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Emirados Árabes Unidos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de EAU)
Emirados Árabes Unidos
الإمارات العربيّة المتّحدة
Dawlat al-Imārāt al-‘Arabīyah al-Muttaḥidah
Lema: الله , الوطن , الرئيس
Allah, al-Waṭan, al-Ra'īs
(em árabe: "Deus, a Nação, o Presidente")
Hino: Ishy Bilady
noicon
Localização dos EAU no mundo
Localização dos EAU no mundo
CapitalAbu Dabi
22°47′N 54°37′E
Maior cidadeDubai
Língua oficialÁrabe[1]
Religião oficialIslão
Gentílicoemiradense ou emirático[2]
GovernoMonarquia semiconstitucional eletiva semipresidencial federal
Mohamed bin Zayed Al Nahyan
Mohammed bin Rashid Al Maktoum
Independência 
• Declarada
2 de dezembro de 1971
Área
 • Total83 600 km2 (116.º)
 • Água (%)desprezível
População
 • Estimativa para 20189 599 353 hab. (93.º)
 • Censo 20064 588 697 hab.
 • Densidade55 hab./km2 (150.º)
PIB (PPC)Estimativa para 2014
 • TotalUS$ 604,960 bilhões*[3]
 • Per capitaUS$ 65 037[3]
PIB (nominal)Estimativa para 2014
 • TotalUS$ 416,444 bilhões*[3]
 • Per capitaUS$ 44 770[3]
IDH (2021)0,911 (26.º) – muito alto[4]
Gini (2008)36
MoedaDirrã dos Emirados (AED)
Fuso horário+4 UTC+4
Cód. ISOARE
Cód. Internet.ae
Cód. telef.+971
Website governamentalu.ae

Os Emirados Árabes Unidos[nota 1] (abreviado como EAU ou simplesmente Emirados Árabes; em árabe: دولة الإمارات العربية المتحدة, Dawlat al-Imārāt al-‘Arabīyah al-Muttaḥidah) são uma confederação árabe localizada no Golfo Pérsico, formada por monarquias, cada uma detendo sua soberania, chamadas emirados (equivalentes a principados). Os Emirados Árabes Unidos estão situados no sudeste da península Arábica e fazem fronteira com Omã e com a Arábia Saudita. Os sete emirados são Abu Dabi, Dubai, Xarja, Ajmã, Caluão, Recoima e Fujeira. A capital e a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é Abu Dabi. A cidade também é o centro de atividades políticas, industriais e culturais.[5]

Antes de 1971, os Emirados Árabes Unidos eram conhecidos como Estados da Trégua, em referência a uma trégua do século XIX entre o Reino Unido e vários xeques árabes. O nome Costa Pirata também foi utilizado em referência aos emirados que ocupam a região do século XVIII até o início do XX.[6] O sistema político dos Emirados Árabes Unidos, baseado na constituição de 1971, dispõe de vários órgãos ligados intrinsecamente. O islamismo é a religião oficial e o idioma árabe, a língua oficial.[7]

Os Emirados Árabes Unidos têm a sexta maior reserva de petróleo do mundo[8] e possuem uma das mais desenvolvidas economias do Médio Oriente. O país tem, atualmente, a trigésima sexta maior economia a taxas de câmbio de mercado do mundo, e é um dos países mais ricos do mundo por produto interno bruto (PIB) per capita, com um PIB nominal per capita de 54 607 dólares, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).[9] O país classifica-se na décima quarta posição em paridade de poder de compra per capita e tem, relativamente, um Índice de Desenvolvimento Humano considerado 'muito elevado', ocupando o 34.º lugar.[10] No entanto, o país é considerado "não livre" pela organização Freedom House.[11] A Human Rights Watch aponta vários atropelos de direitos humanos no país.[12]

Os Emirados Árabes Unidos são classificados como tendo uma alta renda de desenvolvimento da economia pelo FMI são um membros fundadores do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico, e um membro da Liga Árabe. A nação também é membro da Organização das Nações Unidas, da Organização para a Cooperação Islâmica, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, e da Organização Mundial do Comércio.

História

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Primeiros povos

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Cântaro do século II a.C., sítio arqueológico de Mleiha, Xarja

A habitação humana mais antiga dos Emirados Árabes Unidos data do período neolítico, c. 5 500 a.C. Nesta fase, há provas de interação com o mundo exterior, em particular com civilizações ao norte. Estes contatos persistiram e tornaram-se abrangentes, provavelmente motivados pelo comércio do cobre nas montanhas Hajar, que teve início por volta de 3000 a.C.[13] O comércio exterior, tema recorrente na história desta região estratégica, floresceu também em períodos posteriores, facilitado pela domesticação do camelo e o fim do segundo milénio a.C.[14]

Por volta do século I, o tráfico terrestre entre a Síria e cidades do sul do Iraque começou, seguido pela viagem marítima ao importante porto de Omana (hoje em dia, chama-se Caluão) e, daí para a Índia, sendo uma alternativa para a rota do mar Vermelho usada pelos romanos.[15]

Pérolas haviam sido exploradas na região durante milênios, mas neste momento, o comércio atingiu novos patamares. Viagens marítimas também foram um esteio e feiras importantes foram feitas em Doba, trazendo mercadores de regiões longínquas, como por exemplo, a China.[16]

Advento do Islã

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Califado Ortodoxo durante o reinado de Abu Becre (r. 632–634)

Acredita-se que a disseminação do Islã até a ponta nordeste da Península Arábica tenha ocorrido diretamente de uma carta enviada pelo profeta islâmico, Maomé, aos governantes de Omã no ano 630, nove anos após a Hégira. Isso levou um grupo de governantes a viajar para Medina, convertendo-se ao Islã e, posteriormente, conduzindo uma revolta bem-sucedida contra os impopulares sassânidas, que dominavam as costas do norte na época.[17] Após a morte de Maomé, as novas comunidades islâmicas ao sul do Golfo Pérsico ameaçaram se desintegrar, com insurreições contra os líderes muçulmanos. O califa Abu Becre enviou um exército da capital Medina que completou sua reconquista do território (as Guerras da Apostasia) com a Batalha de Diba na qual 10 mil vidas foram perdidas. Isso garantiu a integridade do califado e a unificação da Península Arábica sob o recém-emergente Califado Ortodoxo.[18]

Em 637, Julfar (na área da atual Recoima) era um importante porto usado como um ponto de partida para a invasão islâmica do Império Sassânida.[19] A área do oásis Al Aine/Buraimi era conhecida como Tu'am e era um importante entreposto comercial para as rotas de camelos entre a costa e o interior da Arábia.[20]

O primeiro local cristão nos Emirados Árabes Unidos foi descoberto na década de 1990, um extenso complexo monástico no que agora é conhecido como ilha Sir Bani Yas e que remonta ao século VII. Considerada nestoriana e construída no ano 600, a igreja parece ter sido abandonada pacificamente em 750.[21] Ele forma um raro vínculo físico com um legado do cristianismo que se acredita ter se espalhado pela península entre os anos de 50 e 350, seguindo rotas comerciais. Certamente, por volta do século V, Omã teve um bispo chamado João — o último bispo de Omã sendo Etienne, em 676.[22]

Domínio europeu e otomano

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Pintura do Forte de Doba, do Império Português, em Dibba Al-Hisn, 1620
Força Expedicionária Britânica na costa de Recoima durante a Campanha do Golfo Pérsico em 1809

A expansão portuguesa no oceano Índico, no início do século XVI, seguindo a rota de exploração do navegador Vasco da Gama, presenciou a batalha dos turco-otomanos pela costa do golfo Pérsico. Os portugueses controlaram esta área durante cerca de 150 anos, conquistando assim, os habitantes da península Arábica.[23][24] Vasco da Gama foi ajudado por Ahmad Ibn Majid, navegador e cartógrafo árabe de Julfar, a encontrar a rota das especiarias da Ásia.[25][26]

Em seguida, algumas partes da nação caíram perante a influência direta do Império Otomano durante o século XVI.[27] Posteriormente, a região ficou conhecida pelos britânicos como a "Costa Pirata", por causa de invasores que ali se concentravam que assediaram o setor marítimo, apesar de tanto navios europeus, quanto árabes patrulharem a área do século XVII ao XIX.[28] Expedições britânicas para proteger o comércio indiano de invasores de Recoima levaram a campanhas contra estas sedes e outros portos ao longo da costa em 1819. No ano seguinte, um tratado de paz foi assinado, ao qual todos os xeques aderiram. As invasões continuaram de forma intermitente até 1835, quando os xeques não concordaram em participar das hostilidades do mar. Em 1853, eles assinaram um tratado com o Reino Unido, sob qual os xeques (os "Xeques da Trégua") concordaram com uma "trégua marítima perpétua". O tratado foi executado pelo Reino Unido, porém disputas entre os xeques foram encaminhadas para os britânicos para uma resolução.[29]

Principalmente em reação à ambição de outros países europeus, o Reino Unido e os Xeques da Trégua estabeleceram vínculos mais próximos em um tratado, em 1892, semelhante a outros tratados assinados entre o Reino Unido e outros principados do golfo Pérsico. Os xeques não concordaram em ceder qualquer território, exceto ao Reino Unido, e não estabelecer relações com qualquer governo estrangeiro, que não fosse o RU, sem seu consentimento. Em troca, os ingleses prometeram proteger a Costa da Trégua de qualquer agressão marítima e ajudar em caso de ataque terrestre.[30]

Indústrias das pérolas e de petróleo

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Dubai, na década de 1960

Durante o século XIX e o início do XX, a indústria de pérolas prosperou, proporcionando renda e emprego para o povo do golfo Pérsico. Isto começou a se tornar um bom recurso econômico para a população local. Então, a Primeira Guerra Mundial teve um severo impacto na pesca de pérolas, porém foi a depressão econômica no final da década de 1920 e início da década de 1930, junto com a invasão japonesa das pérolas cultivadas, que destruiu a indústria da pérola. A indústria finalmente desapareceu após a Segunda Guerra Mundial, quando o recém-independente governo da Índia impôs altos impostos nas pérolas importadas dos Estados árabes do golfo Pérsico.[31] O declínio das pérolas resultou em uma era muito difícil, com poucas oportunidades de construir uma boa infraestrutura.

No início da década de 1930, a primeira empresa petrolífera dos EAU realizou inquéritos preliminares e então, o primeiro carregamento de petróleo bruto foi exportado de Abu Dabi em 1962. Com o aumento das receitas do petróleo, o governador de Abu Dabi, o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, empreendeu um programa de construções, construindo escolas, moradias, hospitais e rodovias. Quando as exportações de petróleo de Dubai começaram, em 1969, o Xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum, governante de Dubai de facto, também foi capaz de utilizar as reservas de petróleo para melhorar a qualidade de vida da população.[32]

Em 1955, o Reino Unido ficou ao lado de Abu Dabi em uma disputa com Omã sobre o oásis Buraimi, um outro território ao sul. Um acordo em 1974 entre Abu Dabi e a Arábia Saudita teria resolvido a disputa de fronteiras Abu Dabi-sudita; no entanto, o acordo ainda tem de ser ratificado pelo governo dos Emirados Árabes Unidos e não é reconhecido pelo governo Saudita. A fronteira com Omã também permanece, oficialmente, incerta, porém os dois governos concordaram em delinear a fronteira em maio de 1999.[33]

Independência

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Foto histórica retratando o primeiro hasteamento da bandeira dos Emirados Árabes Unidos pelos governantes dos emirados em Dubai, 2 de dezembro de 1971

No início da década de 1960, o petróleo foi descoberto em Abu Dabi, um evento que levou a rápidos rumores de unificação feitos pelos xeques. O xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan tornou-se governador de Abu Dabi em 1966 e os britânicos começaram a perder seus investimentos petrolíferos e contratos para empresas petrolíferas estadunidenses.[34] Os britânicos já haviam iniciado um programa de desenvolvimento que ajudou algumas pequenas reformas nos Emirados. Os xeques dos Emirados decidiram formar um conselho para coordenar as questões entre eles e tomar conta do programa de desenvolvimento. Eles formaram o Conselho dos Estados da Trégua,[35] e nomearam Adi Bitar, o conselheiro legal do xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum, como Secretário-Geral e Conselheiro Legal do Conselho. O conselho acabou quando os Emirados Árabes Unidos foi formado.[36] Até então, os Emirados eram extremamente pobres. Na década de 1960, quase não havia medicina e a maior parte da população era analfabeta; até metade dos bebês e um terço das mães morriam durante o parto.[37]

Em 1968, o Reino Unido anunciou sua decisão, reafirmada em março de 1971, de dar um fim às relações com os sete xecados da trégua que estiveram, junto ao Barém e o Catar, sob proteção britânica. Os nove tentaram formar uma união de emirados árabes, porém em meados de 1971 eles ainda eram incapazes de concordar em termos de união, mesmo que as relações britânicas expirariam em dezembro daquele ano.[38] O Barém tornou-se independente em agosto, e o Catar em setembro de 1971. Quando o tratado britânico-xecados da trégua expirou em 1º de dezembro de 1971, os sete estados que ainda não haviam declarado suas independências acabaram se tornando independentes juntos, como um país único.[39] Os mandantes de Abu Dabi e Dubai formaram uma união entre seus dois emirados independentes, prepararam uma constituição, e chamaram os mandantes dos outros cinco emirados para uma reunião e ofereceram-lhes uma oportunidade de participar deste novo país. Também foi acordado entre o dois que a constituição seria escrita a 2 de dezembro de 1971.[40] Nesta data, no Palácio Guesthouse de Dubai, quatro outros emirados concordaram em entrar em uma união que se chamaria Emirados Árabes Unidos. Recoima apenas se juntou depois, no início de 1972.[41][42]

Panorama urbano de Abu Dabi, a capital dos EAU, em 2014

Após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, os EAU foram identificados como um importante centro financeiro usado pela Al-Qaeda para transportar dinheiro aos sequestradores (dos dois sequestradores do 11/9, Marwan al-Shehhi e Fayez Ahmed Bannihammad, que bateram com o United Flight 175 na Torre Sul do World Trade Center, eram cidadãos emiratenses). A nação imediatamente cooperou com os Estados Unidos, congelando contas ligadas a suspeitos de terrorismo e reprimindo fortemente a lavagem de dinheiro. O país já havia assinado um acordo de defesa militar com os EUA em 1994 e um com a França em 1995.

Os EAU apoiaram as operações militares dos Estados Unidos e os outros países engajados na guerra contra os talibãs no Afeganistão (2001) e Saddam Hussein e al-Qaeda no Iraque (2003) bem como operações que ajudam à Guerra Global contra o Terrorismo no Chifre da África, na Base Aérea de Al Dhafra, localizada fora de Abu Dabi. A base aérea também ajudou operações dos Aliados na Guerra do Golfo Pérsico (1991). Em 2 de novembro de 2004, o primeiro presidente dos EAU, xeque Zayed bin Sultan Al Nahayan, morreu. Seu filho mais velho, xeque Khalifa bin Zayed Al Nahyan, sucedeu-o como governador de Abu Dabi. De acordo com a constituição, o Supremo Conselho de Governadores dos EAU elegeu Khalifa como presidente. O xeque Mohammad bin Zayed Al Nahyan sucedeu Khalifa como príncipe herdeiro de Abu Dabi.[43] Em janeiro de 2006, o xeque Maktoum bin Rashid Al Maktoum, o primeiro-ministro dos EAU e o governador de Dubai, morreu, e o príncipe herdeiro, o xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum assumiu seus papéis.

Os Emirados Árabes Unidos participaram em 2011 na guerra liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Líbia. As forças especiais dos Emirados apoiaram algumas milícias rebeldes e os F-16 dos Emirados bombardearam os soldados líbios.[44]

Geografia

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Imagem de satélite dos Emirados Árabes Unidos
Montanha Jebel Jais, o ponto mais alto do país

Os Emirados Árabes Unidos estão situados no Oriente Médio, fazendo fronteira com o golfo de Omã e o golfo Pérsico, entre Omã e a Arábia Saudita; o país localiza-se em uma posição estratégica ao longo das aproximações do estreito de Ormuz, um ponto de trânsito vital para o petróleo bruto mundial.[45] Os EAU situam-se entre 22°50′ e 26° latitude norte e entre 51° e 56°25′ longitude leste. Compartilham uma fronteira de 530 km com a Arábia Saudita ao oeste, sul, e sudeste, e uma fronteira de 450 km com Omã ao sudoeste e nordeste. A fronteira terrestre com Catar na área de Khawr al Udayd é de cerca de 90 km no noroeste; no entanto, é um local disputado.[46]

A área total dos EAU é de aproximadamente 77 700 km². O tamanho exato do país é desconhecido, por causa da disputa de diversas ilhas no golfo Pérsico, também pela falta de informações precisas sobre o tamanho de muitas dessas ilhas, e também porque muitas das fronteiras destas ilhas, especialmente com a Arábia Saudita, continuam a esperar demarcação.[47] Adicionalmente, disputas de ilhas com o Irã e Catar permanecem por resolver.[48] O maior emirado, Abu Dabi, constitui 87% da área total dos EAU (67 340 km²). O menor emirado, Ajmã, abrange apenas 259 km², correspondendo a 0,3% da área de todo o país.

O litoral dos EAU se estende por mais de 650 km ao longo da costa sul do Golfo Pérsico. A maior parte da costa consiste de salinas que se estendem do interior. O maior porto natural está em Dubai, embora outros portos tenham sido dragados em Abu Dabi, Xarja, e outros. Muitas ilhas são encontradas no golfo Pérsico, e as propriedades de algumas delas têm sido objeto de disputas internacionais com ambos Irã e Catar. As ilhas menores, bem como muitos recifes de coral e bancos de areia se deslocando, são uma ameaça para a navegação. Fortes marés e tempestades de vento ocasionais complicam ainda mais a navegação próxima à costa.

Deserto próximo a Al Ain

O clima dos Emirados Árabes Unidos é desértico, com verões e invernos quentes. Os meses mais quentes são julho e agosto, quando as temperaturas máximas médias atingem acima de 45°C na planície costeira. Nas montanhas Hajar, as temperaturas são consideravelmente mais baixas, como resultado do aumento da altitude.[49] As temperaturas mínimas médias em janeiro e fevereiro estão entre 10 e 14°C.[50]

Durante os meses do final do verão, um vento úmido do sudeste conhecido como Sharqi (ou seja, "oriental") torna a região costeira especialmente desagradável. A precipitação média anual na área costeira é inferior a 120 mm, mas em algumas áreas montanhosas, a precipitação anual costuma atingir 350 mm. A chuva na região costeira cai em rajadas curtas e torrenciais durante os meses de verão, às vezes resultando em enchentes em leitos uádi, normalmente secos. A região está sujeita a tempestades de areia violentas ocasionais, que podem reduzir drasticamente a visibilidade.[51]

Em 28 de dezembro de 2004, houve registro de neve nos Emirados Árabes Unidos pela primeira vez, no aglomerado de montanhas Jebel Jais em Recoima.[52] Alguns anos depois, houve mais avistamentos de neve e granizo.[53][54] O aglomerado de montanhas Jebel Jais experimentou neve apenas duas vezes desde o início dos registros.[55]

Meio ambiente e biodiversidade

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Os Emirados Árabes Unidos contém três ecorregiões terrestres: Bosques montanhosos de Al Hajar, Deserto e semideserto do Golfo de Omã e bosques e arbustos xéricos no sopé de Al-Hajar.[56]

Demografia

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A demografia dos Emirados Árabes Unidos é extremamente diversificada. Em 2018, a população do país foi estimada em 9,6 milhões de habitantes,[57] dos quais apenas 13% eram considerados cidadãos nativos,[58] enquanto a maioria da população é formada por expatriados.[59]

A expectativa de vida média é 76,7 anos (2012), maior do que a de qualquer outro país árabe.[60][61] O desequilíbrio populacional entre os sexos dos Emirados Árabes Unidos é o segundo maior do mundo, depois da Catar.[62]

Religião

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