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Ehud Barak

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Ehud Barak
Ministro da Defesa
Período18 de junho de 2007 -
18 de março de 2013
Antecessor(a)Amir Peretz
Sucessor(a)Moshe Ya'alon
Primeiro-ministro de Israel
Período6 de Julho de 1999 -
7 de Março de 2001
Antecessor(a)Benjamin Netanyahu
Sucessor(a)Ariel Sharon
Dados pessoais
Nascimento12 de fevereiro de 1942 (84 anos)
Mishmar HaSharon, Mandato Britânico da Palestina
Nacionalidadeisraelense
Alma materUniversidade Hebraica de Jerusalém
Universidade Stanford
CônjugeNava Cohen (1968–2003)
Nili Priel (2007–presente)
Filhos(as)3
PartidoPartido Trabalhista (até 2011)
Partido da Independência Israelense (2011–2012)
Sem partido (2012–2019)
Partido Democrático Israelense (desde 2019)
ReligiãoJudaica
ProfissãoMilitar, Cientista, Economista, Estadista
Serviço militar
Lealdade Israel
Serviço/ramo Forças de Defesa Israelenses
Anos de serviço1959–1995
GraduaçãoTenente-general (Rav Aluf)
UnidadeSayeret Matkal
ConflitosGuerra dos Seis Dias
Guerra do Yom Kippur
Operação Entebbe

Ehud Barak, em hebraico: אֵהוּד בָּרָק, (Mishmar HaSharon, 12 de fevereiro de 1942), é um político e militar israelense. Foi o décimo primeiro-ministro de Israel entre 1999 e 2001. O governo de Barak organizou e implementou a retirada unilateral do exército de Israel do sul do Líbano. Entre 2007 e 2013 foi o ministro da Defesa de seu país[1].

Vida pessoal e militar

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Em 1959, com 17 anos, junta-se às Forças de Defesa de Israel, servindo nas unidades de elite, primeiro como soldado e depois como comandante.[2] Barak esteve presente em cargos de comando na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e na Guerra de Yom Kippur, em 1973, no mesmo ano participou numa missão secreta (Operação Primavera Juvenil, Beirute) na qual se disfarçou de mulher para matar líderes palestinos que tinham planejado o assassinato de atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Munique no ano anterior.[2] Foram-lhe concedidos a medalha pelos "serviços distinguidos" e outras quatro condecorações pela bravura e eficácia operacional. Sendo considerado o soldado mais condecorado da História de Israel.[2]

Em 1976 fez o bacharelado em Física e Matemática[2] na Universidade Hebraica de Jerusalém e dois anos depois tornou-se Mestre em sistemas de Engenharia Económica na Universidade de Stanford (Califórnia), nos Estados Unidos. Em 1982, durante a invasão do Líbano por parte do seu país, Barak teve um papel de relevo numa posição de comando e acabando por ser promovido a General. No ano seguinte passa a dirigir o Aman, os serviços secretos militares israelitas. Em 1994, Barak supervisiona a retirada israelita da Faixa de Gaza e de Jericó teve também um papel muito importante na assinatura do tratado de paz com a Jordânia.

Carreira política

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Em 1995 entra na política através do Partido Trabalhista ao assumir, em julho, a chefia de Ministro do Interior, a convite de Yitzhak Rabin, para, em novembro, ser Ministro dos Negócios Estrangeiros. Com a mudança de primeiro-ministro, sai do cargo.[2] Em 1996 foi eleito deputado no Knesset pelo Partido Trabalhista, para em 1997 passar a liderar o partido.[2]

Primeiro-ministro

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Anthony Weiner e Ehud Barak.

Ehud Barak foi eleito a 17 de Maio de 1999 e cessou as funções a 7 de Março de 2001, quando perdeu as eleições para Ariel Sharon.[3]

O mandato de Barak teve vários acontecimentos notáveis, a maior parte deles polêmicos:

  • Formou uma coligação com o partido ultra-ortodoxo Shas;
  • O partido Meretz deixou a coligação depois de ser acordado que um Secretário do Shas comandaria a pasta do Ministério da Educação;
  • Retirada de Israel do Sul do Líbano;
  • Negociações de paz com a Síria;
  • Início da Segunda Intifada de Al-Aqsa;
  • Conversações de Taba com a Autoridade Nacional Palestina, depois do seu mandato ter terminado.

Atividades posteriores

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A seguir a derrota de 2001, Barak renunciou a ser deputado no Knesset e preferiu estar à margem da política. Durante esse período dedicou-se aos negócios. Divorciou-se da sua mulher em 2004. Em 2005 incitou os líderes trabalhistas a apoiarem Shimon Peres para a liderança do partido, mas foi Amir Peretz a ganhar a liderança a Perez.

Em 12 de Junho de 2007, Ehud Barak foi reeleito presidente do Partido Trabalhista e, em 18 de junho de 2007, foi empossado como Ministro da Defesa como parte da remodelação do gabinete primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert. Se retirou da política em 2012, mas, com fortes críticas ao governo de Benjamin Netanyahu, Barak tentou retornar em 2019, quando criou um novo partido de oposição com o qual concorreu às eleições legislativas daquele ano, mas não obteve cadeiras suficientes no Knesset[4].

Relação com Jeffrey Epstein

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Ehud Barak manteve uma relação longa com Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual. Segundo o próprio Barak, os dois se conheceram em 2003. O político israelense ficou hospedado nos apartamentos de Epstein em Nova York várias vezes ao longo dos anos[5][6]. Em 2015, Barak investiu na Reporty, uma startup tecnológica que desenvolvia software de streaming de vídeo e geolocalização e que mais tarde mudou o nome para Carbyne. Uma grande parte dos fundos investidos por Barak foi fornecida por Epstein[7].

No aniversário de 63 anos de Epstein, em 2016, foram reunidas várias cartas escritas para a ocasião por personalidades de destaque como presente; entre elas, encontrava-se uma carta de Barak e da sua esposa[8][9]. Em 2023, foi revelado que Barak tinha visitado Epstein cerca de 30 vezes entre 2013 e 2017 e que também tinha viajado em seu seu jato particular. Ehud Barak negou qualquer irregularidade, afirmando que nas duas ocasiões em que voou com Epstein em aviões privados a sua esposa e os seus guardas de segurança o acompanhavam[10].

De acordo com e-mails pessoais de Epstein contidos em arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o criminoso convidou Barak para se encontrar com os empresários Peter Thiel, Sergei Belyakov e Viktor Vekselberg (estes últimos, do círculo próximo a Vladimir Putin) em 2014[11]. Epstein organizou o encontro em Nova York, presumivelmente para discutir geopolítica. Em 2016, Epstein apresentou a Reporty de Barak para a Valar Ventures, fundada por Thiel (entre 2015 e 2016, Epstein investiu 40 milhões de dólares em fundos geridos pela Valar), mas a proposta foi rejeitada por ser considerada prematura[12]. McCormack, da Valar, afirmou, no entanto, que tentariam retomar as negociações quando a startup estivesse mais desenvolvida[11].

Um e-mail enviado em abril de 2015 revelou que Barak pediu a opinião de Epstein sobre a Fifth Dimension, startup apoiada por Vekselberg que acabou sendo liquidada após ter sido alvo de sanções por parte dos EUA em 2018, devido a alegadas interferências nas eleições gerais estadunidenses. A direção da Fifth Dimension incluía também Benny Gantz (antigo chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel) e Ram Ben-Barak (antigo vice-diretor do Mossad). De acordo com o jornal The San Francisco Standard, e-mails vazados revelaram que, por volta da mesma altura em que Barak e Epstein contactaram Thiel, outros responsáveis israelenses também tentaram estabelecer uma relação com Thiel, muitas vezes com o objetivo de conseguir um emprego na Palantir. Entre esses responsáveis encontravam-se o diplomata Ron Prosor e o agente dos serviços secretos Zivan Benisty, embora os seus esforços fossem independentes dos de Barak[13].

Referências

  1. «Ehud Barak | Biography, Israeli Prime Minister, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês). 15 de julho de 2026. Consultado em 25 de julho de 2026. Cópia arquivada em 23 de maio de 2026
  2. 1 2 3 4 5 6 «Saiba quem é o general Barak». Folha de S.Paulo. 18 de maio de 1999. Consultado em 18 de maio de 2021. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2025
  3. «Israel: Barak vence eleição; "Bibi" sai de "férias"». Folha de S.Paulo. 18 de maio de 1999. Consultado em 18 de maio de 2021. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2025
  4. Magid, Jacob (26 de junho de 2019). «Declaring Netanyahu's time is up, Ehud Barak announces formation of new party». The Times of Israel (em inglês). ISSN 0040-7909. Cópia arquivada em 25 de julho de 2026
  5. «Ex-Israel PM Ehud Barak regularly stayed in Jeffrey Epstein's NY apartment, emails show». Haaretz (em inglês). Cópia arquivada em 25 de maio de 2026
  6. «What's inside the latest Epstein files released by the Justice Department | CNN Politics». CNN (em inglês). 31 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 21 de junho de 2026
  7. Staff, ToI; JTA (11 de julho de 2019). «Jeffrey Epstein was Ehud Barak's business partner as late as 2015». The Times of Israel (em inglês). ISSN 0040-7909. Cópia arquivada em 25 de julho de 2026
  8. Betts, Anna (5 de agosto de 2025). «Epstein scandal broadens as trove of letters from famous figures published». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077
  9. Enrich, David; Goldstein, Matthew; Silver-Greenberg, Jessica; Eder, Steve (5 de agosto de 2025). «A Look Inside Jeffrey Epstein's Manhattan Lair». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2025
  10. Staff, ToI; JTA (4 de maio de 2023). «Ehud Barak met with Jeffrey Epstein dozens of times, flew on private plane — report». The Times of Israel (em inglês). ISSN 0040-7909. Cópia arquivada em 25 de julho de 2026
  11. 1 2 Petti, Matthew (27 de agosto de 2025). «Inside Jeffrey Epstein's spy industry connections». Reason.com (em inglês). Consultado em 25 de julho de 2026. Cópia arquivada em 25 de julho de 2026
  12. Goldstein, Matthew (4 de junho de 2025). «Jeffrey Epstein Invested With Peter Thiel, and His Estate Is Reaping Millions». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
  13. «Inside the extended courtship linking Jeffrey Epstein, Peter Thiel, and Israeli officials». sfstandard.com (em inglês). 23 de novembro de 2025. Consultado em 25 de julho de 2026. Cópia arquivada em 25 de julho de 2026

Ligações externas

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