Ir para o conteúdo

Entroncamento

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para outros significados, veja Entroncamento (desambiguação).

Entroncamento
Rua principal do comércio (tradicional) do Entroncamento
Brasão de Entroncamento Bandeira de Entroncamento
Localização de Entroncamento
Mapa
Mapa de Entroncamento
Gentílico entroncamentense
Área 13,73 km²
População 20 141 hab. ((2021)[1])
Densidade populacional 1 466,9  hab./km²
N.º de freguesias 2
Presidente da
câmara municipal
Nelson Cunha (CH, 2025-2029)
Fundação do município
(ou foral)
1945 (81 anos)
Região (NUTS II) Oeste e Vale do Tejo[2]
Sub-região (NUTS III) Médio Tejo
Distrito Santarém
Província Ribatejo
Orago Sagrada Família
Feriado municipal 24 de novembro
Código postal 2330 Entroncamento
Sítio oficial cm-entroncamento.pt

O Entroncamento é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém e integrando a região do Oeste e Vale do Tejo e a NUT3 do Médio Tejo,[3] e que pertenceu à antiga província do Ribatejo, com 20141 habitantes (2021).[4]

É sede do Município do Entroncamento,[5] o segundo menos extenso do País, com 13,73 km² de área[6] e 20 141 habitantes (censo de 2021)[1], tendo, por isso, uma densidade populacional de 1 466,9 hab./km².

O município está subdividido em 2 freguesias.[5] O município é limitado a leste pelo município de Vila Nova da Barquinha, a sul pelo município da Golegã, e a oeste e norte pelo município de Torres Novas.

O Entroncamento tem três oragos padroeiros: a Sagrada Família,[7] São João Baptista[8] e Nossa Senhora de Fátima.[9]

História

[editar | editar código]

Concelho criado pelo decreto-lei nº 35:184, de 24 de novembro de 1945,[10] com parte das freguesias de Atalaia, do concelho de Vila Nova da Barquinha, e de Santiago, do concelho de Torres Novas.

O Entroncamento deve o seu nome ao facto de aí se entroncarem duas linhas de caminho-de-ferro: Linha do Norte (que liga Lisboa ao Porto), e a Linha do Leste (que liga o Entroncamento a Badajoz, em Espanha). O que antes era um espaço ermo desenvolveu-se, em grande medida, devido à passagem do comboio. Dessa forma, o Entroncamento acabou por se tornar uma freguesia autónoma, sendo desanexada de Torres Novas e Vila Nova da Barquinha em 25 de agosto de 1926.

Mais tarde (24 de novembro de 1945), devido ao continuado progresso aí verificado, a sua sede foi elevada à categoria de vila tornando-se, ao mesmo tempo sede de município independente, tendo mais tarde sido elevada à condição de cidade (em 20 de junho de 1991).[11]

Câmara Municipal do Entroncamento e largo à frente com fontes de água luminosa

Evolução da população do município

[editar | editar código]

★ Os Recenseamentos Gerais da população portuguesa, regendo-se pelas orientações do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, tiveram lugar a partir de 1864, encontrando-se disponíveis para consulta no site do Instituto Nacional de Estatística (INE).

★ ★ A freguesia do Entroncamento foi criada em 1926, pelo que passou a constar dos censos do INE em 1930. O censo por grupos etários apenas começou a ser disponibilizado em 1950.

Número de habitantes * [12]
1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021
3 800 6 577 6 804 7 355 9 195 11 976 14 226 18 174 20 206 20 141
Número de habitantes por grupo etário ** [13] [14]
1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021
0-14 Anos 1 435 1 656 2 080 2 608 2 531 2 973 3 255 2 956
15-24 Anos 1 430 993 1 225 1 812 2 027 2 273 2 069 2 175
25-64 Anos 3 440 4 106 4 835 6 225 7 965 10 315 11 228 10 794
= ou > 65 Anos 400 600 1 055 1 331 1 703 2 613 3 654 4 216
  • Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.
    • De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente

Os caminhos-de-ferro

[editar | editar código]

Num padrão semelhante ao de localidades associadas a indústrias, o desenvolvimento do Entroncamento está intimamente associado aos caminhos-de-ferro. Estima-se que, durante alguns períodos da sua história, principalmente na década de 40, a população associada à CP excedesse os 50%.[11] As armas da cidade, representando o perfil de um par de carris e um sinal ferroviário, reflectem esta ligação.[15]