Já dei comigo muitas vezes a pensar em determinados acontecimentos que partilhei convosco. Parecem já tempos idos, pois muita coisa se passou entretanto, mas foi apenas há 4 anos que nos despedimos num até já, que anualmente fazemos questão de cumprir.
A viagem a Madrid, a FITUR, que vi só de relance, pois preferi enfiar-me no Prado e no Thyssen-Bornemisza, com pena de não ter tempo de ir até ao Rainha Sofia ver a Guernica, desse pintor fantástico que foi Picasso. Ver ao vivo algumas das obras que o Professor Veloso nos descreveu nas aulas foi uma emoção sentida, verdadeira. Juro, isto não é poesia!
E a viagem de finalistas?? Barcelona, cidade mítica, que tenho de voltar a visitar...sem falta! A Côte d'Azur, a sorte de apanharmos o Festival de Cinema em Cannes. Mais alguém viu o Van Damme? Que anão! Nice, Mónaco (onde me senti a mais pelintra das pelintras à face da terra), Grasse (e a desilusão de não consegir comprar perfumes a preços de saldo), San Remo (la vera Itália), Saint Tropez (se na altura soubesse que o Bono vive lá, tinha corrido a vila de lés a lés). E depois Andorra e a neve ainda no cimo dos Pirinéus. O regresso a Portugal perfeito, com o meu Sporting a ganhar o campeonato.
Só não me consigo recordar do nome daquela vila medieval fantástica onde dormimos a caminho de Nice. Onde conhecemos o surfista Sebastien (lindo de morrer, não é Amélia?).
Tempos fantásticos!
Entretanto começou a vida dura, a procura de um emprego para alguns o continuar para outros. A vida não é fácil! É preciso lutar muito, coisa que eu já sabia, por experiência, mas que alguns acredito, só tiveram conhecimento no final do curso. Vão-se conquistando castelos, um após o outro, tal como Afonso Henriques o fez, para que hoje possamos dizer todos que somos portugueses. Conquistam-se uns perdem-se outros. Mas a pulso, estou convencida que todos chegaremos lá, à conquista do nosso próprio terreno.
Seremos talvez a geração do novo turismo em Portugal, daquele turismo que todos temos esperança que surja. O sector mais forte da economia nacional, que necessita de pessoas com a formação que nós temos.
Manter o contacto é a chave (e o Horácio de certeza que está de acordo comigo). Daqui a uns anos estaremos todos bem colocados no mercado (esperemos), seja no público, seja no privado, e o facto de nos conhecermos poderá ser um ponto forte a nosso favor.
Recordaremos com ternura os tempos mágicos que passámos todos juntos em Tomar. E são esses tempos, esses momentos que nos ligarão para sempre.
Enfim, ....hoje deu-me para isto. Deve ser do tempo que também está melancólico.
Beijos e até Setembro em Almeirim!