Starz Entertainment
| Starz Entertainment Corp. | |
|---|---|
Sede na 1647 Stewart Street, em Santa Mônica, Califórnia | |
| Nome comercial | Starz Entertainment |
| Nome(s) anterior(es) | Lions Gate Entertainment Corporation (1997–2024) |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NASDAQ: STRZ |
| Atividade | Entretenimento |
| Fundação | 10 de julho de 1997 em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá |
| Fundador(es) | Frank Giustra |
| Sede | Santa Mônica, Califórnia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Michael Burns (presidente do conselho) Jeffrey A. Hirsch (presidente e diretor executivo) |
| Empregados | 541 (2025) |
| Serviços | Vídeo sob demanda Programação de televisão Distribuição digital |
| Divisões | Starz Interactive Starz Music |
| Subsidiárias | Starz |
| Acionistas | Allen Media Group (11%) |
| Ativos | US$ 2,17 bilhões (2025) |
| Receita | US$ 1,37 bilhão (2025) |
| Lucro | −US$ 170 milhões (2025) |
| Renda líquida | −US$ 211 milhões (2025) |
| Sucessora(s) | Lionsgate Studios (negócios de cinema e televisão) |
| Website | starz.com |
Starz Entertainment Corp.,[3][4] anteriormente denominada Lions Gate Entertainment Corporation, ou simplesmente Lionsgate, é uma empresa canadense-estadunidense de entretenimento com sede em Santa Mônica, na Califórnia. Foi fundada por Frank Giustra em 10 de julho de 1997 e constituída na Colúmbia Britânica, com domicílio societário em Vancouver.[1]
Antes de 2024, a então chamada Lionsgate reunia sob a mesma empresa seus estúdios de cinema e televisão. Esses negócios foram separados na Lionsgate Studios em 14 de maio de 2024. A Starz manteve cerca de 87% da Lionsgate Studios até a separação completa das duas empresas, concluída em 7 de maio de 2025.[5][6][7] A Starz Entertainment é negociada na Nasdaq sob o código STRZ.
História
[editar | editar código]Formação
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A Lionsgate foi criada em 1997 por Frank Giustra, que investiu US$ 16 milhões, somados a US$ 40 milhões de investidores entre os quais estavam Keyur Patel e executivos da Yorkton Securities, como G. Scott Paterson.[8] O nome da empresa veio da Ponte Lions Gate, em Vancouver, uma referência ao lugar onde ela foi fundada.[9] Giustra havia deixado pouco antes o cargo de diretor executivo da Yorkton, um banco de investimento presidido por Paterson.
Giustra fundiu a Lionsgate com a Beringer Gold Corp., fundada em 1986 e negociada na Bolsa de Valores de Toronto, para transformar a empresa em uma companhia de capital aberto. Os ativos de mineração da Beringer foram vendidos pouco depois.[10][11][12]
A Lionsgate iniciou então uma sequência de aquisições para entrar no setor cinematográfico. Em 1997, comprou pequenos distribuidores e instalações de produção, entre eles a Cinépix Film Properties, de Montreal, que deu origem à Lionsgate Films. Também adquiriu os estúdios North Shore Studios de Peter Guber, em Vancouver, que passaram a se chamar Lions Gate Studios até sua venda em 2006, e a Mandalay Television.[13] A compra da Mandalay Television previa a entrega de uma participação de 4% da Lionsgate a Guber.
Primeiros anos
[editar | editar código]Em 1998, a Lionsgate ajudou Guber a criar a Mandalay Pictures e ficou com uma participação de 45% na empresa. Em junho, comprou a International Movie Group, Inc. (IMG), distribuidora cinematográfica falida que havia recebido investimentos de Guber e da Yorkton Securities, principalmente por causa de seu catálogo de filmes. Peter Strauss, diretor executivo da IMG, tornou-se presidente da Lions Gate Entertainment, Inc. (LGE), empresa controladora das operações norte-americanas da Lionsgate.[11] A subsidiária Lions Gate Media também foi criada para produzir conteúdo televisivo.[11]
Ao fim de seu primeiro ano de atividade, a Lionsgate teve receita de US$ 42,2 milhões e prejuízo de US$ 397 mil. O preço das ações caiu para US$ 1,40, o que limitou a capacidade da empresa de fazer aquisições por meio da troca de ações. A compra seguinte, da produtora de televisão de realidade Termite Art Productions, custou US$ 2,75 milhões e foi paga com a emissão de três notas promissórias conversíveis. Giustra submeteu aos acionistas a transferência da cotação da empresa da Bolsa de Valores de Toronto para a American Stock Exchange. Também foi aprovada uma consolidação de ações na proporção de duas para uma, necessária para atender às exigências da nova bolsa e aumentar a exposição da companhia.[11]
Em janeiro de 1999, Roman Doroniuk foi nomeado presidente e diretor de operações da Lionsgate. Em abril, as operações financeiras da companhia foram transferidas para os escritórios de Doroniuk em Toronto, Ontário, enquanto a sede corporativa permaneceu em Vancouver. A Lionsgate criou nos Estados Unidos a Avalanche Films e comprou metade da Sterling Home Entertainment, empresas voltadas para vendas em vídeo. No segundo ano, voltou a registrar prejuízo, desta vez de US$ 9,3 milhões sobre receita de US$ 78,3 milhões. Grande parte da perda veio de sua participação na Mandalay Pictures. Naquele verão, colocou seus estúdios à venda, mas não encontrou comprador. A operação televisiva passou a concentrar-se em séries de uma hora produzidas fora das grandes redes, consideradas financeiramente menos arriscadas, e a relação com a Mandalay Television foi encerrada. A companhia também buscou mais capital, apresentando um prospecto preliminar para vender ações preferenciais e bônus de subscrição de ações ordinárias, além de obter uma linha de crédito de US$ 13,4 milhões.[11]
Expansão na década de 2000
[editar | editar código]Em janeiro de 2000, a Lionsgate recebeu mais US$ 33,1 milhões de um grupo de investidores que incluía Paul Allen, o ex-executivo da Sony Pictures Jon Feltheimer, a empresa alemã de radiodifusão Tele-Munchen e a SBS Broadcasting SA. Feltheimer assumiu o cargo de diretor executivo no lugar de Giustra. Doroniuk, que havia sido preterido para a função, deixou a empresa. Feltheimer aumentou a produção de filmes, entre eles produções de cerca de US$ 1 milhão feitas pela Avalanche. Avi Federgreen permaneceu entre os proprietários da companhia e envolvido na produção de seus filmes de maior porte. Em junho, a Lionsgate comprou a Trimark Holdings, Inc. por cerca de US$ 50 milhões em dinheiro e ações e assumiu US$ 36 milhões em dívidas.[11]
A empresa continuou fazendo aquisições para ampliar sua distribuição e seu catálogo. Em 15 de dezembro de 2003, comprou a Artisan Entertainment por US$ 220 milhões.[14] Depois da aquisição, deixou Marina del Rey e instalou-se na sede da Artisan em Santa Mônica. Em 2004, Erik Nelson recomprou a Termite Art da Lionsgate e mudou seu nome para Creative Differences.[15]
Em 2005, a Lionsgate associou-se à Panamax Films para produzir filmes dirigidos ao mercado latino. A parceria resultou em dois filmes.[16] Em 13 de abril de 2005, a companhia separou sua unidade canadense de distribuição em uma nova empresa chamada Maple Pictures, dirigida pelos ex-executivos da Lionsgate Brad Pelman e Laurie May.[17][18][19]
Em 1º de agosto de 2005, a Lions Gate Entertainment comprou todo o catálogo da Modern Entertainment, divisão cinematográfica norte-americana do grupo de televisão sueco Modern Times Group.[20][21] Em 17 de outubro, comprou a distribuidora britânica Redbus Film Distribution por US$ 35 milhões.[22][23][24] A operação passou a se chamar Lionsgate UK em 23 de fevereiro de 2006.[25][26]
Em 15 de março de 2006, a Lionsgate vendeu a Lions Gate Studios à Bosa Development Corporation.[27] Em 12 de julho, comprou a Debmar-Mercury, distribuidora independente de televisão que continuou funcionando como subsidiária da Lionsgate.[28] Em agosto, a empresa acertou com o órgão de terras do Novo México e a cidade de Rio Rancho o arrendamento de uma área de cerca de 21,4 hectares para um novo estúdio próximo ao centro urbano e à arena que estavam sendo construídos na cidade.[29]
Em 26 de julho de 2007, a Lionsgate comprou uma participação na distribuidora independente Roadside Attractions.[30] A Lionsgate Music começou a operar até junho daquele ano.[31] Em 10 de setembro, a companhia comprou a Mandate Pictures por US$ 56,3 milhões, dos quais US$ 44,3 milhões em dinheiro e US$ 12 milhões em ações, e assumiu US$ 6,6 milhões em dívidas da Mandate. Joe Drake, diretor executivo da Mandate, voltou à Lionsgate como codiretor de operações da divisão cinematográfica.[32]
Até julho de 2008, a Lionsgate ainda não havia avançado na construção do novo estúdio em Rio Rancho nem na criação da empresa que o administraria, como previa seu acordo com o Novo México.[33] Em novembro, a Lionsgate Music criou uma joint venture com a editora musical Wind-up Records.[34]
Em janeiro de 2009, a Lionsgate comprou a TV Guide Network e o TVGuide.com da Rovi por US$ 255 milhões em dinheiro.[35] Em maio, vendeu 49% da TV Guide Network e do site à One Equity Partners, sob pressão do acionista Carl Icahn.[36]
Em fevereiro de 2009, a Lionsgate reduziu em quatro filmes sua programação anual de lançamentos. Em abril, a Relativity Media fechou um acordo plurianual com a empresa para distribuir cinco filmes por ano.[37] Em agosto, a Lionsgate assinou com a Redbox um acordo de cinco anos, avaliado em US$ 158 milhões, para disponibilizar lançamentos no mesmo dia.[38] A Lionsgate também era coproprietária, junto com a MGM e a Paramount Pictures/Viacom, da Epix, canal de filmes por assinatura lançado em 30 de outubro.[39][40]
Década de 2010
[editar | editar código]Em 13 de setembro de 2010, a Lionsgate e a Televisa criaram a joint venture Pantelion Films, planejada para produzir entre oito e dez filmes por ano durante cinco anos para o mercado latino dos Estados Unidos.[16]
Em setembro de 2011, a Lionsgate vendeu sua unidade canadense de distribuição, Maple Pictures, à Alliance Films.[41]
Em 13 de janeiro de 2012, a Lionsgate anunciou a compra da Summit Entertainment, produtora e distribuidora dos filmes da franquia Twilight Saga, por US$ 412,5 milhões.[42] As duas empresas estudavam uma fusão desde 2008.[43] Em 6 de outubro de 2012, a Lions Gate Entertainment anunciou Brian Goldsmith como codiretor de operações, ao lado de Steve Beeks.[44] Em 18 de novembro, a empresa informou ter ultrapassado pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria doméstica, impulsionada por The Hunger Games e The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2.[45]
Em 23 de dezembro de 2013, a Lionsgate anunciou que havia ultrapassado US$ 1 bilhão nos mercados doméstico e internacional pelo segundo ano consecutivo, com The Hunger Games: Catching Fire, Now You See Me, Instructions Not Included e Kevin Hart: Let Me Explain.[46][47]
Em 14 de abril de 2014, a Comcast comprou da Lionsgate e da Sony Pictures Entertainment as participações restantes na Fearnet.[48] Em 21 de abril, a Lionsgate anunciou a fusão das operações de marketing cinematográfico da Lionsgate e da Summit.[49] Em 30 de abril, anunciou sua entrada no desenvolvimento de jogos eletrônicos.[50]
Em 2015, a Lionsgate assumiu as funções de distribuição da CBS Films, divisão cinematográfica da CBS Corporation.[51]
Em 11 de fevereiro de 2015, John C. Malone trocou uma participação de 4,5%, com 14,5% do poder de voto da Starz, por 3,4% das ações da Lionsgate e entrou para o conselho de administração da companhia.[52][53] Quatorze dias depois, Chris Albrecht, diretor executivo da Starz, mencionou a possibilidade de uma fusão com a Lionsgate.[54]
Em 1º de abril de 2015, a Lionsgate anunciou a criação do selo Lionsgate Premiere. A nova marca administraria até 15 lançamentos por ano, voltados a públicos jovens em cinemas e plataformas digitais. O selo incorporaria títulos da Lionsgate e da Summit Entertainment, entre eles as séries de filmes Step Up e Red, e usaria "innovative multiplatform and other release strategies" para alcançar "affinity audiences with branded content and targeted marketing". Jean McDowell, vice-presidente sênior de marketing e pesquisa, ficou responsável pelo marketing, enquanto Adam Sorensen, que administrava as vendas no oeste dos Estados Unidos, assumiu a distribuição.[55]
Em 10 de novembro de 2015, outras duas empresas ligadas a Malone, Liberty Global e Discovery, Inc., fizeram um investimento conjunto de US$ 195 milhões a US$ 400 milhões na Lionsgate e adquiriram uma participação de 3,4%.[56][57][58][59][60] Em 30 de junho de 2016, a Lionsgate concordou em comprar a Starz por US$ 4,4 bilhões em dinheiro e ações.[61] A operação foi concluída em dezembro daquele ano, quando a Lionsgate tornou-se controladora da Starz.[62]
Em 12 de novembro de 2015, a Lionsgate fechou uma parceria com o produtor de televisão Craig Piligian ao comprar mais de 50% da Pilgrim Studios em uma operação de US$ 200 milhões. Piligian permaneceu como diretor executivo, e a Pilgrim continuou a funcionar de forma independente sob sua direção.[63][64][65] O acordo ampliou a presença da Lionsgate na produção de programas não roteirizados.[63]
Em 13 de julho de 2016, a Lionsgate comprou uma participação minoritária na Primal Media, produtora britânica recém-criada de televisão não roteirizada. A empresa havia sido lançada por Matt Steiner e Adam Wood, que antes criaram a Gogglebox Entertainment, posteriormente adquirida pela Sony Pictures Television.[66]
Em 15 de dezembro de 2017, o jornal financeiro semanal norte-americano Barron's informou que Malone havia vendido quase 108 mil ações classe B da Lionsgate por US$ 3,2 milhões, ou US$ 29,63 cada, entre 4 e 13 de dezembro. Naquele momento, ele detinha direta e indiretamente 6 milhões de ações classe B sem direito a voto, além de cerca de 6 milhões de ações classe A, cada uma com direito a um voto.[67]
Após as acusações de abuso sexual contra o produtor Harvey Weinstein, a Lionsgate figurou entre 22 compradores em potencial interessados na The Weinstein Company.[68][69]
Em 2018, a recém-criada unidade de conteúdo digital Studio L anunciou sua primeira programação.[70] Em outubro daquele ano, Agapy Kapouranis substituiu Peter Iacono na presidência de distribuição internacional de televisão e mídia digital.[71]
2018–2023: interesse em aquisições
[editar | editar código]Em janeiro de 2018, a Lionsgate passou a ser alvo de especulações sobre uma possível aquisição, e a Sony Pictures esteve entre as empresas apontadas como potenciais interessadas.[72]
Em 27 de fevereiro de 2018, a Variety informou que a fabricante de brinquedos Hasbro, que havia trabalhado com a Lionsgate no filme de 2017 My Little Pony: The Movie por meio da unidade de financiamento cinematográfico Allspark Pictures, chegou perto de comprar a Lionsgate, mas o negócio não foi adiante. A Hasbro compraria a Entertainment One, outra empresa de origem canadense, em 30 de dezembro de 2019.[72]
Em 3 de outubro de 2019, Malone concluiu a venda de sua participação no estúdio.[73]
Em abril de 2021, a divisão Starz da Lionsgate pediu medidas judiciais no Brasil, na Argentina e no México contra a Disney pelo uso da marca Star+ na América Latina.[74] As empresas chegaram a um acordo em agosto daquele ano.[75]
Em julho de 2021, a Lionsgate comprou uma participação de 18,9% na Spyglass Media Group e adquiriu da empresa o catálogo da The Weinstein Company.[76]
2023–presente: compra da Entertainment One, separação dos estúdios e mudança de nome
[editar | editar código]Em janeiro de 2023, a Lionsgate iniciou um acordo de distribuição cinematográfica com a Cineplex Pictures, subsidiária da Cineplex Entertainment de Toronto, para o lançamento de determinados títulos da empresa no Canadá.[77]
Em 17 de julho de 2023, o Deadline Hollywood informou que a Lionsgate era a favorita para comprar a Entertainment One da Hasbro.[78] Em 3 de agosto, a Lionsgate anunciou que compraria os ativos cinematográficos e televisivos da Entertainment One por US$ 500 milhões. Entre os ativos estavam as marcas da Maple Pictures, que a Lionsgate havia vendido à Alliance Films em 2011. O negócio previa US$ 375 milhões em dinheiro e US$ 125 milhões em empréstimos de financiamento de produção ligados à compra.[79] A aquisição foi concluída em 27 de dezembro de 2023.[80] No ano seguinte, a eOne passou a se chamar Lionsgate Canada, devolvendo à empresa uma operação de produção com sua marca no Canadá.[81]
Depois de concluir a compra da Entertainment One, a Lionsgate apresentou seu plano para separar os ativos de cinema e televisão da Starz. A divisão de estúdios seria combinada com a Screaming Eagle Corp., uma empresa de aquisição de propósito específico dirigida por Eli Baker, para formar uma companhia de capital aberto separada, a Lionsgate Studios. A transação avaliou a Lionsgate Studios em US$ 4,6 bilhões e foi concluída em 7 de maio de 2024. A empresa começou a operar em 14 de maio e passou a ser negociada na Nasdaq sob o código LION. A Lionsgate permaneceu como acionista controladora, com cerca de 87% da Lionsgate Studios.[82][83]
Em 28 de novembro de 2024, a Lionsgate mudou sua denominação para Starz Entertainment, distinguindo a antiga empresa controladora da recém-criada Lionsgate Studios.[84]
Em 7 de maio de 2025, a separação entre Lionsgate Studios e Starz Entertainment foi concluída depois de aprovada pelos acionistas. A Starz Entertainment retirou suas duas classes de ações, negociadas sob os códigos LGF.A e LGF.B, da Bolsa de Valores de Nova Iorque e começou a ser negociada como STRZ na Nasdaq.[85]
Em 16 de novembro de 2025, a Bloomberg noticiou que a Starz Entertainment estudava uma oferta pela A+E Global Media, joint venture da The Walt Disney Company com a Hearst Corporation.[86] Em 17 de dezembro, foi informado que a Starz tinha interesse em comprar os negócios Global Linear Networks da Warner Bros. Discovery (WBD).[87] A Paramount Skydance chegou a um acordo definitivo para comprar toda a WBD em 27 de fevereiro de 2026, tornando a proposta da Starz sem efeito.[88]
Em 6 de março de 2026, Byron Allen, proprietário da Allen Media Group, comprou uma participação de 11% na Starz por US$ 25 milhões. A operação envolveu 1,8 milhão de ações que pertenciam a Steven Mnuchin.[89][90] Allen declarou depois que pretendia apresentar no futuro uma oferta para comprar toda a empresa.[91]
Divisões e unidades
[editar | editar código]Starz Interactive Ventures and Games
[editar | editar código]Starz Interactive Ventures and Games é a divisão de desenvolvimento de jogos eletrônicos da Starz Entertainment.[92] Criada em abril de 2014, passou a ser dirigida por Peter Levin, cofundador da Nerdist Industries. A divisão produz e distribui jogos multiplataforma baseados em franquias da Lionsgate e investe em negócios digitais. Entre essas franquias está Blair Witch. A Lionsgate Games publicou um jogo de mesmo nome em 2019.[93]
Lionsgate Entertainment World
[editar | editar código]Lionsgate Entertainment World é um centro de experiências interativas coberto baseado em franquias cinematográficas da Lionsgate, entre elas The Hunger Games, The Divergent Series e Now You See Me. Foi aberto em Hengqin, na cidade de Zhuhai, China, no primeiro semestre de 2019. O projeto recebeu investimento do conglomerado hong-conguês Lai Sun Group e foi projetado e produzido pela Thinkwell Group.[94]
Celestial Tiger Entertainment
[editar | editar código]Em dezembro de 2011, a Lionsgate, a Saban Capital Group e a Celestial Pictures anunciaram a criação da Celestial Tiger Entertainment (CTE), reunindo operações de canais de televisão por assinatura, criação de conteúdo e distribuição voltadas para mercados asiáticos.[95] Os ativos da Tiger Gate Entertainment foram incorporados à CTE em janeiro de 2012. A empresa passou a administrar a venda e distribuição de propriedades da Lionsgate na Grande China e no Sudeste Asiático.[96][97]
Distribuição
[editar | editar código]Antes da separação empresarial de 2025, a Lions Gate Entertainment reunia os negócios de estúdio de cinema e televisão e a plataforma de assinatura premium STARZ. A separação deixou a produção e distribuição cinematográfica e televisiva com a Lionsgate Studios, enquanto a Starz Entertainment manteve o negócio Starz.[98][99]
A Starz Entertainment distribui os serviços premium STARZ diretamente ao consumidor por meio do aplicativo Starz e também por plataformas OTT e distribuidores de programação multicanal. Esses distribuidores incluem operadoras de cabo, fornecedores de televisão por satélite e empresas de telecomunicações.[100]
Televisão e streaming
[editar | editar código]O principal serviço da empresa é a STARZ, uma plataforma premium de televisão por assinatura e streaming, distribuída por redes lineares e pelo aplicativo Starz. O portfólio também compreende a Starz Encore e a MoviePlex.[101]
Antes da separação dos estúdios, a Lionsgate também operava canais FAST gratuitos sustentados por publicidade, entre eles "MovieSphere by Lionsgate", "OuterSphere by Lionsgate" e "HerSphere by Lionsgate". Em parceria com a Ebony Media Group, lançou "Ebony TV by Lionsgate" em outubro de 2023.[102] Depois da separação, esses canais permaneceram no negócio dos estúdios e passaram a integrar a Lionsgate Studios.[103]
Em 2015, a então Lionsgate e a Tribeca Enterprises lançaram o Tribeca Shortlist, serviço de vídeo sob demanda por assinatura.[104] O Tribeca Channel foi lançado separadamente pela Tribeca Enterprises em 2021, em parceria com o The Roku Channel.[105]
Em 2017, a Lionsgate associou-se ao comediante Kevin Hart para lançar a Laugh Out Loud, ou LOL Network. Seu serviço de vídeo começou a operar em 3 de agosto daquele ano.[106]
Em 2023, a Lionsgate, a Warner Bros. Discovery e a Gray Television participaram da criação da Free TV Networks, empresa de canais de televisão aberta e FAST sustentados por publicidade.[107]
Ativos
[editar | editar código]Depois da separação concluída em maio de 2025, a Starz Entertainment passou a deter diretamente ou por meio de suas subsidiárias o negócio Starz que antes fazia parte da Lions Gate Entertainment Corp., centrado na plataforma de assinatura premium STARZ.[108]
Governança corporativa
[editar | editar código]Em julho de 2025, entre os integrantes do conselho de administração estavam:[109]
Presidente do conselho de administração
- Michael Burns, presidente do conselho da Starz
Diretores
- Mignon Clyburn, presidente da MLC Strategies
- Emily Fine, executiva da MHR Fund Management
- Lisa Gersh, sócia executiva da Attention Capital
- Jeffrey A. Hirsch, presidente e diretor executivo da Starz
- Bruce Mann, diretor de conteúdo da Liberty Global
- Mark Rachesky, fundador e presidente da MHR Fund Management
- Josh Sapan, presidente da Sapan Studio
- Hardwick Simmons, ex-presidente do conselho e ex-diretor executivo da Nasdaq
Ver também
[editar | editar código]- Starz, rede premium e serviço de streaming pertencentes à empresa
- Summit Entertainment, empresa cinematográfica adquirida pela antiga Lionsgate em 2012
- Cinema dos Estados Unidos, setor em que a antiga Lionsgate manteve seus negócios de estúdio
- Televisão nos Estados Unidos, mercado principal dos serviços de televisão da Starz
Referências
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