Pra começar o dia você vai dar um pulo na Casa da Marquesa de Santos, em São Cristóvão. Lá está rolando o Circuito Moda Carioca, que conta com várias marcas independentes e outlets de moda e design, pra você ver e comprar tudo aquilo que conquistar seu coraçãozinho e que está ditando as regras-não regras de moda na cidade.
O evento ainda conta com uma área de gastronomia cheinha dos foodtrucks gourmets-hipsters-afins que a gente adora!
Em adição a isso tudo, a Casa da Marquesa de Santos, agora Casa da Moda Brasileira, que um dia abrigou a moça mais "transgressora" da cidade, agora abriga acervo artÃstico, cultural e patrimônio histórico pra acalmar as lombrigas de cultura e história, especialmente sobre a história da moda.
O evento começou ontem, 12h, e vai de 12h às 21h hoje e amanhã.
Tá, Fernanda, mas aà eu já comi um hamburgão, tomei uma cervejinha, comprei vááárias coisinhas, faço agora o quê pra dar uma relaxada?
Mas se você tá doido pra ir mas não quer enfrentar fila, vai ficar muito alegre em saber que agora as visitas podem ser agendadas, de hora em hora, no site da Ingresso Rápido.
Eu sou aficcionada por realities de música e culinária.
Conheci a banda Devir assistindo eles no Supestar e invejando uma colega de trabalho, que me contava, num misto de surpresa e embevecimento, que já tinha assistido eles muitas vezes, cantando no condomÃnio dela em Niterói.
As músicas autorais do grupo mostram o potencial da banda e um lado mais suave da vocalista, mas não tem tanta inovação quanto as novidades apresentadas nas misturinhas.
No ultimo dia 25 fui à Casa do Porto, um singelo sobrado no Largo de São Francisco da Prainha, pra discutir sobre intolerância religiosa. A conversa seria conduzida por Stela Caputo e Binho Cultura.
A energia ali era tão forte que em muitos momentos as pessoas choravam, ou por se identificar como vÃtimas de intolerância, ou com a confusão em relação à religião que à s vezes acomete alguns de nós.
Afinal, o mel ainda atrai mais abelhas do que o fel. E o amor ainda agrega mais do que a hostilidade.
Todas as quartas a Casa Porto recebe convidados para palestras, oficinas e debates, visando discutir tópicos relevantes para a sociedade carioca e brasileira como um todo, bem como lançar um holofote à produção econômica e cultural das comunidades da Zona Portuária.
Faleceu no último dia 24 o cantor sertanejo Cristiano Araújo.
Ele era um jovem de 29 anos, bonito e representante do sertanejo universitário, tanto que seu maior sucesso consistia na repetição de algumas sÃlabas primárias, como muitas outras músicas sertanejas de sucesso hoje em dia.
A cobertura midiática sobre o trágico acidente que tirou a vida dele e de sua bela namorada de apenas 19 anos vem sendo ainda explorada de forma extenuante, de tão insistente, especialmente para aqueles que não dão a talvez devida atenção a esse gênero musical - e aqui eu me refiro ao sertanejo como um todo, veja bem.
Porque a maioria dos meus amigos e conhecidos do meu mural do Facebook não o conheciam, mas com certeza já ouviu e/ou sabe cantar NO RITMO os seguintes versos:
Eu sei que te amo,
Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais do que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Para você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim
Ou ainda:
Em vez de você ficar pensando nele
Em vez de você viver chorando por ele
Pense em mim, chore por mim
Liga pra mim, não, não liga pra ele
Pra ele! Não chore por ele!
Lá em casa, dependendo do que puxem, a meninada canta de peito aberto, devido à memória do que ouvÃamos no toca-fitas do pai e da mãe, durante a infância.
Então, por favor, não nos acuse de preconceito! Longe de nós, certo?
Mas que não conhecÃamos o rapaz tão bem aqui no Rio de Janeiro, não conhecÃamos.
Assim como muitos de meus amigos cariocas, senão todos, não conheciam Nico Fagundes.
Um expoente na pesquisa e representação da cultura tradicional gaúcha, Nico só na TV tinha meros 30 anos de carreira.
Não era tão bonito e nem tão jovem, do alto de seus bem vividos 80 anos, nem morreu de forma trágica, mas no contexto do regionalismo gaúcho, era mais lÃder que o Lasier tomando choque das uva no Jornal do Almoço.
Mas, ainda assim, precisamos repensar, de novo e sempre, porque esquecemos a cultura de alguns rincões em detrimento da cultura de outros, ou ainda das metrópoles - das velhas e das emergentes - detentoras do PIB nacional.
Um amigo querido me convidou pra assistir essa peça, que conta com iluminação dele e com uma companhia de teatro cheia de gente jovem e talentosa e que, se depender das crÃticas que andei vendo por aÃ, promete muita coisa!