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Século XVII

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O século XVII durou desde 1601 até 1700 no calendário gregoriano.

O século XVII vai até o período da Idade Moderna na Europa; o Antigo Regime (século XVII) é um século considerado o auge literário e artístico pelo Barroco e Classicismo, com o brilho e deslumbre das cortes (nomeadamente pela do Rei Sol), considerando também pelo seu esplendor como o Grand Siècle (o Grande Século) francês dominado por Luís XIV, a Revolução científica e a Crise Geral. A última foi caracterizada na Europa notoriamente pela Guerra dos Trinta Anos, a Grande Guerra Turca, o fim da Revolução Holandesa, a Guerra Luso-Holandesa, o declínio da República das Duas Nações (Polônia e Lituânia) e a Guerra Civil Inglesa.[carece de fontes]? A cultura do palco, onde a corte, a igreja, a academia e a ópera eram os principais palcos culturais onde se desenvolviam as artes para exaltar o poder real e religioso.[1]

No caso inglês, o século XVII é comumente conhecido pelas Revoluções Inglesa/Puritana e a Gloriosa. Estes termos, não são mais utilizados na historiografia seja pela condição a-histórica, no caso a Revolução Gloriosa possui esse nome devido a concepção de que não houve mortes no processo, sendo ele então exemplar comparativamente a Revolução Francesa, ou enquadramento já que a compreensão atual da Revolução Inglesa em perspectiva global permite esclarecer suas relações com os reinos da Escócia e Irlanda e os impactos que essas relações causaram nesses reinos, de modo a renomear o evento como Guerra dos Três Reinos, sendo essa a nomenclatura atualmente utilizada. Os termos e as interpretações superadas, emergem de acordo com as demandas e o contexto político-temporal dos escritores, de modo que tanto a interpretação da Revolução Gloriosa vem de historiadores conservadores, quanto a globalização influencia nas concepções dos historiadores atuais, Steve Pincus por exemplo aplicando o enquadramento global, definirá que essas Revoluções do XVII são Revoluções modernas devido ao conflito de dois projetos de Estado modernos que anularam os tradicionais. [2]

Alguns historiadores aumentam a extensão da Crise Geral para abranger o globo, uma vez que com o colapso demográfico da Dinastia Ming a China perdeu aproximadamente 30% de sua população. Foi nesse período também que a colonização europeia nas Américas começou de fato, incluindo a exploração de uma quantidade fabulosa de prata nos depósitos em Potosí, no Alto Peru e no México, o que resultou em grandes surtos de inflação, com a riqueza se espalhando da Europa para o resto do mundo.[carece de fontes]?

Navios espanhóis se tornaram alvos de marinheiros anglo-franceses (piratas), com base na Jamaica e em Tortuga, que atacavam colónias e navios espanhóis no Caribe e no leste do Pacífico. No final do século, estes piratas passaram a fazer viagens de longas distâncias das Américas até o Velho Mundo, para roubar muçulmanos e alvos da Companhia das Índias Orientais no Índico e no Mar Vermelho.

Em meio a essa crise global geral, houve vitória e triunfo: no Oriente Médio os impérios turco otomano, persa safávida e indiano mogol cresceram em força. No leste do Japão, Tokugawa Ieyasu estabeleceu o Período Edo no começo do século, iniciando a política isolacionista Sakoku, que duraria até o século XIX. Na China, a colapsante Dinastia Ming foi desafiada por uma série de conquistas lideradas pelo senhor da guerra manchu Nurhachi que foram consolidadas pelo seu filho Huang-Taiji e finalmente consumadas pelo seu neto, o imperador Shunzhi, fundador da Dinastia Qing.[carece de fontes]?

A política europeia, durante a Crise, foi dominada pela França de Luís XIV, onde o poder real foi solidificado domesticamente na guerra civil da Fronda, na qual a nobreza francesa semifeudal foi enfraquecida e subjugada pelo poder de uma monarquia absolutista através da reinvenção do Palácio de Versalhes. Com a paz doméstica assegurada, Luís XIV apontou para as fronteiras da França, que foram expandidas para incluir, entre outras regiões, Rossilhão, Artois, Dunquerque,