto humana.

A Joby Aviation completou um voo autónomo de mais de 5.000 quilómetros através dos Estados Unidos, demonstrando que as suas ambições vão muito além dos táxis aéreos elétricos. A aeronave, equipada com a tecnologia de autonomia da empresa, completou toda a operação sem qualquer intervenção humana directa nos controlos, marcando um dos voos autónomos mais longos alguma vez realizados no país.

The first autonomous flight across America, by the numbers:

✅ 3,199 miles flown
✅ 0 times the safety pilot touched the controls
✅ 2,323 miles: the farthest distance the aircraft was supervised from
✅ 100% of taxi, takeoff, cruise, and landing performed autonomously
✅ 1… https://t.co/B8QFY4CS9v pic.twitter.com/mE5QuzFUYl

— Joby Aviation (@jobyaviation) September 18, 2026



Durante a viagem, a aeronave executou autonomamente todas as fases do voo, incluindo circulação em terra, descolagem, navegação e aterragem. Embora um piloto estivesse a bordo por motivos regulamentares, o sistema operou de forma totalmente autónoma.

Para esta demonstração, a empresa utilizou um Cessna Caravan modificado, equipado com a sua plataforma de autonomia. Segundo a Joby, a tecnologia mostrou ser capaz de operar em diferentes ambientes e cenários, abrindo portas para aplicações como transporte médico, resposta a desastres naturais, logística de mercadorias, e outras. O sistema está preparado para ser facilmente adaptado a diferentes tipos de aeronaves, e poderá potenciar todo um novo sector de transporte aéreo que funcione sem pilotos.

№ 14

Navio híbrido com carga e descarga automática entra em operação na Austrália

Na Austrália, entrou em operação o MV Yampu - um cargueiro híbrido que conta com um sistema automático de carga e descarga.

O sector dos transportes marítimos deu mais um passo no aumento da eficiência e redução das emissões com a entrada em operação do MV Yampu, um navio de carga híbrido equipado com baterias e um sistema automático de carga e descarga. Construído para transportar calcário na Austrália, o cargueiro é considerado o primeiro do mundo na sua categoria a combinar propulsão híbrida com um sistema de carga e descarga totalmente automatizado.

Com 125 metros de comprimento e capacidade para transportar 11.900 toneladas, o MV Yampu efectua até 227 viagens de ida e volta por ano entre uma pedreira e uma fábrica de cimento. O navio utiliza um sistema diesel-eléctrico desenvolvido pela Wärtsilä, apoiado por uma bateria de 6.7 MWh. Esta configuração permite operar exclusivamente com energia eléctrica durante quase metade do tempo de funcionamento, reduzindo significativamente o consumo de combustível.
Comparado com o navio que substitui, o MV Yampu consome menos 500 mil litros de diesel por ano, reduzindo as emissões em cerca de 40%. Além disso, a capacidade de carga aumentou 35%. Embora ainda não seja totalmente eléctrico, a principal limitação não está na embarcação, mas sim na ausência de infraestrutura de carregamento rápido nos portos utilizados.

Outro destaque é o sistema inteligente de movimentação de carga. Um mecanismo automático distribui o calcário no porão durante o carregamento e, quando chega ao destino, uma lança de descarga integrada consegue movimentar até 1.500 toneladas por hora sem necessidade de gruas ou equipamentos portuários adicionais. Os operadores esperam que a evolução das baterias e das infraestruturas permita transformar o MV Yampu num navio 100% eléctrico até ao início da próxima década - e a Austrália está a trabalhar nisso, ainda recentemente passou a contar com mais uma mega-bateria de 400 MWh para a rede eléctrica.

№ 16

Disney+ passa a incluir publicidade nos planos pagos

Apesar de vender planos "sem publicidade", o Disney+ passa a reservar o direito de poder mostrar publicidade em todos os planos pagos.

A Disney atualizou os termos de utilização do Disney+ para referir que poderá apresentar conteúdos promocionais e publicidade em qualquer um dos planos de subscrição, incluindo aqueles que são comercializados como sendo "sem anúncios". A alteração está a gerar contestação entre os clientes, uma vez que muitos pagam um valor adicional precisamente para evitar publicidade na plataforma.

Apesar da mudança, a Disney diz que isto não significa que filmes e séries passem a incluir intervalos publicitários tradicionais. Em vez disso, os conteúdos promocionais poderão surgir antes ou depois da reprodução dos programa, e que as emissões em directo poderão apresentar publicidade convencional.
Na prática, a empresa reserva o direito de exibir publicidade independentemente do plano escolhido pelo utilizador. Algo que, no melhor caso, se referirá apenas à promoção de outros conteúdos Disney+, mas que na prática poderá ser usado para tudo.

No passado (e ainda agora) passamos pelas tentativas dos operadores de telecomunicações tentarem convencer os consumidores de que tinham planos "ilimitados" apesar de manterem limites. Agora parece que passamos para a fase em que os serviços de streaming tentam vender planos "sem publicidade" que afinal podem incluir publicidade. Depois queixam-se da existência e intromissão de "reguladores" e entidades de defesa dos consumidores...

№ 17

SpaceX desiste da Crew Dragon

A SpaceX não vai manter a cápsula Crew Dragon, forçando a NASA a optar pela cápsula Starliner da Boeing.

A NASA vai reforçar o apoio à cápsula Starliner da Boeing numa altura em que a SpaceX planeia retirar gradualmente a cápsula Crew Dragon. A decisão reduz as opções de transporte dos Estados Unidos, para assegurar uma forma fiável de transportar astronautas para a órbita baixa da Terra e para futuras estações espaciais comerciais após 2030.

A NASA deverá encomendar mais duas missões tripuladas da Starliner, além de ajudar a financiar correcções técnicas nos propulsores da nave e apoiar a sua certificação para lançamento num novo foguetão. Actualmente, a Starliner utiliza o Atlas V da United Launch Alliance, mas esse foguete também está a aproximar-se do fim da sua vida operacional. A Starliner continua marcado pelos problemas da sua primeira missão tripulada em 2024. Fugas de hélio e falhas nos propulsores obrigaram a nave a regressar à Terra sem a tripulação, deixando os astronautas da NASA Sunita Williams e Barry Wilmore por mais alguns meses na Estação Espacial Internacional até regressarem numa cápsula Crew Dragon. Apesar dos contratempos, a NASA e a Boeing continuam a trabalhar na resolução dos problemas técnicos para obter a certificação completa da nave.

Entretanto, a NASA atribuiu à SpaceX um novo contrato de 946 milhões de dólares para realizar mais três missões tripuladas à Estação Espacial Internacional, prolongando a utilização da Crew Dragon até 2030. No entanto, com a reforma da ISS prevista para o final da década e o desenvolvimento de novas estações espaciais privadas em curso, a agência espacial considera essencial ter uma segunda opção operacional. Neste momento, a Starliner continua a ser o principal candidato para assumir esse papel no futuro, não sendo ainda previsível saber quando é que uma futura versão tripulada da Starship poderá também servir de alternativa para essa função (neste momento ainda nem sequer entrou em órbita, algo que a SpaceX diz que irá tentar no próximo voo, que poderá ocorrer ainda este mÊs).

№ 18

Gmail ganha cópia rápida de códigos 2FA

Vai ser mais rápido copiar códigos 2FA enviados para o email, se usarem o Gmail para Android ou iOS.

A Google começou a disponibilizar uma nova funcionalidade no Gmail para Android e iPhone que torna a utilização de códigos de autenticação de dois factores (2FA) muito mais rápida. A app passa a apresentar um botão dedicado para copiar directamente os códigos recebidos, eliminando a necessidade de abrir cada mensagem para os copiar manualmente.

O novo atalho surge directamente na caixa de entrada sob a forma de um botão com a indicação "Copy code", acompanhado pelo respetivo código. Tal como acontece com as pré-visualizações de imagens, documentos e outros anexos, o botão aparece logo abaixo do assunto do email, permitindo aceder rapidamente à informação necessária.
Ao tocar no botão, o código é copiado para a área de transferência, ficando imediatamente disponível para ser colado na app ou serviço onde é solicitado. Os primeiros testes indicam que a funcionalidade funciona com emails de lojas online, bancos e outros serviços que utilizam autenticação de dois factores por email.

Esta nova capacidade já está a ser distribuída nas versões mais recentes do Gmail para Android e iOS, mas ainda não se encontra disponível na versão web. A funcionalidade representa uma pequena, mas útil melhoria na experiência de utilização, simplificando o processo de autenticação e reduzindo o número de passos necessários para iniciar sessão em serviços protegidos.

№ 19

Google revela que Gemini também entrou em empresas externas

Durante testes de segurança, o Gemini também conseguiu entrar em empresas reais - por engano - mas parou quando se apercebeu disso.

Numa altura em que parece ser quase um ponto de honra as empresas de AI gabarem os seus modelos por estes fazerem marotices, eis que também a Google se junta ao grupo, mas apregoando uma maior moralidade por ter parado automaticamente assim que se apercebeu do erro.

O Gemini da Google esteve envolvido em vários incidentes de acesso não autorizado a sistemas reais durante uma avaliação de cibersegurança realizada em Maio. Os casos ocorreram durante exercícios controlados de segurança, mas um erro na configuração do ambiente de teste acabou por direccionar o modelo para a empresas reais. Num dos incidentes o Gemini conseguiu acesso a um sistema protegido após ter conseguido adivinhar uma password. Noutros casos, o modelo encontrou credenciais expostas e utilizou-as para entrar nos sistemas. No entanto, ao contrário de situações semelhantes envolvendo outros modelos AI, o Gemini interrompeu as suas acções assim que determinou ter entrado num ambiente real e não num cenário de teste.

A origem do problema terá sido um erro de nomenclatura durante exercícios do tipo "capture the flag" (CTF). O nome fictício utilizado para representar uma empresa coincidiu inadvertidamente com um domínio legítimo existente na Internet. A situação foi posteriormente comunicada à Google e corrigida algumas semanas depois.

O incidente surge numa altura em que os laboratórios de inteligência artificial enfrentam um escrutínio crescente sobre o comportamento autónomo dos seus agentes. Nos últimos meses, tanto a OpenAI como a Anthropic revelaram casos em que modelos avançados executaram acções "desalinhadas", incluindo a obtenção de credenciais, acesso a sistemas externos, e outras actividades fora dos limites definidos durante os testes. Vamos ver quanto tempo demorará até que os modelos AI comecem a tentar infiltrar-se nas empresas concorrentes para tentarem sabotar os modelos AI rivais e assegurar a sua supremacia.

№ 20

iPhone 18 Pro Max tem limitador de bateria para transporte

A Apple acrescentou um limite de bateria ao iPhone 18 Pro Max, para lidar com as restrições nos transportes.

O iPhone 18 Pro Max vem equipado com a maior bateria de sempre num iPhone (passou de  5.088 mAh para 5.567 mAh na versão eSIM), levando a Apple a criar uma curiosa opção. Como o dispositivo ultrapassa os 20 Wh de capacidade numa única célula, a Apple teve de implementar medidas para cumprir os requisitos internacionais de transporte.

Para resolver a situação, a empresa desenvolveu um sistema "Prepare to Ship" que limita temporariamente a capacidade da bateria durante o período de transporte entre a produção do equipamento e a sua entrega ao cliente. Assim que o iPhone é activado, esse limite é desactivado, passando a disponibilizar a capacidade total da bateria para utilização normal.

Esta capacidade pode no entanto ser reactivada manualmente através da opção "Prepare to Ship" (Definições > Geral > Transferir ou Repor iPhone), destinada a situações em que o iPhone 18 Pro Max precisa de ser enviado para reparação ou em caso de revenda. Esta opção reduz automaticamente a carga da bateria para um nível inferior ao limite exigido e impede que volte a ultrapassá-lo durante o transporte.

Este sistema poderá muito bem ser replicado pelos fabricantes chineses, que até agora têm optado por lançar baterias de grande capacidade na China mas versões de menor capacidade para o mercado europeu. Usando sistema idêntico, poderão fazer chegar à Europa as mesmas baterias que já usam no mercado doméstico.