Odeio quando a saudade chega assim, sem mais nem menos, me fazendo apertar os olhos tão fortemente que lagrimas correm descontroladas pelo meu rosto sem saber onde arranjar conforto.
Não são raras as horas em que me encontro assim. A saudade domina o corpo e a mente, e de repente tudo se torna coadjuvante em sua dor. Basta fechar os olhos e se lembrar daqueles que fazem com que seus olhos brilhem, e pronto, nada mais importa.
Eis uma das decisões mais burramente difÃceis que já tomei. Parar tudo por instantes e tirar de mim todo esse peso de pensamentos, ideologias e confusões que lotam a minha cabeça.
Há mais de um ano me falam para fazer isso, mas eu, teimosa e cabeça dura como sempre, me colocava a refletir “Qual a relevância de uma pessoa como eu ter um blog? Quem gastaria seu precioso tempo do dia-a-dia para se jogar em meus devaneios?”, se for parar pra pensar talvez não faça mesmo muito sentido.
Não sou a pessoa mais ligada no mundo dos acontecimentos e inovações, nada de megatendencias, descobertas incrÃveis e achados raros, só o simples e básico, nada que um bom e velho Google não resolva.
Não sou uma teórica, nem dedico boa parte do meu tempo a grandes pensamentos e questionamentos sobre a vida, morte e existência, guardo essas reflexões com o maior carinho exclusivamente para aquelas boas horas de bar, e olha que daà já rendem boas análises, mas nada que valha uma publicação, e se bobiar, nem mais do que 2 horas de cervejinhas e discussões.
Não sou a pessoa mais entendida de polÃtica nem sociedade, embora tenha dedicado alguns anos do auge de minha juventude revoltada a assuntos polêmicos e passeatas sem sentido, ainda me tropeço facilmente em minhas próprias contradições polÃticas, e no fim de tudo, acabo me descobrindo uma boa sabedora de nada, definitivamente, não sou eu quem vai mudar o mundo.
Não sou uma artista, mesmo após milhões de tentativas frustradas em todas as mais diversas escolas da arte, literatura, artes cênicas, artes plásticas, visuais, música, acabo dando uma rebolada daqui outra dali, mas no fim sempre me convenço que sou bem melhor critica e planejadora do que executora. Se falar mal e fazer elogios pudesse ser arte, talvez fosse uma artista e tanto.
É tem horas que a impulsividade ganha, o corpo sofre e desconfia, a razão chora e se envergonha, mas a alma relaxa e goza. Que venha a droga do blog!