czarina

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

medo, angústia (emoções pintadas do mundo)

E. Munch, O Grito, 1893

medo, terror (emoções fotografadas do mundo)

Revista National Geographic, 1985

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

memorando da espécie

penso e crio, melhor se acompanhada
ligo espontaneamente o que não tem ligação aparente
jogo com as palavras
sorrio
rio muito
gosto de falar a língua das metáforas
e, assim, ter diferentes significantes


gosto de surpresas
gosto de ligar o útil ao agradável
gosto de conhecer lugares sem pré-marcações
morro de curiosidade
Ă s vezes sinto-me cidadĂŁ do mundo, mas nĂŁo sei se Ă© isto ou se Ă© excesso de heurĂ­stica
mas gosto de aprender visões e culturas diferentes
e de manter essa noção em mim, mesmo que depois me seja difícil tomar posições ideológicas
contudo, porque se há céu também há terra, olho o mundo e fico emocionada (imagine-se!) quando encontro nele um lugar para mim

sou pétala que se deixa dançar ao sabor do vento
vou-me cuidando aos bocadinhos
feliz, vejo a minha caminhada e as pegadas vencidas na terra
feliz, dou-lhe sentido e continuo o caminho
fundo-me e, por vezes, confundo fusão com perdição

tomo decisões quando o tempo urge
trabalho melhor sob stress
por acreditar no humanismo

agarro os desafios que me colocam

e procuro estar atenta para os perceber...

tais como,

abrandar o tempo (que Ă s vezes ansiosamente vivo) e ser paciente
ser mais calma para poder simplificar, ter meias medidas e relativizar
ser caule e não só pétala
perceber que estou bem sendo quem sou e que não tenho que provar nada ao mundo, até porque a energia esgota
cuidar de mim e não exigir isso aos outros, mas deixar também que me cuidem
viver o útil e o agradável, também em separado
ser mais organizada






sábado, fevereiro 10, 2007

tenho

tenho uma vontade de viver que me transcende e me move. às vezes sinto uma tal força em mim, que o impulso para fazer, abraçar, criar, dar... muito difícil é de controlar. parece até que nem me lembro que a energia se esgota! sou assim.
para quem é grande cá dentro, tenho quase sempre um sorriso desmedido. para ti, que cresces tanto dentro de mim, tenho este sorriso, esta energia, tenho o que sou e a alegria de também tua ser.
sinto-me mais quando acompanhada, embora o silêncio e a paz façam parte equilibrante de mim. sou social e sociável porque acredito que, mesmo com exemplos tão bons quanto maus, é na humanidade que o ser humano se pode concretizar (ou não fosse isto um pleonasmo). e isso acontece mesmo que tenha também a mania da auto-suficiência, mas que na realidade é medo que me fechem os braços (e abraços) exactamente na altura em que, sorrindo, decido (aos poucos e hesitante) deixar-me receber, estar e ficar...

lembro-me que ricardo reis dizia qualquer coisa como sĂŞ todo em tudo o que fazes. essas palavras sĂŁo-me vitais.

sábado, fevereiro 03, 2007