Benito di Paula
Este artigo trata de uma morte recente. |
| Benito di Paula | |
|---|---|
Benito di Paula em 2015 | |
| Nome completo | Uday Vellozo |
| Nascimento | 28 de novembro de 1941[1] Nova Friburgo, Rio de Janeiro |
| Morte | 18 de outubro de 2026 (84 anos)[2] São Paulo, SP |
| Ocupação | [1] |
| Período de atividade | 1956–2026[1][2] |
| Serviço militar | |
| Condecorações | Medalha Tiradentes[3] |
| Carreira musical | |
| Gênero(s) | [5] |
| Instrumento(s) |
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| Gravadora |
|
| Website | benitodipaula |
Benito di Paula, nome artístico de Uday Vellozo (Nova Friburgo, 28 de novembro de 1941 – São Paulo, 18 de outubro de 2026), foi um cantor, compositor e pianista brasileiro.[1][5][2] Ao piano, reuniu o samba a boleros e ritmos latino-americanos, em canções como "Retalhos de cetim" e "Charlie Brown".[5]
Começou a cantar em hotéis e boates, passou pelo Rio de Janeiro e por Santos e se estabeleceu em São Paulo. Na década de 1970, alcançou o público dos discos e da televisão, com sucessos como "Mulher brasileira" e "Do jeito que a vida quer", e apresentou o programa Brasil Som 75, da TV Tupi. Suas composições receberam gravações de cantores brasileiros e de músicos de outros países.[1] Ao longo da carreira, vendeu mais de 50 milhões de discos.[7] O piano, os arranjos românticos e as letras de amor foram reunidos sob o rótulo de samba-joia, que Benito rejeitava.[4][8]
Depois de um intervalo de 13 anos sem novas gravações, durante o qual continuou fazendo shows, lançou um CD e um DVD ao vivo em 2009. Voltou ao estúdio com Essa felicidade é nossa e trabalhou com o filho Rodrigo Vellozo em discos e apresentações. Os dois lançaram O infalível zen em 2021, quando Benito completou 80 anos.[9][10][7]
Biografia
[editar | editar código]Origem e família
[editar | editar código]Filho do ferroviário José Vellozo e de Maria Schwenck, Benito cresceu em Nova Friburgo numa família de 12 irmãos em que se cantava e tocava em casa. O pai tocava piano, bandolim e violão, e foi com ele que teve os primeiros contatos com a música.[11][12] Tinha ascendência cigana por parte do pai e aprendeu a tocar de forma autodidata.[4] Já sua mãe era trineta de Johann Carl Schwenck, imigrante alemão do Eleitorado do Palatinado que chegou ao Brasil junto com outros para participar como mercenários da Guerra da Cisplatina.[13]
Aos 17 anos, foi servir ao Exército Brasileiro no Rio de Janeiro e morou no Morro da Formiga, na Tijuca.[1] Tocava violão antes de trabalhar com o piano e chegou a dar aulas do instrumento para iniciantes.[14] Seus irmãos Ney e Jota Vellozo também seguiram a música, e Ney o acompanhou em apresentações.[1][4]
Benito se estabeleceu em São Paulo, onde formou família, e teve três filhos. Rodrigo Vellozo, que tornou-se cantor e pianista e trabalhou com o pai em discos e shows,[8][14] Thiago Vellozo, nascido em 1984, profissional de marketing e André Vellozo, filho que faleceu aos 36 anos.[15]
A casa em que morava no Morumbi havia sido comprada em 1979, com a renda de seus discos.[16] Em 2014, foi desapropriada para obras do Metrô de São Paulo. Com a indenização, comprou um apartamento nos Jardins. A mudança foi acompanhada de um período de depressão.[17] Em entrevista de 2018, afirmou que nunca havia votado e se definiu como anarquista.[18]
Morte
[editar | editar código]Benito morreu em 18 de outubro de 2026, aos 84 anos, em um hospital particular de São Paulo. A causa da morte foi um câncer que o cantor enfrentava havia cerca de um ano. O cantor foi velado no Theatro Municipal de São Paulo e sepultado no Cemitério do Morumbi.[2]
Carreira
[editar | editar código]Hotéis, boates e primeiras gravações
[editar | editar código]Ainda adolescente, cantou no Hotel Avenida, no centro de Nova Friburgo, a convite de Alfredo Motta. Os dois escolheram o nome artístico Benito, ao qual o cantor acrescentou "di Paula" para lhe dar uma sonoridade italiana.[11][1][19]
Em 1956, gravou a composição "Final" com Portinho e sua Orquestra. A canção foi reunida a "Bem feito" num compacto da Continental, lançado na década seguinte.[1][20] Na década de 1960, trabalhou como crooner em boates cariocas, entre elas a Balalaika, em Copacabana. Tocava com orquestra e apresentava os vencedores de desfiles de fantasia.[19] Passou a cantar e tocar piano em Santos e na capital paulista, onde se apresentou na Catedral do Samba, no Bixiga.[1] Participou também da montagem de casas noturnas, entre elas a Igrejinha.[19] No Teleco-Teco, apresentou "Retalhos de cetim" ao público.[21]
Em 1968, gravou outro compacto com a composição "Canção para o nosso amor" e "Andança", de Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós, popularizada por Beth Carvalho.[1][22] Também participou do disco coletivo Para você, com "Mocidade é alegria", "Mestre", "Natal no Brasil" e "Espera", esta de J. M. Ferreira e Mariza Saboya.[1]
Em 1969, "Canção para o nosso amor" entrou na trilha da novela Nino, o Italianinho, da TV Tupi, e Benito gravou o tema "Nino" para a mesma novela.[23] "Nino" saiu num compacto daquele ano com "Este teu sorriso é lindo de morrer" no outro lado.[24] Ronnie Von gravou "Foi bom", de Benito, em A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre contra o Império de Nuncamais.[1][25]
O compacto "Hei John" e "Faça de mim uma ilha" saiu em 1970. A segunda era uma versão de "Make Me an Island", de Albert Hammond e Mike Hazlewood, com letra em português de George Freedman.[26] Com essa gravação, Benito recebeu o prêmio Chico Viola, da TV Record.[27]
Em 1971, a Copacabana lançou seu primeiro LP, Benito di Paula, com composições próprias e interpretações de "Jesus Cristo", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, "Azul da Cor do Mar", de Tim Maia, e "Apesar de Você", de Chico Buarque. As quatro composições próprias eram "Você vai ser alguém", "Eu gosto dela", "Preciso encontrar você" e "Longe de você", esta em parceria com Carlos de Carvalho.[28] A inclusão de "Apesar de Você" levou ao recolhimento do disco durante a ditadura militar brasileira.[28][29]
Samba e televisão na década de 1970
[editar | editar código]O segundo LP, Ela, de 1972, trouxe "Violão não se empresta a ninguém".[30] A produção foi de Alfredo Borba, com arranjos de Léo Peracchi, Portinho e José Briamonte. Das doze faixas, quatro eram composições de Benito, entre elas "Quem vem lá" e "Frevo gingado". O repertório tinha também "Antonico", de Ismael Silva, e três canções de Carlos Magno, "O bom é o Juca", "Formiga desunida" e "Paraíba", esta em parceria com João Rodrigues.[31]
"Retalhos de cetim" foi lançada em compacto em 1973 e entrou em Um Novo Samba, do mesmo ano.[32][33][34] A canção ganhou gravações de Jair Rodrigues, da orquestra de Paul Mauriat e do guitarrista Charlie Byrd.[1] Nas pesquisas de vendas do NOPEM, o compacto ficou em nono lugar em 1974. Benito voltou à nona posição com "Se não for amor", em 1975, e chegou à quinta com "Vai ficar na saudade", em 1976.[35]
Em Gravado ao vivo, de 1974, reuniu "Beleza que é você mulher", "Além de tudo" e "Charlie Brown".[36] Esta última nasceu do contato com as histórias em quadrinhos do personagem Charlie Brown, numa pensão de italianos em Santos. Na letra, o cantor o convida a conhecer o Brasil.[18] Em 1974, Roberto Carlos gravou "Quero ver você de perto", que Benito também interpretaria em seu LP de 1980.[37][38] Benito gravou ainda "Último andar" para a trilha de O Espigão, de 1974.[39]
No LP de 1975, gravou "Vai ficar na saudade", "Não precisa me perdoar" e "Bandeira do samba", além de duas homenagens, "Como dizia o mestre", para Ataulfo Alves, e "Sanfona branca", para Luiz Gonzaga.[40][29] Luiz Gonzaga lhe dedicou "Chapéu de couro e gratidão", em 1977.[4] Benito era um amigo de Luiz Gonzaga, desde que se encontraram pela primeira vez no banheiro em uma Caravana de artistas em Brasília planejada por Silvio Santos. Luiz Gonzaga, também fez uma música para Benito, "Chapéu de Couro e Gratidão", do seu disco "Chá Cutuba". Gonzaga chamava-o de "meu filho postiço".[41] Ainda em 1975, apresentou o programa Brasil Som 75, da TV Tupi, em São Paulo. O programa deu origem a um LP com participações de Elizeth Cardoso, Wando e Bebeto, no qual Benito cantou "Mulher brasileira".[1][42] Participou ainda da delegação brasileira no MIDEM, em Cannes, ao lado de Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Beth Carvalho, Elizeth Cardoso, Sônia Santos, Quinteto Violado e Cláudia.[1]
Em 1976, recebeu o Troféu Imprensa de melhor cantor.[43] O disco daquele ano reuniu "Tudo está no seu lugar", "Do jeito que a vida quer" e "Maria baiana Maria".[44] "Tudo está no seu lugar" foi escrita para sua mãe, e "Do jeito que a vida quer" foi outra homenagem a Ataulfo Alves.[18][29] No LP de 1977, gravado com a participação do Regional do Canhoto, incluiu "Osso duro de roer", "Assobiar ou chupar cana", "De tombar caminhão" e "Proteção às borboletas".[1][45] Ao falar sobre a censura a esta última, contou que precisou trocar a palavra "expulsado" por "exportado" na letra.[18] Na faixa "Osso duro de Roer" Benito fez uma clara declaração, pois os que o chamavam de "brega", "cafona" e "fora de moda" também haviam dito que Benito estava com leucemia e que até mesmo havia morrido.[32] O LP de 1978, da Copacabana, incluiu "Ave de rapina" e "Viva o sol". O de 1979 trouxe "Desencontro", "Pau-de-arara", "Madrugada" e "Som do cavaquinho". Também lançou o disco em espanhol Caprichos de la vida, pela Epic, em 1978.[46] A edição espanhola Desde Brasil..., do selo Carnaby, reuniu dez gravações, entre elas "Maria baiana Maria", "Tudo está no seu lugar", "Do jeito que a vida quer" e "Charlie Brown". Foi editada em Madrid pela Discos Columbia, sob o número TXS 3066, e é datada de 1977 no catálogo da Biblioteca Nacional de España.[47]
Gravações nas décadas de 1980 e 1990
[editar | editar código]Os anos 80 do Benito di Paula se dão principalmente por uma constante mudança de gravadoras. Também é uma época onde o seu Samba, nas primeiras partes da década, é bem mais calmo do que na década anterior. Mas mesmo assim é uma época de muitas músicas que agradaram o seu público fiel, que continua a recordar muito dessa época, sendo sua fama sempre relacionada com os anos 70. Em 1980 lança um disco que não seguia muito o ritmo dos outros últimos anteriores, e sim algo diferenciado, como um "Samba animado e com letra triste".[48]
No LP de 1980, gravou "De quem é essa morena", parceria com Chico Anysio, "Havia festa" e "Nossa homenagem".[49][50][38] Essas últimas duas, feitas como tributo para Vinícius de Moraes, que havia falecido em julho do mesmo ano. Ainda em 1980 foi convidado por Sílvio Santos para começar as gravações de outro programa onde seria apresentador, agora na TVS. O programa era de entrevistas de cantores, que seriam entrevistados ao mesmo tempo que cantariam, o nome do programa era "O Som do Brasil", e tinha como música tema "Viva o Sol" de 1978. Devido a problemas supostamente orçamentários, o programa não foi muito além, e mais tarde foi colocado como um "Especial Benito di Paula". Neste mesmo ano, de forma súbita, a gravadora Copacabana cancelou todos os contratos com Benito, após o lançamento do disco.[32]
Na WEA, lançou os LPs Benito di Paula, de 1981 e de 1982, e Bom mesmo é o Brasil, de 1983.[51][52][53] O primeiro trouxe "Ah, como eu amei", de Jota e Ney Vellozo, incluída na trilha da novela O Homem Proibido, de 1982. O disco de 1981 também trouxe o tango "A mulher amada".[54] O LP seguinte reuniu "Sonho em preto e branco", "Radamés" e "Chorei".[55][52]
Em Bom mesmo é o Brasil, retomou "Já te digo" e "Velho realejo". Maurício Carrilho fez os arranjos de base de "Velho realejo" e "O xerife e o bandido", com orquestrações de Radamés Gnattali. O disco trouxe ainda "Mera fantasia", de Djavan, e "Vovó Clementina", de Mateus e Dadinho.[56]
Pela RGE, gravou Que brote enfim o rouxinol que existe em mim, em 1984, com "Amigo do sol, amigo da lua", parceria com Márcio Brandão. A canção foi tema do personagem Fábio em A Gata Comeu, de 1985.[57][58] Também em 1985, participou com os Demônios da Garoa de "A vida é dura", de Michael Sullivan e Paulo Massadas, tema de Ari em Ti Ti Ti. A gravação voltou à trilha da nova versão da novela, em 2010.[59][60]
Em Nação, de 1985, reuniu "Nova República" e "Cara pintada" e recebeu Grande Otelo em "Samba de um não dá" e Tonico & Tinoco em "Caminhante".[61] O álbum faz uma critica aos extermínios, falta de direitos e de terra dos povos nativos brasileiros. Também fez uma música para marcar a redemocratização do Brasil depois da ditadura militar, tanto que, o nome da música se dá por "Nova República". No mesmo ano, participou de "Frango arrepiado", parceria com Márcio Brandão, no LP homônimo do Exporta Samba, lançado pela Copacabana.[62][63]
Lançou um álbum instrumental pela RGE em 1986 e participou de "Viva meu Padim", no disco Forró de cabo a rabo, de Luiz Gonzaga.[64][65] Voltou à Copacabana em 1987 com outro LP homônimo, que tinha "Quando a festa acabar" e "Vale o que está escrito". O disco também teve uma edição para caraoquê, apenas com o acompanhamento instrumental.[66]
Gravou "Oração de São Francisco" com a participação de Rodrigo para a trilha de Fé na caminhada, exibido nos cinemas em 1988. A gravação também foi lançada em fita cassete com as outras canções do filme.[67]
Fazendo paixão, de 1990, saiu pela RCA, com produção de Michael Sullivan e a faixa-título de Chico Roque e Carlos Colla.[54][68] A música teve um videoclipe que foi gravado na Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro. Além dessa música, ainda tiveram outras como "A Vida é Bonita Sem Você", "Cigarra Marrom" e "Pedaços de Carinho". No dia 30 de abril de 2021, em uma livestream no Instagram de seu filho, revelou não gostar muito do álbum, e disse que fora decisão da gravadora a letra das canções. Em 1992, lançou A vida me faz viver, pela Copacabana, com "Eu não aguento mais" e "Meto o pé na porta", de César Augusto e Reinaldo Barriga.[69][70] Dois anos depois, voltou à RGE com Pode acreditar, que reuniu as parcerias com Chico Anysio "Choro de homem" e "O amor é um jogo", além de "Senna nosso campeão", dedicada a Ayrton Senna. A edição em CD recebeu "Por amor" e "Viva meu Padim" como faixas bônus.[71]
Em 1996, lançou Baileiro, pela Paradoxx Music, com "Dignidade de um otário" e "Sentimento de amor". A faixa-título foi uma parceria com Reinaldo Barriga, que também teve "Cheiro de carmim" e "Quando a saudade bate à porta" no disco.[70][72] Depois desse disco, passou 13 anos sem lançar um álbum de novas gravações, mas continuou se apresentando.[73][9]
Em 1997, parte de seu catálogo foi reeditada em CD, sobretudo em coletâneas. Preparava também o livro Cantos e contos do Benito di Paula, sobre suas experiências como músico.[8] Participou do Projeto Seis e Meia no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, com a pianista Carolina Cardoso de Menezes, em 1998.[1]
Regravações e retorno ao disco
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Paulinho Moska incluiu "Retalhos de cetim" em Móbile, de 1999.[74] O Grupo Revelação gravou "Do jeito que a vida quer" em 2002, e Alcione incluiu "Retalhos de cetim" em Alcione ao vivo 2, de 2003.[1][75] Benito também se apresentou na Lona Cultural João Bosco, no Rio, em 2004.[1] Em 2008, o grupo feminino Samba de Rainha regravou "Retalhos de cetim" no disco Vivendo samba.[1][76]
Em 17 de julho de 2009, gravou seu primeiro DVD no Vivo Rio, lançado com um CD pela EMI Music.[29][77] O repertório reuniu sucessos e canções como "Quero ser seu amigo", "Pagode da cigana", "Ficar ficamos" e "Unidos de Tom Jobim".[9][77] Também interpretou "Me dê motivo", sucesso de Tim Maia.[78] Rodrigo cantou e tocou piano em "Beleza que é você mulher".[29]
Ney participou ao violão e o sobrinho Kauan, ao cavaquinho, numa banda com direção musical de Jorge Cardoso. Téo Lima tocou bateria, Edu, baixo, e Luiz Felipe, violão de sete cordas. A percussão ficou com Ivanildo, Pirulito e Esguleba, e os vocais, com Jussara, Jurema, Jefferson e Nélio.[1] Nos shows, Benito conservava o piano e os ternos, que explicava como uma homenagem à elegância de Ataulfo Alves.[9]
Em 2011, cantou "Rugas", de Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Ari Monteiro, no disco coletivo Uma flor para Nelson Cavaquinho, da Lua Music.[1][79] No ano seguinte, participou da gravação de 360° Ao Vivo, do Grupo Revelação, no HSBC Arena, com um pot-pourri de "Além de tudo", "Retalhos de cetim" e "Charlie Brown".[80]
Em 2012, dividiu o programa Samba na Gamboa, apresentado por Diogo Nogueira na TV Brasil, com Verônica Ferriani. A edição, dedicada ao samba de São Paulo, reuniu "Mulher brasileira", "Perder e ganhar", "Charlie Brown" e "Retalhos de cetim".[81]
Rodrigo dedicou o álbum Como é bonito Benito, de 2013, ao repertório do pai, com gravações de "Além de tudo", "Modificação" e outras canções. Benito e Ney participaram de "Ah! Como eu amei", composição de Ney e Jota Vellozo. O disco recebeu ainda Diogo Nogueira, Xande de Pilares e Péricles.[82][83] Em 2014, Fernanda Takai gravou "Como dizia o mestre" em Na Medida do Impossível.[84]
Em dezembro de 2015, divulgou na internet a canção "Teia", composta por Ney e Ana Carolina Vellozo.[85] Um álbum gravado em 2015, com participações de Fernanda Takai, Sambô e Trio Virgulino, ainda aguardava distribuição em janeiro de 2016. Benito afirmou que faltavam recursos para lançá-lo.[86]
Em 2016, lançou o single e o EP Essa felicidade é nossa.[5][85] O EP reuniu três canções em quatro faixas, com uma versão instrumental da faixa-título.[85] O álbum de dez faixas saiu em 2017, pela 74 Music, com Fernanda Takai em "Deixa isso pra lá" e Rodrigo em "A Tonga da Mironga do Kabuletê".[10] "Teia" também entrou no álbum.[10] O lançamento deu nome à turnê Essa felicidade é nossa.[18]
Trabalhos com Rodrigo Vellozo e homenagens
[editar | editar código]Em 2020, Benito e Rodrigo gravaram "Lágrimas no meu sorriso", em homenagem a André.[87] No ano seguinte, fizeram "Aurora", para a filha de Rodrigo, e lançaram juntos O infalível zen em 28 de novembro, quando Benito completou 80 anos.[14][7] Com produção de Rodrigo e Romulo Fróes, o álbum reuniu composições antigas ainda não gravadas e canções novas. Benito tocou violão em "Dona Já da Baiana" e levou o piano a um forró em "Um piano no forró".[88]

O projeto dos 80 anos teve também o disco Benito 80: Novo samba sempre novo, lançado em 2022, com interpretações de João Bosco, Teresa Cristina, Juçara Marçal, Xande de Pilares e outros convidados.[89] Antes do álbum completo, quatro regravações saíram no EP Madrugada, em julho de 2022. Teresa Cristina cantou "Proteção às borboletas", e João Bosco, "Se não for amor". A faixa-título reuniu Rodrigo, Rodrigo Campos e os Demônios da Garoa.[90]
Na gravação de João Bosco, a equipe trabalhou com sopros, num projeto em que os arranjos foram preparados para cada intérprete. Para a de Zeca Baleiro, partiu do violão gravado pelo cantor. A escolha do repertório reuniu sucessos e canções menos gravadas de Benito, com direção artística de Rodrigo e Romulo Fróes.[90]
Em 2023, pai e filho lançaram o EP Do jeito que a vida quer, com seis faixas. "Parabéns pra você", gravada originalmente pelo Fundo de Quintal, saiu como single em 5 de julho. O EP foi lançado em setembro e reuniu cinco composições de Benito, entre elas a parceria com Adoniran Barbosa "Não precisa muita coisa".[91][92][93]
Em maio de 2024, a Águia de Ouro anunciou o enredo "Em retalhos de cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer", desenvolvido por André Machado para o carnaval de 2025.[94][95] Benito participou do desfile no último dos quatro carros alegóricos. A apresentação retomou canções como "Proteção às borboletas" e "Sanfona branca", e Xande de Pilares cantou com os intérpretes da escola.[96]
Em julho de 2026, Rodrigo lançou o álbum Benito Di Paula, com Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça. O disco retomou canções do pai, e suas cinco primeiras faixas seguiram a sequência de abertura do LP de 1976.[97]
Estilo musical e recepção
[editar | editar código]Benito passou para o piano os acordes que aprendera no violão e fazia do instrumento o acompanhamento de seu canto. Preferia o alcance sonoro do piano ao volume mais baixo do violão, com o qual também compunha. Ao comentar essa maneira de tocar, Rodrigo atribuiu ao violão a origem dos movimentos que o pai levava ao teclado.[14]
Em "Retalhos de cetim", o violão e o cavaquinho dividem o acompanhamento com bateria e baixo elétrico, e a voz passa de uma interpretação suave a trechos mais intensos.[35] A maneira de tocar piano e os arranjos românticos foram reunidos sob o rótulo de samba-joia, que o cantor rejeitava.[8][4]
Benito usava cabelos longos, bigode e cavanhaque, além de anéis, colares e roupas de apresentação como ternos e smokings.[29] Seu repertório também tinha boleros e chá-chá-chá. Ao falar de sua música, citava Tito Puente e Xavier Cugat, além de Ataulfo Alves, e preferia chamar a si mesmo de "sambeiro" e "pianeiro".[19][8] Admirava também Oscar Peterson, Pérez Prado, Chick Corea, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Jacob do Bandolim e Renato Borghetti.[5]
Benito contestava as críticas que o classificavam como brega ou cafona e defendia que a popularidade de um artista não diminuía o valor de seu trabalho.[8][4] Até 2021, suas vendas ultrapassavam 50 milhões de discos.[7][5] O pesquisador Adelcio Camilo Machado relacionou essa recepção à dificuldade de Benito em obter o mesmo espaço de outros sambistas na historiografia da música brasileira e interpretou "Osso duro de roer", de 1977, como uma resposta à exclusão que o cantor sentia.[35]
Canções e censura
[editar | editar código]"Tributo a um rei esquecido", incluída em Gravado ao vivo, foi uma homenagem a Geraldo Vandré, que estava no exílio. Para Adelcio, a canção se aproximava das formas indiretas de crítica usadas para contornar a censura.[98][99] Em "O bom é o Juca", de Carlos Magno, a promessa de benefícios para a comunidade acompanha a defesa de um candidato a presidente. O final esclarece que se trata da presidência de uma escola de samba. Adelcio interpretou essa mudança como uma forma de evitar o veto à música durante o governo Médici.[99]
O historiador Marcos Napolitano também discutiu "Tributo a um rei esquecido" ao analisar o livro Eu não sou cachorro, não, de Paulo César de Araújo. A canção foi um dos exemplos de crítica à ditadura presentes no repertório de artistas classificados como cafonas. Marcos defendeu o estudo desse repertório e de seu público, mas questionou a explicação de sua exclusão da história da música apenas pelo preconceito social.[100]
Recepção crítica
[editar | editar código]Na crítica de Ela, em 1973, Aramis Millarch elogiou a interpretação de Benito e os cuidados da produção e dos arranjos. Dois anos depois, destacou "Além de tudo" e "Beleza que é você mulher" em Gravado ao vivo, mas julgou "Pare, olhe e viva" a faixa mais fraca do disco. O crítico entendia que o cantor procurava canções fáceis de aprender e cantar e lembrava seus anos de trabalho na noite paulista antes dos sucessos nacionais.[31][98]
Ao avaliar Bom mesmo é o Brasil, em 1983, Aramis aprovou a interpretação de "Já te digo" e o arranjo de "Velho realejo". Fez ressalvas à letra de "O xerife e o bandido" e ao uso dos teclados de Lincoln Olivetti em outras faixas. Também elogiou a gravação de "Mera fantasia" e atribuiu à mudança para a WEA parte da melhora que ouvia no trabalho de Benito.[56]
Para o crítico Marcos Sampaio, o canto mais cansado e trêmulo de Benito era um dos pontos altos de O infalível zen, pela emoção da interpretação. Destacou o forró de "Um piano no forró", o bolero de "O jantar" e o piano de "Improvation".[101]
Discografia
[editar | editar código]Benito gravou "Final" com Portinho e sua Orquestra em 1956, antes dos compactos lançados na década de 1960 e do primeiro LP, de 1971.[1][28]
Álbuns de estúdio
[editar | editar código]| Ano | Álbum | Gravadora | Ref. |
|---|---|---|---|
| 1971 | Benito di Paula | Copacabana | [28] |
| 1972 | Ela Contém "Violão não se empresta a ninguém". |
Copacabana | [30] |
| 1973 | Um novo samba[nota 2][32] | Copacabana | [32][34][102][103] |
| 1975 | Benito di Paula Contém "Vai ficar na saudade". |
Copacabana | [40] |
| 1976 | Benito di Paula Contém "Tudo está no seu lugar". |
Copacabana | [44] |
| 1977 | Benito di Paula Contém "Assobiar e chupar cana". |
Copacabana | [45] |
| 1978 | Benito di Paula Contém "Viva ao sol". |
Copacabana | [49] |
| 1978 | Caprichos de la vida Gravações em espanhol. |
Epic | [46] |
| 1979 | Benito di Paula Abre com "Desencontro". |
Copacabana | [50] |
| 1980 | Benito di Paula Contém "Havia festa". |
Copacabana | [38] |
| 1981 | Benito di Paula Abre com "Ah! Como eu amei". |
WEA | [51] |
| 1982 | Benito di Paula Abre com "Sonho em preto e branco". |
WEA | [52] |
| 1983 | Bom mesmo é o Brasil | WEA | [53] |
| 1984 | Que brote enfim o rouxinol que existe em mim | RGE | [57] |
| 1985 | Nação | RGE | [61] |
| 1986 | Benito di Paula instrumental | RGE | [64] |
| 1987 | Benito di Paula[nota 3] Abre com "Quando a festa acabar". |
Copacabana | [66] |
| 1990 | Fazendo paixão | BMG-Ariola | [68] |
| 1992 | A vida me faz viver | Copacabana | [69] |
| 1994 | Pode acreditar | RGE | [71] |
| 1996 | Baileiro | Paradoxx Music | [73] |
| 2017 | Essa felicidade é nossa | 74 Music | [10] |
| 2021 | O infalível zen Com Rodrigo Vellozo. |
Rodrigo e Benito | [105][106][107] |
Álbuns ao vivo
[editar | editar código]| Ano | Álbum | Gravadora | Ref. |
|---|---|---|---|
| 1974 | Benito di Paula gravado ao vivo | Copacabana | [36] |
| 2009 | Benito di Paula ao vivo Lançado em CD e DVD. |
EMI Music | [77][1] |
Álbum com convidados
[editar | editar código]| Ano | Álbum | Gravadora | Ref. |
|---|---|---|---|
| 1975 | Benito di Paula e seus convidados: Brasil Som 75 | Copacabana | [42][1] |
EPs e compactos duplos
[editar | editar código]Os compactos duplos abaixo são identificados pela primeira faixa.
| Ano | Lançamento | Formato | Ref. |
|---|---|---|---|
| 1973 | "Retalhos de cetim" | Compacto duplo | [33] |
| 1974 | "Se não for amor" | Compacto duplo | [108] |
| 1975 | "Charlie Brown" | Compacto duplo | [109] |
| 1977 | "Modificação" | Compacto duplo | [110] |
| 1979 | "Lua, lua" | Compacto duplo | [111] |
| 1986 | "Razão e desejo" | Compacto duplo | [112] |
| 2016 | Essa felicidade é nossa | EP | [85] |
| 2023 | Do jeito que a vida quer Com Rodrigo Vellozo. |
EP digital | [92][113] |
Compactos simples e singles
[editar | editar código]| Ano | Lançamento | Formato | Ref. |
|---|---|---|---|
| 1967[nota 4] | "Final" / "Bem feito" | Compacto simples | [20] |
| 1968 | "Andança" / "Canção para o nosso amor" | Compacto simples | [22] |
| 1969 | "Nino" / "Este teu sorriso é lindo de morrer" | Compacto simples | [24] |
| 1970 | "Hei John" / "Faça de mim uma ilha" | Compacto simples | [26] |
| 1971 | "Eu gosto dela" / "Você vai ser alguém" | Compacto simples | [114] |
| 1972 | "Ela" / "Colecionando" | Compacto simples | [115] |
| 1973 | "Cuida de sua vida rapaz" | Compacto simples | [116] |
| 1974 | "Que beleza" / "Fui sambando, fui chegando" | Compacto simples | [117] |
| 1975 | "Mulher brasileira" | Compacto simples | [118] |
| 1975 | "Pare, olhe e viva" / "Prelúdio nº 4" | Compacto simples | [119] |
| 1977 | "Do jeito que a vida quer" | Compacto simples | [120] |
| 1977 | "Jesus Papai Noel" | Compacto simples | [121] |
| 1978 | "Razão pra viver" / "Canção de viver com você" | Compacto simples | [122] |
| 1978 | "Lua, lua" / "30 anos de saudade" | Compacto simples | [123] |
| 1979 | "Protejan las mariposas" / "Voy al mar" | Compacto simples | [124] |
| 1981 | "Ah! Como eu amei" / "Um dia vai chegar" | Compacto simples | [125] |
| 1994 | "Viva meu Padim"[nota 5] | Single | [126] |
| 1994 | "Por amor" | Single | [127] |
| 2016 | "Essa felicidade é nossa" | Single | [5] |
| 2020 | "Lágrimas no meu sorriso" Com Rodrigo Vellozo. |
Single digital | [128] |
| 2021 | "Aurora" Com Rodrigo Vellozo. |
Single digital | [129] |
| 2021 | "O infalível zen" Com Rodrigo Vellozo. |
Single digital | [130] |
| 2023 | "Parabéns pra você" Com Rodrigo Vellozo. |
Single digital | [131] |
| 2023 | "Amigo do sol, amigo da lua" Com Rodrigo Vellozo. |
Single digital | [132] |
Coletâneas e reedições
[editar | editar código]| Ano | Título | Gravadora | Ref. |
|---|---|---|---|
| 1977 | Desde Brasil... Benito di Paula Edição espanhola, catálogo TXS 3066. |
Carnaby | [47][133] |
| 1981 | Seleção de ouro | Copacabana | [1] |
| 1985 | O melhor de Benito di Paula | Magazine | [1] |
| 1987 | Melhores momentos | Copacabana | [134] |
| 1991 | Grandes sucessos de Benito di Paula | RGE | [135] |
| 1992 | O melhor de Benito di Paula: Memória da Música Brasileira | Movieplay | [136] |
| 1996 | 20 super sucessos: Benito di Paula | Polydisc | [137] |
| 1996 | Geração samba | Warner Music | [138] |
| 1998 | Preferência nacional | EMI Music | [139] |
| 1999 | Raízes do Samba | EMI Music | [140] |
| 2001 | Para sempre: Benito di Paula | EMI Music | [141] |
| 2002 | Perfil: Benito di Paula | Som Livre | [142] |
| 2002 | Identidade: Benito di Paula | EMI Music | [143] |
| 2003 | 2 em 1: Benito di Paula Catálogo 5836152. |
EMI Music | [144] |
| 2003 | 2 em 1: Benito di Paula Catálogo 5836132. |
EMI Music | [145] |
| 2004 | O talento de Benito di Paula | EMI Music | [146] |
| 2004 | Retratos: Benito di Paula | EMI Music | [147] |
| 2004 | Eu sou o samba | EMI Music | [148] |
| 2005 | Bis: Benito di Paula | EMI Music | [149] |
| Não identificado | Os grandes êxitos de Benito di Paula | Não identificada | [150] |
Participação em trilha sonora
[editar | editar código]Trilhas sonoras
[editar | editar código]| Ano | Obra | Tipo de obra | Emissora | Canções em que participa |
|---|---|---|---|---|
| 1969 | Nino, o Italianinho | Telenovela | Rede Tupi de Televisão | Voz: "Nino" e "Canção Para o Nosso Amor"[151] |
| 1970 | Simplesmente Maria | Voz: "Primeiro Concerto Para Maria" e "Pra Não Dizer Adeus"[152] | ||
| 1974 | O Espigão | Rede Globo | Voz: "Último Andar"[153] | |
| 1977 | Um Sol Maior | Rede Tupi de Televisão | Voz: "Tudo Está Mudado"[154] | |
| 1979 | Ti Ti Ti | Rede Globo | Voz: "A Vida é Dura" (junto com Demônios da Garoa)[155] | |
| 1982 | O Homem Proibído | Voz: "Ah! Como Eu Amei"[156] | ||
| A Leoa | SBT | Voz: "A Mulher Amada"[157] | ||
| 1984 | A Gata Comeu | Rede Globo | Voz: "Amigo do Sol, Amigo da Lua"[158] | |
| 2001 | O Clone | Voz: "Mulher Brasileira"[159] | ||
| 2010 | Ti Ti Ti | Voz: "A Vida é Dura" (junto com Demônios da Garoa)[155] | ||
| 2013 | Dona Xepa | Record | Voz: "Mulher Brasileira" (junto com filho Rodrigo Vellozo)[160] | |
Notas
- ↑ Benito rejeitava o rótulo "samba-joia".[4]
- ↑ "Retalhos de cetim" já havia sido lançado em compacto em 1973.[33]
- ↑ O disco também teve uma edição em karaokê, com as músicas sem os vocais, de catálogo 12.930-B.[104]
- ↑ O Dicionário Cravo Albin data o compacto "Final" / "Bem feito" de 1966. A ficha do IMMuB para o disco Continental 33-513 informa 1967.[1][20]
- ↑ "Viva meu Padim" e "Por amor" foram incluídas como faixas bônus na edição em CD de Pode acreditar, lançado pela RGE.[71]
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 «Benito di Paula». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 9 de julho de 2026
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- ↑ «Viva meu Padim - Single». Apple Music. Consultado em 18 de outubro de 2026
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- ↑ «LÁGRIMAS NO MEU SORRISO - Rodrigo Vellozo e Benito Di Paula». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «AURORA - Benito di Paula e Rodrigo Vellozo». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «O INFALÍVEL ZEN - Benito di Paula e Rodrigo Vellozo». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «PARABÉNS PRA VOCÊ - Benito Di Paula e Rodrigo Vellozo». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «AMIGO DO SOL, AMIGO DA LUA - Benito Di Paula e Rodrigo Vellozo». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ Benito di Paula. Desde Brasil... Benito di Paula. Carnaby. Capa e selo do LP, em fotografia de exemplar da edição.
- ↑ «MELHORES MOMENTOS». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2026
- ↑ «GRANDES SUCESSOS DE BENITO DI PAULA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «O MELHOR DE BENITO DI PAULA - MEMÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «20 SUPER SUCESSOS - BENITO DI PAULA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2019
- ↑ «GERAÇÃO SAMBA - BENITO DI PAULA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2024
- ↑ «PREFERÊNCIA NACIONAL - BENITO DI PAULA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «RAÍZES DO SAMBA - BENITO DI PAULA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 30 de maio de 2025
- ↑ «Para Sempre: Benito Di Paula». Apple Music. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «BENITO DI PAULA - PERFIL». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2019
- ↑ «Identidade - Benito Di Paula». Apple Music. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «SÉRIE 2 EM 1 - BENITO DI PAULA». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 18 de outubro de 2026
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- ↑ «Talento». Apple Music. Consultado em 18 de outubro de 2026
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- ↑ «CD - Benito Di Paula (Coleção BIS - DUPLO)». Colecionadores Discos. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ Benito di Paula. Os grandes êxitos de Benito di Paula. Capa do LP, reproduzida no catálogo da Recordsale.
- ↑ Teledramaturgia (1969). «Nino, O Italianinho, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 24 de junho de 2024
- ↑ Teledramaturgia (1970). «Simplesmente Maria, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 19 de junho de 2024
- ↑ Teledramaturgia (1974). «O Espigão, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 24 de abril de 2024
- ↑ Teledramaturgia (1977). «Um Sol Maior, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 9 de julho de 2021
- 1 2 Teledramaturgia (1985). «Ti Ti Ti, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 27 de maio de 2024
- ↑ Teledramaturgia (1982). «O Homem Proibído, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 9 de julho de 2021
- ↑ Teledramaturgia (1982). «A Leoa, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 24 de junho de 2024
- ↑ Teledramaturgia (1985). «A Gata Comeu, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 17 de junho de 2024
- ↑ Teledramaturgia (2001). «O Clone, trilha sonora complementar 2». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 2 de março de 2024
- ↑ Teledramaturgia (2013). «Dona Xepa, trilha sonora nacional». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 5 de julho de 2021. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2023
Leitura adicional
[editar | editar código]- Aramis Millarch (11 de março de 1973). «O samba urbano de Benito». Estado do Paraná. p. 22. Consultado em 19 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 15 de março de 2026
- Aramis Millarch (30 de março de 1975). «O bom samba que a nova geração está mostrando». Estado do Paraná. p. 35. Consultado em 19 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2026
- Aramis Millarch (20 de novembro de 1983). «Martinho realizado e Benito em progresso». Estado do Paraná. p. 21. Consultado em 19 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de maio de 2026
- Pedro Alexandre Sanches (7 de outubro de 2002). «Obra retoma MPB dos 70 sob a ótica dos "cafonas"». Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de outubro de 2026
- Marcos Napolitano (2004). «O retorno do reprimido: o lugar da música "cafona" na historiografia da cultura brasileira». Teresa (4–5): 378–381. Consultado em 19 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2025
- Adelcio Camilo Machado (2010). «Estão querendo tirar meu nome do samba: Benito di Paula e sua (não) consagração no campo da música popular brasileira». Anais do I Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música, pp. 864–872. Consultado em 18 de outubro de 2026
- Adelcio Camilo Machado (2 de dezembro de 2010). «Indústria cultural e lutas simbólicas na MPB dos anos 1970: o caso do Sambão-Joia». Revista Extraprensa. 3 (3): 927–940. doi:10.11606/extraprensa2010.77222. Consultado em 19 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2025
- Maria Alice da Cruz (novembro de 2011). «O 'sambão joia' pede passagem». Jornal da Unicamp. p. 12. Consultado em 19 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]- Página oficial
- Verbete no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
- Discografia e gravações no Instituto Memória Musical Brasileira
- Composições e intérpretes no Instituto Memória Musical Brasileira
- Participação de Benito e Verônica Ferriani no programa Samba na Gamboa, da TV Brasil
- Entrevista com Benito e Rodrigo Vellozo, na revista Scream & Yell
- Canções de Benito e o debate sobre o samba-joia, no Jornal da Unicamp
- Crítica de Ela no acervo de Aramis Millarch
- Blog sobre o cantor
- Edição espanhola de Desde Brasil... no catálogo da Biblioteca Nacional de España (em castelhano)
- Mortes recentes
- Nascidos em 1941
- Mortos em 2026
- Brasileiros de ascendência alemã
- Brasileiros de ascendência portuguesa
- Pianistas do estado do Rio de Janeiro
- Apresentadores de televisão do estado do Rio de Janeiro
- Comunicadores do Brasil
- Compositores do estado do Rio de Janeiro
- Recordistas de vendas de discos no Brasil
- Naturais de Nova Friburgo
- Cantores do estado do Rio de Janeiro
- Católicos do Brasil
- Ciganos do Brasil
- Benito di Paula
- Pseudônimos do Brasil
- Mortos na cidade de São Paulo
- Mortes por câncer no estado de São Paulo
