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Fox Broadcasting Company

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  • Fox
  • Fox Broadcasting Company, LLC
TipoRede de televisão aberta comercial
PaísEstados Unidos
Área de transmissão internacionalMundial
Sede1211 Avenue of the Americas, Nova Iorque, Nova Iorque, 10036, Estados Unidos
EstúdiosLos Angeles, Califórnia
Tempe, Arizona
Programação
Idiomainglês
Formato de vídeo720p HDTV
1080p via ATSC 3.0 em alguns mercados
Propriedade
ProprietárioFox Corporation
Empresa-mãeFox Entertainment
Antigo proprietárioNews Corporation (1986-2013)
21st Century Fox (2013-2019)
PresidenteRob Wade, presidente e CEO da Fox Entertainment
Michael Thorn, presidente de entretenimento da Fox Broadcasting Company
Canais irmãosFox News
Fox Business
Fox Weather
Fox Local
LiveNow from Fox
Fox Soul
MyNetworkTV
Movies!
História
Fundação9 de outubro de 1986 (39 anos)
FundadorRupert Murdoch
Barry Diller
Nomes anterioresFBC (1986-1987)
Ligações
Página oficialfox.com

Fox Broadcasting Company, LLC[1], estilizada em letras maiúsculas como FOX,[2] é uma rede de televisão dos Estados Unidos de radiodifusão comercial, principal propriedade homônima da Fox Corporation e operada pela Fox Entertainment. A rede foi lançada pela News Corporation em 9 de outubro de 1986 para concorrer com as três redes de televisão que dominavam o mercado norte-americano, American Broadcasting Company (ABC), CBS e NBC.

A Fox tornou-se a tentativa de criação de uma quarta grande rede de televisão norte-americana que obteve maior êxito. Foi também a rede aberta de maior audiência entre o público de 18 a 49 anos de 2004 a 2012 e de 2020 a 2021, e a rede de televisão dos Estados Unidos mais assistida em número total de espectadores na temporada de 2007-08.[3][4] Integra a North American Broadcasters Association e a National Association of Broadcasters. Ao contrário das outras grandes redes comerciais de televisão aberta dos Estados Unidos, a Fox não possui uma divisão própria de jornalismo e, por isso, recorre aos canais de notícias de 24 horas do mesmo grupo, Fox News, Fox Business e Fox Weather, para fornecer conteúdo jornalístico à rede.

A Fox e empresas afiliadas operam canais de entretenimento em mercados internacionais, mas esses canais não transmitem necessariamente a mesma programação da rede norte-americana. A maior parte dos espectadores no Canadá tem acesso a pelo menos uma afiliada norte-americana da Fox, por sinal aberto ou por uma operadora de televisão paga. As transmissões da National Football League pela Fox e grande parte da programação de horário nobre, porém, estão sujeitas às regras canadenses de substituição simultânea aplicadas às operadoras de televisão paga pela Canadian Radio-television and Telecommunications Commission, destinadas a proteger os direitos adquiridos por redes sediadas no Canadá.

A sede da Fox fica na sede corporativa da Fox Corporation, no 1211 Avenue of the Americas, em Midtown Manhattan, Nova Iorque. A rede mantém escritórios adicionais no Fox Network Center, em Los Angeles, e no Fox Media Center, em Tempe, Arizona.

História

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A 20th Century Fox, atual 20th Century Studios, já trabalhava com produção de televisão em 1948. Seu braço televisivo chamava-se TCF Television Productions até 1958 e produziu programas para distribuição sindicalizada.[5] Depois do encerramento da DuMont Television Network em agosto de 1956, provocado por graves dificuldades financeiras, a NTA Film Network foi lançada como uma nova "quarta rede".[6] A 20th também produziu conteúdo original para a NTA.[5] A rede baseada em filmes desapareceu poucos anos depois, mas a 20th manteve atividades na televisão por meio de sua divisão de produção, que trabalhou em séries como Perry Mason, Batman e M*A*S*H para ABC, NBC e CBS.

Década de 1980: criação da rede

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Enquanto dirigia a Paramount Pictures, Barry Diller tentou criar uma quarta rede de televisão. O Paramount Television Service, planejado para 1977, foi cancelado antes de sua primeira transmissão.[7] A Paramount produzia muitos programas para as três grandes redes, mas atender às exigências delas "simplesmente nos desgastava", disse Diller em 1983. "Quero fazer nossas próprias coisas e colocá-las no ar." Ele esperava criar uma "minirrede" de emissoras independentes que exibissem programas da Paramount.[8] Sem conseguir concretizar o projeto na Paramount, Diller foi para o estúdio 20th Century Fox.[7]

Em março de 1985, a News Corporation, empresa de mídia do magnata australiano Rupert Murdoch, então dedicada sobretudo à publicação de jornais, pagou 255 milhões de dólares por 50% da TCF Holdings, controladora do estúdio 20th Century Fox. Em maio, a News concordou em pagar 2,55 bilhões de dólares pelas emissoras independentes que a Metromedia, comandada por John Kluge, possuía em seis grandes cidades dos Estados Unidos: WNEW-TV em Nova Iorque, WTTG em Washington, D.C., KTTV em Los Angeles, KRIV-TV em Houston, WFLD-TV em Chicago e KRLD-TV em Dallas. Uma sétima emissora, a afiliada da ABC WCVB-TV, em Boston, fazia parte do negócio original, mas foi transferida separadamente para a Hearst Broadcasting, da Hearst Communications, por força de um direito de preferência relacionado à venda da estação à Metromedia em 1982.[9][10][11] Dois anos depois, a News Corporation adquiriu da Christian Broadcasting Network a WXNE-TV, de Boston, e mudou seu indicativo para WFXT.

O radialista Clarke Ingram propôs que a Fox poderia ser entendida como uma retomada ou descendente direta da DuMont, já que a Metromedia nasceu quando a DuMont separou suas duas últimas emissoras próprias, WNEW-TV, antiga WABD, e WTTG, sob o nome DuMont Broadcasting. A empresa passou depois a se chamar Metropolitan Broadcasting e, mais tarde, Metromedia.[12][13] A antiga base operacional da DuMont em Manhattan, o DuMont Tele-Centre, acabou tornando-se o atual Fox Television Center.

Início da rede

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Logotipo usado de 1987 a 1993

Em 1985, a 20th Century Fox anunciou que pretendia formar uma quarta rede de televisão para competir com ABC, CBS e NBC. O plano combinava os estúdios da Fox com as antigas emissoras da Metromedia para produzir e distribuir programação. A organização da rede ficou suspensa até que a compra das emissoras da Metromedia superasse os trâmites regulatórios. Em dezembro de 1985, Murdoch concordou em pagar 325 milhões de dólares para adquirir de seu sócio original, Marvin Davis, a participação restante na TCF Holdings. A compra das emissoras foi aprovada pela Federal Communications Commission, a FCC, em março de 1986. Os indicativos das estações de Nova Iorque e Dallas passaram a ser, respectivamente, WNYW e KDAF.[14]

Essas seis primeiras emissoras, que juntas alcançavam 22% dos domicílios do país, passaram a formar o grupo Fox Television Stations. Com a única exceção da KDAF, vendida à Renaissance Broadcasting em 1995 e então transformada em afiliada da The WB, todas as emissoras próprias originais permanecem na rede Fox. Assim como o núcleo de emissoras próprias, o primeiro grupo de afiliadas era composto por emissoras independentes, algumas das quais já haviam mantido afiliações com ABC, NBC, CBS ou DuMont. Em geral, a afiliada fundadora era a independente de maior audiência do mercado. Onde uma emissora independente mais estabelecida recusava a afiliação, como em Denver, Phoenix e St. Louis, a Fox recorria a uma concorrente de segundo escalão. Por esses motivos, numa situação parecida com a enfrentada pela DuMont quatro décadas antes, a Fox teve pouca alternativa além de se associar a emissoras UHF em quase todos os mercados onde conseguiu distribuição, salvo alguns dos maiores.[15]

Barry Diller, então dirigente da Fox Inc., recebeu o crédito pela criação da rede. Em outubro de 1986, o The New York Times escreveu que sua "obsessão do momento" era montar uma rede que concorresse todas as noites com NBC, CBS e ABC.[16]

Relatos sobre a criação da Fox contam que seus executivos estavam tão empenhados em concorrer com as três grandes que, na primeira identidade visual, pretendiam seguir o padrão de siglas usado por NBC, CBS e ABC. A rede empregou "FBC", iniciais de Fox Broadcasting Company. Outros nomes considerados foram "Universal Broadcasting System", UBS, e "International Broadcasting System", IBS.[17]

A rede Fox fez sua estreia oficial, em um lançamento discreto, às 23h dos fusos do Leste e do Pacífico na quinta-feira, 9 de outubro de 1986. O primeiro programa foi o talk show noturno The Late Show, apresentado pela comediante Joan Rivers.[16][18] Depois de um começo forte, a audiência de The Late Show caiu rapidamente e o programa nunca conseguiu ultrapassar The Tonight Show, da NBC. No início de 1987, Rivers e seu então marido, Edgar Rosenberg, produtor executivo original do programa, deixaram a atração depois de divergências com a rede sobre sua orientação criativa. Seguiu-se uma sucessão de apresentadores convidados. Algumas emissoras que se afiliaram à FBC nas semanas anteriores à estreia de sua programação de horário nobre, em abril de 1987, entre elas WCGV-TV, em Milwaukee, e WDRB-TV, em Louisville, assinaram contratos com a condição de não serem obrigadas a transmitir The Late Show, devido à baixa audiência.

Pouco antes do lançamento oficial da FBC, em 5 de abril de 1987, sob a presidência de entretenimento de Garth Ancier, a rede abandonou a sigla e adotou o nome mais curto "Fox". Ancier contou que o publicitário Jay Chiat sugeriu aos dirigentes aproveitar os cerca de 80 anos da marca Fox e a iconografia dos refletores da 20th Century Fox, em vez de criar uma identidade do zero.[19] Até uma fase avançada da década de 1980, alguns grupos de emissoras, como Media Central e Pappas Telecasting, haviam evitado a Fox em sua estreia, mas acabaram ingressando na rede.[20][21]

A "grande inauguração" veio com a entrada no horário nobre em 5 de abril de 1987. A programação de domingo estreou as comédias Married... with Children e The Tracey Ullman Show. Os dois episódios de estreia foram reprisados duas vezes depois da exibição inicial, às 19h e 19h30 do fuso do Leste e do Pacífico, respectivamente. Jamie Kellner, presidente e diretor de operações da rede até janeiro de 1993, disse que a repetição permitiria ao público "experimentar a programação da FBC sem perder 60 Minutes, Murder, She Wrote ou os filmes das oito horas".[22][23][24]

Nas semanas seguintes, a Fox acrescentou um programa por semana. O drama 21 Jump Street e as comédias Mr. President e Duet completaram a grade de domingo.[25] Em 11 de julho, a rede estreou a programação de sábado com o drama sobrenatural Werewolf, iniciado por um episódio-piloto de duas horas. Três comédias foram acrescentadas nas três semanas seguintes: The New Adventures of Beans Baxter, Karen's Song e Down and Out in Beverly Hills, esta última adaptada do filme homônimo. Karen's Song e Down and Out in Beverly Hills já estavam canceladas quando começou a temporada de 1987-88, a primeira programação de outono da Fox, e deram lugar às comédias Second Chance e Women in Prison, também canceladas até meados de 1988.

Na faixa noturna, a Fox já havia decidido encerrar The Late Show e desenvolvia o substituto The Wilton North Report quando a audiência da atração original voltou a crescer com seu último apresentador convidado, o comediante Arsenio Hall. Wilton North durou poucas semanas. A rede não conseguiu um acordo para trazer Hall de volta quando restaurou às pressas The Late Show no início de 1988. A atração voltou a usar convidados e escolheu depois Ross Shafer como apresentador permanente, mas foi encerrada de vez em outubro de 1988. Hall assinou com a Paramount Television para desenvolver o talk show sindicalizado The Arsenio Hall Show. A Fox transmitiu a 39.ª edição do Primetime Emmy Awards e também as cinco edições seguintes.

Apesar dos resultados de Married... with Children e The Tracey Ullman Show, algumas afiliadas se frustraram com o desempenho geral da programação nos três primeiros anos. KMSP-TV, em Minneapolis, e KPTV, em Portland, então pertencentes à Chris-Craft Television, deixaram a Fox em 1988. KITN, atual WFTC, e KPDX assumiram suas respectivas afiliações. As emissoras afirmaram que a programação mais fraca da rede prejudicava a audiência de suas atrações sindicalizadas.

No começo da temporada de 1989-90, a Fox acrescentou uma terceira noite de programação, às segundas-feiras. A temporada iniciou uma recuperação. Entrou no ar, como substituta de meio de temporada, The Simpsons, série de animação que havia surgido como curtas em The Tracey Ullman Show. Empatada em 29.º lugar na classificação da Nielsen, tornou-se um êxito e a primeira série da Fox a entrar entre as 30 mais assistidas. Com 37 anos de exibição em 2026, The Simpsons é a sitcom norte-americana de maior duração, o programa de animação norte-americano de maior duração e a série roteirizada de horário nobre de maior duração dos Estados Unidos.

Em 1989, a Fox também estreou o programa documental Cops e o programa sobre crimes America's Most Wanted. Este último começou como atração de meia hora na grade dominical, então predominantemente cômica, e passou a uma hora ao mudar para as sextas-feiras na temporada de 1990-91. As duas atrações permaneceram na rede por pouco mais de duas décadas e, a partir da temporada de 1994-95, formaram o núcleo da programação de sábado. Married... with Children, centrada em uma família disfuncional de classe média baixa e distinta das demais sitcoms familiares da época, ganhou muito mais público a partir da terceira temporada, depois que a dona de casa de Michigan Terry Rakolta promoveu um boicote para tentar forçar o cancelamento da série, em reação ao humor picante e ao conteúdo sexual de um episódio de 1989. A repercussão ampliou a audiência e fez de Married... a sitcom de atores da Fox que permaneceu mais tempo no ar, com 11 temporadas.

Década de 1990: crescimento e início da rivalidade com as três grandes redes

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A Fox conseguiu permanecer no ar onde a DuMont e outras tentativas de formar uma quarta rede haviam fracassado porque programava um número de horas pouco inferior ao limite usado pela FCC para classificar legalmente uma empresa como rede. Com isso, podia obter receita de maneiras então proibidas às redes estabelecidas. Nos primeiros anos, por exemplo, não precisava obedecer às Financial Interest and Syndication Rules, pois era tratada como um grande grupo de emissoras. A DuMont havia enfrentado restrições regulatórias que dificultavam sua expansão, entre elas a proibição de adquirir mais estações, numa época em que a FCC limitava cada empresa a cinco emissoras de televisão no país. Murdoch também estava disposto a gastar para obter e conservar programas e profissionais. A DuMont operava com orçamento restrito e não conseguiu reter as atrações e estrelas que possuía.[26]

Outras redes iniciadas posteriormente, como UPN e The WB, também seguiram o modelo da Fox. A DuMont havia operado ainda numa época em que a FCC não exigia que os fabricantes de televisores incluíssem capacidade para UHF.[27] Para assistir às estações UHF da DuMont, grande parte dos consumidores precisava comprar um conversor caro. Mesmo com o aparelho, a qualidade do sinal podia ser inferior à das estações VHF. Quando a Fox estreou, a televisão a cabo já colocava emissoras UHF em condições muito mais próximas das VHF.[15]

Apesar do rápido crescimento, a Fox ainda não era vista como concorrente equivalente a ABC, CBS e NBC. Desde o lançamento, oferecia atrações voltadas a um público mais jovem, em particular adultos entre 18 e 34 anos, e aceitava conteúdo mais ousado, enquanto parte da programação das três redes tradicionais atraía espectadores mais velhos. Até o início da década de 1990, quando a Fox passou a preencher mais noites e faixas fora do horário nobre, grande parte de suas afiliadas ainda operava quase como emissora independente. Preenchiam a grade com programas de primeira exibição e conteúdo adquirido e, nas noites sem programação da rede, exibiam atrações sindicalizadas ou, mais frequentemente, filmes no horário nobre.

Poucas afiliadas da Fox mantinham telejornais locais nos primeiros anos, ao contrário das emissoras próprias e afiliadas das concorrentes. As que tinham jornalismo concentravam-se nos grandes mercados, inclusive algumas estações próprias, e em geral haviam produzido noticiários durante décadas. Mesmo nesses casos, o jornalismo costumava se limitar a um telejornal por dia, exibido depois do horário nobre da rede.

Em 6 de setembro de 1990, a Fox chegou a um acordo com a TCI, então a maior empresa de televisão a cabo do país. Sistemas da TCI em mercados sem afiliada aberta da Fox passariam a retransmitir uma versão nacional da rede distribuída exclusivamente por cabo, a Foxnet.[28][29] O canal estreou em 6 de junho de 1991, levando a programação da Fox a mercados menores que não possuíam afiliada. Em 1992, havia chegado a 1,3 milhão de assinantes.[30][31]

A Fox avançou gradualmente até preencher toda a semana no horário nobre. Com a inclusão das quintas e sextas-feiras no começo da temporada de 1990-91, colocou The Simpsons contra a veterana sitcom The Cosby Show, da NBC, na programação inaugural de quinta-feira. A mesma noite recebeu Beverly Hills, 90210, que viria a ser o drama de maior duração da rede, com dez temporadas. The Simpsons, que só havia passado meia temporada aos domingos, teve bom desempenho às quintas e permaneceu ali por quatro temporadas. Também ajudou no lançamento de Martin, comédia que estreou em agosto de 1992. The Simpsons voltou aos domingos no segundo semestre de 1994 e permaneceu nessa noite.

A série de esquetes In Living Color, estreada em abril de 1990, criou personagens populares e deu visibilidade a futuros atores de cinema como Jim Carrey, Jamie Foxx, Damon Wayans, Marlon Wayans e Keenen Ivory Wayans. Chris Rock e Tim Meadows participaram como convidados, e Rosie Perez e Jennifer Lopez integraram o grupo de dança "Fly Girls". A série ganhou atenção internacional quando a Fox exibiu um episódio especial ao vivo em janeiro de 1992 como alternativa ao show do intervalo do Super Bowl XXVI, transmitido pela CBS. O episódio intensificou a concorrência com as três redes tradicionais e popularizou a estratégia de contraprogramação diante da transmissão do Super Bowl.

No começo e em meados da década, estrearam dramas de horário nobre em estilo de novela voltados a públicos jovens. Além de Beverly Hills, 90210, estavam Melrose Place, derivada voltada a personagens adultos, que começou com audiência mediana e cresceu depois da entrada de Heather Locklear, sua curta derivada Models Inc. e o drama familiar Party of Five. A rede também lançou programas voltados ao público negro norte-americano, como Martin, a sitcom Living Single e o drama policial New York Undercover.[32]

Direitos da NFL e mudanças de afiliação

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Mesmo com séries de bom desempenho, entre elas The X-Files, a Fox ainda tinha dificuldade para ser tratada pelo público e pelo próprio setor como equivalente às redes tradicionais.[33] Em 1993, mais de 85% de suas afiliadas transmitiam em UHF. A situação mudou quando a rede tirou da CBS os direitos de televisão da National Football League.

Em dezembro de 1993, a Fox assinou com a NFL um contrato para transmitir os jogos da National Football Conference, que eram exibidos pela CBS desde 1956, a partir da temporada de 1994. O acordo inicial de quatro anos custou 1,58 bilhão de dólares. A CBS oferecera 295 milhões de dólares por ano para conservar os direitos.[34] O contrato também concedeu à Fox os direitos exclusivos nos Estados Unidos do Super Bowl XXXI, disputado em 1997.[35] A rede também contratou da CBS Sports Pat Summerall, John Madden, Dick Stockton, Matt Millen, James Brown, Terry Bradshaw e profissionais de produção dos bastidores.[34]

Pouco depois, a News Corporation começou a fechar acordos de afiliação com outros grupos de televisão e a comprar emissoras. Em 23 de maio de 1994, a Fox concordou em adquirir 20% da New World Communications, empresa de produção de cinema e televisão controlada por Ronald Perelman que havia entrado na radiodifusão em 1993 ao comprar sete emissoras da SCI Television. A New World acertou a mudança para a Fox de doze emissoras que já possuía ou estava adquirindo da Citicasters e da Argyle Communications: oito afiliadas da CBS, três da ABC e uma da NBC. Duas das afiliadas da ABC foram colocadas em um fundo e vendidas diretamente à Fox por causa das regras de propriedade da FCC. As mudanças começaram em setembro de 1994 e continuaram à medida que expiravam os contratos anteriores.[36][37][38]

No mesmo verão, a SF Broadcasting, parceria entre a Fox e a Savoy Pictures fundada em março de 1994, comprou quatro emissoras da Burnham Broadcasting, três afiliadas da NBC e uma da ABC.[39][40] Por outro acordo, essas emissoras mudaram para a Fox entre setembro de 1995 e janeiro de 1996, conforme terminavam seus contratos.

Não era a primeira vez que uma afiliada antiga das três grandes redes passava à Fox. Em Miami, a afiliação foi transferida da WCIX para a WSVN, afiliada da NBC, em janeiro de 1989,[41] dentro de uma troca envolvendo seis emissoras em dois mercados do sul da Flórida, desencadeada pela compra da WTVJ pela NBC e da WCIX pela CBS.[42]

A WSVN chamou a atenção do setor rapidamente[43] por adotar uma programação de perfil tabloide e fortemente dedicada a notícias, incomum até então para afiliadas ou emissoras independentes da Fox.[44][45] Em maio de 1994, a presidente da Fox, Lucie Salhany, chamou a WSVN de "o futuro da televisão".[46] A WSVN permanece a maior afiliada da Fox, pelo tamanho do mercado, a evitar inteiramente uma identificação destacada da rede no ar.[47]

O contrato da NFC foi o principal motivo para o acordo com a New World[36] e para a compra das emissoras da Burnham pela SF Broadcasting. A Fox queria melhorar a distribuição local dos jogos da NFL e se associar a estações com trajetória e valor publicitário maiores do que os de suas afiliadas originais. Os negócios desencadearam mudanças de afiliação envolvendo as quatro redes, emissoras isoladas e grupos como CBS e Group W, cuja controladora Westinghouse comprou a CBS em agosto de 1995, e ABC e E. W. Scripps Company. Entre setembro de 1994 e setembro de 1996, 30 mercados foram afetados. As novas afiliadas da Fox também passaram a oferecer mais jornalismo local, seguindo em parte o modelo da WSVN e ampliando o número de emissoras com produção noticiosa no grupo.

Com maior presença nos principais mercados e os direitos da NFL, a Fox consolidou sua posição como quarta grande rede do país. A Fox Television Stations anunciou em 17 de julho de 1996 a compra integral da New World por 2,48 bilhões de dólares em ações, fazendo das doze afiliadas da empresa emissoras próprias da Fox.[48][49] A operação foi concluída em 22 de janeiro de 1997.

Em agosto de 2000, a Fox comprou por 5,5 bilhões de dólares estações pertencentes à Chris-Craft Industries e suas subsidiárias BHC Communications e United Television. A maioria era afiliada da UPN, embora a KMSP-TV de Minneapolis tenha voltado à Fox em setembro de 2002 como emissora própria.[50] Por algum tempo, essas aquisições fizeram da Fox Television Stations a maior proprietária de emissoras de televisão do país.

Expansão da programação

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A Fox concluiu a ocupação das sete noites do horário nobre em 19 de janeiro de 1993, quando acrescentou programação às terças e quartas-feiras. O método de ampliar gradualmente a grade, usado desde a estreia de abril de 1987, seria repetido por The WB e UPN quando essas redes começaram em janeiro de 1995.

Em setembro de 1993, a Fox promoveu intensamente o western de curta duração The Adventures of Brisco County, Jr., que misturava elementos de ficção científica. O drama investigativo sobrenatural exibido logo depois às sextas-feiras, The X-Files, teve uma trajetória muito mais longa e tornou-se a primeira série da Fox a terminar um ano entre os 20 programas de rede mais assistidos pela Nielsen.

Depois de tentativas malsucedidas de substituir The Late Show na madrugada, em especial The Chevy Chase Show em 1993, a Fox obteve resultado duradouro com MADtv, estreado em 14 de outubro de 1995. A série de esquetes concorreu com Saturday Night Live, da NBC, durante mais de uma década e tornou-se a atração noturna de maior duração da Fox, além de uma de suas atrações de sábado mais duradouras, com 14 temporadas até 2009. A Fox voltou temporariamente à faixa noturna em 2026 com a produção de FIFA World Cup on Fox After Hours with James Corden, resumo cômico diário da Copa do Mundo FIFA de 2026 apresentado por James Corden, antigo apresentador de The Late Late Show with James Corden, da CBS.[51]

Uma tentativa de reforçar os sábados no começo da temporada de 1996-97, com a mudança de Married... with Children de seu horário tradicional aos domingos e a inclusão da nova sitcom Love and Marriage, teve resultado contrário ao esperado. A Fox chegou a cancelar brevemente America's Most Wanted, decisão criticada por autoridades policiais e rejeitada pelo público. A nova comédia também foi rapidamente cancelada.[52] Married... voltou aos domingos e, dois meses depois, mudou para segunda-feira. A série e Martin terminaram ao fim daquela temporada.

A programação de sábado foi novamente reorganizada em novembro de 1996, com um episódio inédito e uma reprise de Cops, além da volta de America's Most Wanted, agora com o subtítulo America Fights Back. Cops e AMW permaneceram como pilares dos sábados da Fox e fizeram dessa noite uma das grades mais estáveis da televisão aberta norte-americana por mais de 14 anos. Com a queda da audiência de horário nobre aos sábados e a preferência de parte do público por atividades fora de casa, ABC, NBC e CBS reduziram a exibição de séries inéditas nessa noite e passaram a privilegiar revistas jornalísticas, esportes, reprises, filmes e episódios restantes de programas que haviam fracassado em outras noites.

America's Most Wanted encerrou sua passagem de 22 anos pela Fox em junho de 2011. A Lifetime passou a produzi-la e a cancelou em 2013.[53] Cops, por sua vez, transferiu episódios inéditos para o Spike em 2013, depois de 23 temporadas. Sua saída encerrou sua posição como programa de horário nobre de maior duração da Fox e deixou esportes e reprises de realities e dramas como o conteúdo habitual das noites de sábado.[54]

Na temporada de 1997-98, a Fox teve três programas entre os 20 mais assistidos pela Nielsen: The X-Files, em 11.º lugar, King of the Hill, em 15.º, e The Simpsons, em 18.º. Os três eram exibidos aos domingos. Partindo de The Simpsons, a Fox encontrou público para sitcoms de animação no horário nobre. King of the Hill, produzida por Mike Judge, estreou em 1997. Family Guy, primeira de três séries de animação adulta de Seth MacFarlane exibidas pela rede, e Futurama, de Matt Groening, chegaram em 1999. Foram canceladas em 2002 e 2003, respectivamente. As fortes vendas de DVD e a audiência das reprises de Family Guy no Adult Swim levaram a Fox a encomendar novos episódios, que começaram a ser exibidos em 2005. Futurama retornou inicialmente em quatro filmes lançados diretamente em DVD, entre 2007 e 2009, e depois como série inédita no Comedy Central, de 2010 a 2013.

Outras tentativas tiveram vida menor, entre elas The Critic, com Jon Lovitz, comprada pela Fox em 1994 depois de seu cancelamento pela ABC e encerrada novamente após a segunda temporada, e The PJs, transferida para a The WB em 2000 depois do cancelamento na Fox. Entre as estreias do fim da década estiveram a comédia dramática Ally McBeal, produzida por David E. Kelley, o game show Greed e That '70s Show, que se tornou a segunda sitcom de atores de maior duração da Fox, com oito temporadas.

A Fox também abriu uma sequência de canais por assinatura. FX e FXM: Movies from Fox, atual FX Movie Channel, estrearam em 1994, seguidos pelo Fox News em agosto de 1996. A operação esportiva cresceu com a aquisição de participações de controle em redes esportivas regionais entre 1996 e 2000, formando a Fox Sports Net, lançada em novembro de 1996. Em 2000, a empresa comprou a Speedvision, mais tarde Speed Channel, substituída nos Estados Unidos pela Fox Sports 1 em agosto de 2013. O canal continuou em outros países da América do Norte e do Caribe como Fox Sports Racing. No início dos anos 2000, surgiram Fox Sports World, mais tarde Fox Soccer e substituída pelo FXX em setembro de 2013, e Fox Sports en Español, atual Fox Deportes.

Década de 2000: liderança de audiência, American Idol e rivalidade com a CBS

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Em 2000, muitos programas que haviam sustentado a Fox na década anterior já haviam terminado. No fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, a rede investiu fortemente em realities, muitos apresentados de maneira sensacionalista e envolvidos em controvérsias. Entre eles estavam Who Wants to Marry a Multi-Millionaire?, Temptation Island, Married by America e Joe Millionaire, o primeiro programa da Fox a entrar entre os dez mais assistidos pela Nielsen, além de programas de vídeos como World's Wildest Police Videos e When Animals Attack!. Depois de abandonar grande parte desse conteúdo, a rede preencheu a grade com dramas como 24, The O.C., House, Prison Break e Bones, além de comédias como The Bernie Mac Show, Malcolm in the Middle e Arrested Development.

No decorrer da década, a Fox começou a superar ABC e NBC, primeiro em faixas etárias e depois no número geral de espectadores. A partir da temporada de 2001-02, ficou em segundo lugar em audiência total, atrás de uma CBS em recuperação. Na temporada de 2004-05, tornou-se pela primeira vez a rede de televisão aberta norte-americana de maior audiência entre adultos de 18 a 49 anos, resultado impulsionado principalmente pelo concurso musical American Idol.

American Idol tornou-se o programa dominante da televisão norte-americana da primeira década do século XXI e a primeira atração da Fox a liderar a audiência sazonal da Nielsen. A final de 2003 chegou a 38 milhões de espectadores. Em 2006 e 2007, as duas edições semanais do programa alcançaram médias próximas de 31 milhões. A partir da temporada de 2003-04, passou à frente das atrações das três redes tradicionais e foi o programa de maior audiência da televisão dos Estados Unidos, além da primeira competição musical de reality show a terminar uma temporada em primeiro lugar.

American Idol permanece como o programa norte-americano mais recente a liderar o horário nobre nacional e atrair pelo menos 30 milhões de espectadores durante temporadas consecutivas. Foi também o programa de maior audiência média sazonal dos anos 2000. Seu desempenho ajudou a estabelecer uma nova faixa de programação de alto valor na televisão norte-americana depois do fim de Friends, da NBC, em 2004, e da queda do bloco de quinta-feira "Must See TV". Em 2005, os realities haviam ultrapassado as sitcoms como forma de entretenimento mais popular da televisão dos Estados Unidos, num movimento associado à ascensão da Fox com American Idol e ao declínio da NBC. House, exibida depois de American Idol nas terças-feiras, ganhou público internacional e tornou-se o primeiro drama de horário nobre da Fox, e o terceiro programa da rede em qualquer gênero, a entrar entre os dez primeiros da Nielsen, a partir de 2006.

A partir de 2004, CBS e Fox, as duas redes abertas mais assistidas dos Estados Unidos ao longo dos anos 2000, passaram a apresentar resultados próximos em segmentos demográficos, alternando vitórias por margens estreitas. A Fox tinha a base de público mais jovem, enquanto a CBS concentrava a audiência mais velha entre as grandes redes. Em fevereiro de 2005, a Fox venceu pela primeira vez um período de medição de audiência em número total de espectadores e nos principais segmentos demográficos, com ajuda da transmissão do Super Bowl XXXIX e de American Idol, 24, House e The O.C..

Em setembro de 2006, o crescimento do número de afiliadas abertas da Fox e a maior disponibilidade de subcanais digitais com sua programação tornaram a Foxnet desnecessária, e o serviço foi encerrado. Outro marco veio ao fim da temporada de 2007-08, em 21 de maio de 2008, logo após a final da sétima temporada de American Idol. A Fox ultrapassou a CBS e terminou como a rede de televisão mais assistida dos Estados Unidos em público total, com ajuda do Super Bowl XLII, dos jogos da NFL, de Idol e de House. Desde o início das medições sazonais em 1950-51, a Fox é a única rede que não pertence ao trio ABC, CBS e NBC a terminar em primeiro lugar no total de espectadores.[3]

No fim dos anos 2000, a Fox lançou programas que obtiveram resultados duradouros. Em 2007, começaram os game shows Are You Smarter than a 5th Grader? e Don't Forget the Lyrics!, que tiveram três temporadas cada e se tornaram os game shows de maior duração da história da Fox naquele momento. Em 2008, Fringe estreou com audiência moderada e recebeu boa avaliação crítica durante a primeira temporada. A série reuniu uma base fiel de fãs e ganhou status de cult. Em 2009, o episódio-piloto de Glee foi exibido depois da final da oitava temporada de American Idol, com audiência mediana e avaliações positivas. O elenco foi convidado por Barack Obama e Oprah Winfrey para apresentações em eventos nacionais.

2010-2017: queda de audiência e reformulação

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No começo da década de 2010, as comédias Raising Hope e New Girl deram à Fox seus primeiros êxitos recentes no gênero com atores. A segunda temporada de Glee alcançou as maiores audiências da série na temporada de 2010-11. O pico ocorreu no episódio exibido depois do Super Bowl em fevereiro de 2011, então o episódio pós-Super Bowl mais caro já produzido para a televisão norte-americana. A série reuniu uma grande base internacional de fãs. Na mesma época, a transmissão ao vivo do Super Bowl XLV fez da Fox a primeira rede de televisão dos Estados Unidos a registrar uma média de pelo menos 100 milhões de espectadores numa única noite de horário nobre.[55]

American Idol perdeu a liderança entre os programas de horário nobre na temporada de 2011-12, terminando em segundo lugar atrás de NBC Sunday Night Football. A mudança encerrou oito anos consecutivos de liderança no público de 18 a 49 anos e no total de espectadores, a sequência mais longa de primeiro lugar para uma série de horário nobre de rede na história da televisão norte-americana. Idol permaneceu entre os dez mais assistidos da Nielsen por onze anos, da temporada de 2002-03 à de 2012-13, e foi a atração não esportiva de horário nobre e o reality show de maior audiência do país de 2003 a 2012.

A final de 2012 de American Idol encerrou a temporada em que a Fox comemorou 25 anos de sua fundação. A rede venceu o público de 18 a 49 anos pelo oitavo ano consecutivo, sequência que permanecia como recorde da Nielsen em 2026. A temporada de 2012-13, porém, trouxe forte queda. American Idol e Glee perderam audiência, e a rede caiu 22% em público total, terminando em terceiro lugar. Entre os espectadores de 18 a 49 anos, caiu para o segundo lugar.

A queda continuou na temporada de 2013-14, quando a Fox terminou em quarto lugar entre as grandes redes em audiência total pela primeira vez desde 2000-01. Em 13 de janeiro de 2014, anunciou que abandonaria o sistema tradicional de aprovar séries a partir de uma encomenda inicial de episódios-piloto produzidos durante a "temporada de pilotos", entre janeiro e abril, e passaria a encomendar mais projetos diretamente como séries.[56]

A transmissão ao vivo do Super Bowl XLVIII, em fevereiro de 2014, tornou-se então a segunda transmissão de televisão mais assistida da história dos Estados Unidos em média. Depois do jogo, a Fox exibiu New Girl e Brooklyn Nine-Nine. Em maio, Kevin Reilly anunciou que deixaria a presidência da Fox Entertainment.[57] Em 15 de julho, a 21st Century Fox anunciou a união das operações da rede e da 20th Century Fox Television no novo Fox Television Group, dirigido pelos copresidentes Dana Walden e Gary Newman.[58]

A temporada de 2014-15 trouxe o fim de Glee e a estreia dos dramas Gotham, baseado no universo de Batman, e Empire, produzido por Lee Daniels. A audiência de Empire cresceu a cada semana durante a primeira temporada. Tornou-se o primeiro programa exibido depois de American Idol a obter êxito semelhante ao de House e a primeira série norte-americana desde Roseanne, em 1992, a aumentar o público de um episódio para o seguinte em cada uma de suas cinco primeiras semanas. Ao fim da temporada, Empire havia aumentado a audiência episódio após episódio durante toda a primeira temporada e tornou-se a quarta atração da Fox a terminar um ano entre as dez mais assistidas da Nielsen, a primeira desde American Idol em 2013.[59][60][61]

Na temporada de 2015-16, a Fox voltou a superar a ABC e terminou em terceiro lugar nacional, tanto no público total quanto na faixa de 18 a 49 anos. A melhora veio com a transferência dos concursos Miss Universe e Miss USA da NBC e com atrações como Grease: Live, Empire e o retorno de The X-Files, cuja temporada anterior havia terminado em 2002. Grease: Live foi o primeiro especial de musical ao vivo da televisão norte-americana do século XXI produzido diante de uma plateia de estúdio e o primeiro musical ao vivo exibido no horário nobre por uma rede fora de ABC, CBS e NBC.

Em 2016, Empire e The X-Files ficaram entre os dez mais assistidos da temporada, a primeira vez desde a combinação de American Idol e House em 2007-08 que duas atrações da Fox chegaram a esse grupo. Foi também a primeira vez em que a rede alcançou o resultado sem American Idol ou outro reality show da Fox entre os dez primeiros. O mesmo ano trouxe a final da 15.ª temporada de American Idol e encerrou a exibição original do programa na Fox.

Em fevereiro de 2017, a Fox transmitiu o Super Bowl LI, que teve média de 111,3 milhões de espectadores. O jogo ficou entre os cinco Super Bowls mais assistidos e, naquele momento, foi a segunda maior audiência da história da rede, atrás do Super Bowl XLVIII.[62]

Em março de 2017, Rob Wade foi nomeado presidente de entretenimento alternativo e especiais da Fox. Antes disso, havia trabalhado como produtor responsável por Dancing with the Stars, chefe de entretenimento da BBC Worldwide e produtor executivo de America's Got Talent e The X Factor.[63]

2018-presente: venda dos estúdios à Disney e maior presença de esportes e programas sem roteiro

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Em 27 de julho de 2018, num acordo anunciado inicialmente em dezembro de 2017 e concluído em 20 de março de 2019,[64] os acionistas da 21st Century Fox aprovaram a venda da maior parte de seus principais ativos, entre eles a 20th Century Fox e a FX Networks, para a The Walt Disney Company por 71,3 bilhões de dólares, depois da separação de alguns negócios. A Fox Broadcasting Company, as emissoras de televisão e os canais Fox Sports, Fox News e Fox Business ficaram fora da venda e foram reunidos numa empresa inicialmente chamada de "New Fox", posteriormente Fox Corporation.[65][66]

Como a Disney já era proprietária da ABC, uma compra da rede Fox pela companhia seria incompatível com as regras da FCC que proíbem a fusão entre duas das quatro maiores redes de televisão aberta dos Estados Unidos.[67] Depois da operação Disney-Fox e da fusão da CBS com a Viacom em 4 de dezembro de 2019, a Fox tornou-se a única das grandes redes de televisão aberta norte-americanas que não estava integrada a um estúdio de cinema.

Nos primeiros eventos de apresentação da programação realizados depois do anúncio da venda, a Fox deu mais espaço aos esportes. Entre as aquisições estavam o pacote Thursday Night Football, da NFL, e direitos da Copa do Mundo FIFA. A rede também passou a privilegiar programas capazes de produzir grandes audiências, em vez de atrações cujo êxito dependesse principalmente do reconhecimento da crítica.

Em 27 de junho de 2018, a WWE anunciou que SmackDown passaria da USA Network para a Fox às sextas-feiras, a partir de 4 de outubro de 2019. O contrato de cinco anos valia 205 milhões de dólares por ano.[68][69][70][71][72]

A Fox também aumentou a produção sem roteiro. Para a temporada de 2018-19, anunciou a competição musical de celebridades The Masked Singer, baseada no formato sul-coreano King of Mask Singer, e os game shows Mental Samurai e Spin the Wheel.[73]

Em agosto de 2018, Dana Walden, diretora-executiva do Fox Television Group, disse que a rede pretendia encomendar e adquirir mais séries de estúdios independentes que não fossem controlados pelas três redes concorrentes. A integração vertical entre as grandes redes e seus estúdios havia reduzido as oportunidades para produtoras externas. Walden citou atrações distribuídas por terceiros, como The Big Bang Theory, da Warner Bros. Television para a CBS, e This Is Us, da 20th Television para a NBC. A Fox também planejava receber propostas diretamente de roteiristas e oferecê-las a produtoras externas. Durante a transição, pretendia diminuir gradualmente o volume de desenvolvimento de séries roteirizadas proveniente da 20th Television, embora programas como The Simpsons permanecessem na rede.[73]

Depois da conclusão da venda, Walden tornou-se presidente do Disney Television Studios e da ABC Entertainment. Charlie Collier, então presidente da AMC, substituiu Gary Newman como presidente e diretor-executivo da Fox em 1.º de novembro de 2018. Newman permaneceu temporariamente na empresa para acompanhar a transição.[74][75][76][77][78]

No começo de 2019, The Masked Singer teve a maior audiência de estreia de um programa sem roteiro da Fox sem uma introdução da NFL desde 2011 e o maior aumento já medido pela Nielsen para uma série sem roteiro após três dias de audiência em atraso.[79][80][81] Em 30 de janeiro, a Fox encomendou uma segunda temporada. A final da primeira teve média de 11,5 milhões de espectadores.[82][83]

A Fox Corporation, nome oficial da antiga "New Fox", começou a ser negociada em bolsa em 19 de março de 2019, na véspera da conclusão da compra dos ativos da 21st Century Fox pela Disney.[64] Na apresentação da temporada de 2019-20, a Fox anunciou dez novas séries roteirizadas. Almost Family, Bless the Harts e Prodigal Son ficaram para a grade de outono. A segunda e a terceira temporadas de The Masked Singer foram programadas para outubro de 2019 e fevereiro de 2020, com a terceira estreando depois do Super Bowl LIV.[84][85][86]

A empresa abriu ainda o estúdio Fox Alternative Entertainment, voltado a formatos sem roteiro e dirigido por Rob Wade. Sua primeira produção foi a segunda temporada de The Masked Singer, depois de a primeira ter sido produzida pela Endemol Shine North America.[87]

Thursday Night Football terminou a temporada de 2018-19 como o segundo programa de maior audiência no grupo demográfico mais valorizado pelos anunciantes, atrás apenas de Sunday Night Football. The Masked Singer empatou em terceiro lugar com The Big Bang Theory e This Is Us.[88] Em 2019-20, os dois programas voltaram a terminar em segundo e terceiro lugares no mesmo segmento. A Fox foi a rede de maior audiência entre espectadores de 18 a 49 anos, enquanto a CBS liderou em público total.[89][90]

A Fox repetiu a liderança entre 18 e 49 anos em 2020-21. Na temporada seguinte, a NBC terminou à frente por um décimo de ponto de audiência.[91] Em outubro de 2022, Collier deixou a empresa para trabalhar na Roku, e Rob Wade foi promovido a presidente e CEO da Fox Entertainment.[63] Na mesma temporada, a Fox perdeu Thursday Night Football para o Amazon Prime Video.[92]

Em maio de 2023, a Fox encerrou 9-1-1 depois de seis temporadas. A série havia sido o principal drama roteirizado da rede desde 2018. Como era produzida pela 20th Television, a ABC a adquiriu para uma sétima temporada. A derivada 9-1-1: Lone Star permaneceu na Fox e foi renovada para uma quinta temporada.[93][94] Em setembro de 2024, foi anunciado que 9-1-1: Lone Star terminaria depois da quinta temporada. Era o último drama produzido pela 20th Television ainda exibido pela Fox.[95]

A Fox também perdeu SmackDown para a USA Network em setembro de 2024. Como substituição, adotou uma programação esportiva regular às sextas-feiras, começando por partidas de futebol americano universitário em horário nobre. O pacote aproveitou a extensão do contrato com a Big Ten Conference, que permitiu à rede transmitir jogos de sexta-feira depois da entrada de universidades da Costa Oeste na conferência.[96]

Em 2 de abril de 2025, a Fox e a 20th Television Animation anunciaram a renovação por quatro temporadas, com 15 episódios por temporada, das comédias de animação The Simpsons, Family Guy e Bob's Burgers, além de American Dad!. Esta última retornaria à rede depois de onze anos no TBS, entre outubro de 2014 e março de 2025.[97]

Programação

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Em 2015, a Fox fornecia 17 horas semanais de programação regular de rede. Quinze horas correspondiam ao horário nobre, das 20h às 22h de segunda-feira a sábado e das 19h às 22h aos domingos, nos fusos do Leste e do Pacífico. Aos sábados, havia ainda uma hora de programação noturna, das 23h à meia-noite. A faixa já havia sido dedicada a comédia original e passou a ser usada principalmente para reprises de programas do horário nobre. O horário pode variar de um mercado para outro por causa dos telejornais locais exibidos por algumas afiliadas às 22h ou 23h.

A rede também oferece aos domingos o programa político de uma hora Fox News Sunday, apresentado por Shannon Bream, sua única atração jornalística nacional regular. É programado das 9h às 10h nos fusos do Leste e do Pacífico, embora o horário varie conforme os telejornais e programas locais de assuntos públicos de cada afiliada.

A Fox também exibe esportes, geralmente nos fins de semana, embora haja exceções. A programação esportiva costuma ocupar faixas entre 11h e 23h30 do fuso do Leste, com duração maior no outono, durante a temporada de futebol americano, um pouco menor no inverno, quando predominam NASCAR e basquete universitário, e bem menor nas tardes da primavera e do verão. A programação de horário nobre de sábado e, desde 2024, de sexta-feira é dedicada principalmente aos esportes. Quando não há evento esportivo, a Fox pode transmitir reprises.

Animação adulta

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À exceção de The Critic, The PJs e Futurama, canceladas respectivamente em 1995, 2000 e 2003, a Fox construiu ao longo dos anos uma programação dominical de horário nobre baseada em sitcoms originais de animação adulta, interrompida em algumas semanas por transmissões esportivas. As produções eram feitas ou coproduzidas pela antiga empresa-irmã 20th Television e, depois de 2019, por produtoras que trabalham com a Fox.

O bloco recebeu o nome Animation Domination de 1.º de maio de 2005 a 14 de setembro de 2014. Naquele ano, a rede passou a chamá-lo Sunday Funday, depois de voltar a incluir comédias com atores aos domingos após uma década.[98] As séries animadas, porém, permaneceram parte central da grade.

Os primeiros programas exibidos sob o nome Animation Domination foram American Dad!, Family Guy, The Simpsons e King of the Hill. American Dad! começou no bloco e mudou para o TBS em outubro de 2014,[99][100][101] retornando à Fox no início de 2026.[102] Family Guy voltou depois de ter sido cancelada por três anos quando o bloco começou. The Simpsons já estava no ar havia 16 anos e King of the Hill, havia oito.

Depois do cancelamento de King of the Hill, a derivada de Family Guy The Cleveland Show foi exibida de 2009 a 2013, e Bob's Burgers, de Loren Bouchard, estreou em 2011. A grade passou a receber também Krapopolis, Grimsburg e Universal Basic Guys. Outros programas exibidos no bloco foram Sit Down, Shut Up, Allen Gregory, Napoleon Dynamite, Bordertown, Bless the Harts, Duncanville, The Great North, Housebroken e a produção híbrida de atores e animação Son of Zorn.

Uma extensão da programação dominical, chamada Animation Domination High-Def, começou nas madrugadas de sábado em julho de 2013. Foi a primeira programação inédita da faixa desde o cancelamento de The Wanda Sykes Show, em 2010. O bloco exibiu ADHD Shorts, Axe Cop e High School USA!. A audiência foi baixa e, em 17 de abril de 2014, a Fox anunciou que o encerraria. O fim estava previsto para 28 de junho,[103][104] mas reprises continuaram até a temporada de 2016-17, quando a faixa voltou a exibir reprises de comédias e realities.

Programação infantil

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A Fox começou a exibir programação infantil em 8 de setembro de 1990 com a Fox Children's Network, rebatizada Fox Kids Network em 1991 e simplesmente Fox Kids em 1998. O bloco era transmitido nas manhãs de sábado e nas tardes dos dias úteis.[105] A programação era composta principalmente por animações, embora incluísse algumas séries com atores.

Entre os programas do Fox Kids estiveram Bobby's World, Eek! The Cat, X-Men, Spider-Man, The Tick, Fun House, Goosebumps, Casper, Dragon Ball Z, na dublagem inglesa da Ocean, e Digimon. O bloco também exibiu produções da Warner Bros. Animation, entre elas Tiny Toon Adventures, Animaniacs e Batman: The Animated Series. Em setembro de 1995, a Warner retirou Batman e Animaniacs do Fox Kids e os levou ao novo bloco Kids' WB, da The WB, junto com Tiny Toons, que já havia encerrado sua produção.

A maior atração do Fox Kids foi Mighty Morphin Power Rangers, da Saban Entertainment, que mais tarde se tornou empresa-irmã e coproprietária do Fox Kids. A série estreou em 1993 e foi o principal programa do bloco até se transferir para a ABC e o Toon Disney em 2002.

Em outubro de 2001, a Fox vendeu a divisão infantil, a Saban Entertainment e a Fox Family Worldwide, controladora do Fox Family Channel, atual Freeform, para a The Walt Disney Company por 5,3 bilhões de dólares.[106] Em janeiro de 2002, o Fox Kids ficou restrito aos sábados. As duas horas ocupadas nos dias úteis foram devolvidas às emissoras próprias e afiliadas, em vez de serem preenchidas por programação diurna da rede.[107]

Em 14 de setembro de 2002, por um contrato que arrendava à 4Kids Entertainment as quatro horas restantes das manhãs de sábado, o Fox Kids deu lugar ao FoxBox, renomeado 4Kids TV em janeiro de 2005. O bloco exibiu, entre outros, Yu-Gi-Oh!, Kirby: Right Back at Ya!, Sonic X, Teenage Mutant Ninja Turtles, Shaman King e One Piece.

A Fox encerrou o 4Kids TV em 27 de dezembro de 2008. A rede e a 4Kids tiveram disputas, posteriormente resolvidas, envolvendo a falta de pagamento de valores de arrendamento pela 4Kids e a incapacidade da Fox de cumprir a promessa de garantir a transmissão do bloco em 90% de suas emissoras e de convencer outras estações a exibi-lo em mercados onde a afiliada local recusava a programação infantil.[108]

Em 23 de novembro, a Fox já havia anunciado que deixaria de fornecer programação infantil na faixa, citando a forte concorrência dos canais por assinatura dirigidos a crianças. Duas das quatro horas de sábado foram devolvidas às afiliadas para telejornais locais ou programas educativos comprados no mercado de distribuição. As duas restantes passaram ao bloco de programação paga Weekend Marketplace, iniciado em 3 de janeiro de 2009.[109]

Em 13 de setembro de 2014, Xploration Station, bloco sindicalizado de duas horas produzido pela Steve Rotfeld Productions, começou a ser exibido nas emissoras da Fox pertencentes a alguns grupos, entre eles Fox Television Stations e Tribune Broadcasting. A programação atende às regras federais de televisão infantil e se concentra em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.[110] As emissoras podem optar pelo Xploration Station, continuar com o Weekend Marketplace ou, em casos como Birmingham, não exibir nenhum dos dois. A Sinclair Broadcast Group inicialmente manteve o Weekend Marketplace, pois já comprava programação educativa para suas afiliadas, e acrescentou o Xploration Station à maioria delas em setembro de 2016.

Jornalismo

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A Fox não mantém telejornais nacionais matinais, noturnos ou da madrugada nem revistas jornalísticas regulares comparáveis às produzidas por ABC News, CBS News e NBC News. A rede concentra sua grade nacional no horário nobre, esportes e outras atrações. A Fox Corporation, porém, controla o Fox News, canal por assinatura lançado em outubro de 1996 e disponível na maior parte dos sistemas de televisão paga dos Estados Unidos.

O Fox News não é uma divisão jornalística da rede aberta. É uma unidade separada da Fox Corporation, dentro da subsidiária Fox News Group. Ainda assim, produz conteúdo usado pela Fox aberta. Bill Hemmer costuma apresentar coberturas especiais de horário nobre da rede, enquanto Bret Baier exerce essa função no canal Fox News em parte dos eventos políticos.

A Fox aberta transmite o discurso anual sobre o Estado da União, debates presidenciais, cobertura de eleições nacionais e notícias urgentes sob marcas como Fox News Special Report, Fox News Alert ou, em alguns casos, Fox News Red Alert. A transmissão varia entre afiliadas e costuma concentrar-se em acontecimentos que ocorram durante o horário nobre da rede. Ao contrário de ABC, CBS e NBC, por exemplo, a Fox nem sempre cobre discursos de convenções partidárias que ocorram depois das 22h do fuso do Leste, quando muitas afiliadas já exibem telejornais locais. Grande parte das emissoras próprias e dos grupos afiliados, porém, transmite boletins de notícias urgentes nos dias úteis.

Fox News Sunday vai ao ar nas manhãs de domingo pela rede aberta e é reprisado mais tarde no Fox News. A Fox mantém ainda o serviço de notícias para afiliadas Fox NewsEdge,[111] criado junto com o Fox News em 1996. Ele fornece reportagens nacionais e internacionais e matérias especiais para uso nos telejornais locais das afiliadas.

Desde 23 de fevereiro de 2026, a Fox News Media produz o boletim diário de 90 segundos Fox News Report, apresentado pelo correspondente Bill Melugin. O boletim é exibido pela maioria das emissoras próprias e por afiliadas da Fox.[112]

A primeira tentativa da Fox de produzir uma atração jornalística nacional de horário nobre foi The Reporters, revista semanal de uma hora produzida pela mesma equipe de A Current Affair, programa tabloide sindicalizado distribuído pela Fox Television Stations.[113][114] Foi exibida de 1988 a 1990 e cancelada por baixa audiência.

De 1987 até cerca de 1996, a Fox também exibiu breves boletins jornalísticos durante o horário nobre, primeiro sob o nome Fox News Extra e depois Fox News Updates. Eram produzidos pela emissora própria WNYW, em Nova Iorque, e apresentados por seus jornalistas. Em 1993, a rede tentou atrair espectadores mais jovens com a revista Front Page, apresentada por cinco pessoas, entre elas Ron Reagan e Josh Mankiewicz.[115][116]

A rede voltou ao formato em 1998 com Fox Files, apresentado por Catherine Crier e Jon Scott, do Fox News, e por uma equipe de correspondentes.[117] Durou pouco mais de um ano. A última tentativa de uma revista jornalística regular ocorreu na temporada de 2002-03 com The Pulse, apresentada por Shepard Smith.[118] Em 17 de maio de 2016, a rede exibiu o especial de entrevistas Megyn Kelly Presents, com Megyn Kelly.

A Fox também tentou produzir programas matinais nacionais. O único transmitido pela própria rede foi Fox After Breakfast, programa de notícias e variedades de uma hora apresentado por Tom Bergeron, Laurie Hibberd e Vicki Lawrence entre 1996 e 1998. Era exibido às 9h, e não das 7h às 9h como os programas nacionais matinais das outras três grandes redes, para que as afiliadas que tinham telejornais locais nessa faixa pudessem mantê-los. O formato nascera como Breakfast Time, no canal FX, em 1994.

Em 2002, a Fox tentou novamente com Good Day Live, versão sindicalizada, com forte conteúdo de entretenimento, do programa Good Day L.A., exibido desde 1993 pela KTTV de Los Angeles.[119] A versão nacional terminou em 2005.

Em 22 de janeiro de 2007, estreou nas emissoras próprias The Morning Show with Mike and Juliet, apresentado por Mike Jerrick e Juliet Huddy, então apresentadores do DaySide do Fox News. O formato era mais leve e voltado ao entretenimento, embora passasse a dar prioridade ao jornalismo diante de grandes acontecimentos. Em fevereiro, começou a ser distribuído a outras emissoras, inclusive afiliadas da ABC, NBC e CBS em mercados onde nenhuma estação Fox ou MyNetworkTV o exibia. Foi cancelado em junho de 2009.[120][121]

Quando a rede estava sendo formada, seus dirigentes observaram o peso que os esportes, especialmente o futebol, haviam tido no crescimento do serviço britânico por satélite BSkyB. A administração da Fox acreditava que o esporte, em especial o futebol americano profissional, seria o caminho mais rápido para fazer da empresa uma grande rede.

Em 1987, quando a ABC inicialmente hesitou em renovar seu contrato de Monday Night Football, a Fox ofereceu à NFL o mesmo valor pago pela ABC, cerca de 13 milhões de dólares por partida. Como a Fox ainda não havia se estabelecido como rede nacional de grande porte, a NFL renovou com a ABC. Monday Night Football permaneceu ali até mudar para o canal irmão ESPN em setembro de 2006.

Seis anos depois, quando a liga voltou a negociar seus contratos de televisão, a Fox ofereceu 1,58 bilhão de dólares pelos direitos da National Football Conference durante quatro temporadas, a partir de 1994.[35] A NFL aceitou a proposta em 18 de dezembro de 1993, tirando da CBS as transmissões de futebol americano pela primeira vez desde 1955. O contrato aproximou a Fox das três redes tradicionais e abriu um período de expansão para a NFL e para a própria rede. A obtenção dos direitos levou rapidamente ao acordo de afiliação com a New World Communications e deu à Fox novos espectadores e uma plataforma para divulgar o restante de sua programação.

Com sua divisão esportiva estruturada a partir da NFL, a Fox adquiriu direitos de televisão da National Hockey League de 1994 a 1999,[122] da Major League Baseball a partir de 1996 e da NASCAR a partir de 2001, inicialmente num acordo que também envolvia NBC e TNT.[123]

De 2007 a 2010, a Fox transmitiu o Bowl Championship Series, conjunto de partidas de futebol americano universitário disputadas perto do Ano-Novo, e o BCS National Championship Game. A exceção eram eventos realizados no Rose Bowl Stadium, como o Rose Bowl Game e o BCS National Championship Game de 2010, cujos organizadores tinham contrato separado com a ABC. Depois do fim desse acordo, a Fox comprou direitos dos novos jogos de campeonato de futebol americano da Big Ten Conference e da Pac-12 Conference, sendo este último alternado anualmente com a ESPN.[124][125] Em 2017, adquiriu os direitos de primeiro nível da Big Ten.[126][127]

Em agosto de 2011, a Fox e o Ultimate Fighting Championship, UFC, fecharam um contrato de vários anos. A rede ganhou o direito de transmitir quatro eventos ao vivo por ano no horário nobre ou noturno, primeira vez em que o UFC teve eventos numa rede aberta. O primeiro UFC on Fox, Velasquez vs. Dos Santos, foi ao ar em 12 de novembro de 2011.[128] O contrato terminou no fim de 2018, quando os eventos do UFC passaram à ESPN e ao ESPN+.

A transmissão do Super Bowl LVII pela Fox em 2023 tornou-se a transmissão de televisão de maior audiência média da história dos Estados Unidos até então. A transmissão do Super Bowl LI, em 2017, permanece entre as maiores audiências totais já registradas pela televisão norte-americana.

Em 13 de junho de 2024, a Fox anunciou um contrato de vários anos para ser a única emissora da IndyCar Series e de sua categoria de desenvolvimento Indy NXT. Todas as corridas da IndyCar Series passariam a ser exibidas pela rede.[129]

Emissoras

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A Fox possui 18 emissoras próprias e contratos de afiliação atuais ou pendentes com outras 226 estações, abrangendo os 50 estados, o Distrito de Colúmbia e três possessões norte-americanas.[130][131] Por meio da Fox Television Stations, a Fox possui mais emissoras próprias do que qualquer outra grande rede comercial de televisão aberta dos Estados Unidos. A cobertura nacional chega a 95,77% dos domicílios norte-americanos, ou 299.268.292 habitantes com pelo menos um aparelho de televisão.

New Hampshire, Nova Jérsei e Delaware são os únicos estados sem uma afiliada licenciada localmente. New Hampshire é atendido pela WFXT, de Boston. Nova Jérsei é dividido entre WNYW, de Nova Iorque, e WTXF, da Filadélfia. Delaware recebe WTXF e WBOC-DT2, de Salisbury, Maryland.

A Fox encerrou a maior parte de suas transmissões analógicas em 12 de junho de 2009, durante a transição norte-americana para a televisão digital. Como é uma rede mais nova, ainda possui algumas afiliadas de baixa potência, inclusive em mercados como Youngstown, Ohio, atendido pela WYFX-LD. Em alguns mercados, essas emissoras são também transmitidas simultaneamente por um subcanal digital de uma estação de potência plena pertencente ou administrada pelo mesmo grupo.

A Fox mantém ainda muitas afiliações disponíveis apenas por subcanal em cidades fora dos 50 maiores mercados medidos pela Nielsen. São locais que não possuem emissoras de potência plena suficientes para uma afiliada separada ou onde a única outra opção seria uma estação de baixa potência. Algumas afiliações por subcanal chegaram aos 50 maiores mercados. A maior delas em tamanho de mercado é WSYX-DT3, de Columbus, Ohio, no 34.º mercado da Nielsen.

O Nexstar Media Group é o maior grupo de afiliadas da Fox em alcance de mercado e número de estações, com 42. Entre elas estão antigas emissoras próprias da Fox transferidas em 2008 à Local TV, posteriormente comprada pela Tribune Media em 2013. A venda original ajudou a financiar a compra do The Wall Street Journal pela então controladora da Fox, News Corporation. O Nexstar comprou a Tribune em 2019.[132] A Sinclair Broadcast Group ocupa o segundo lugar em número de estações Fox, com 26 emissoras próprias ou atendidas por seus serviços.

A Fox distribuiu por algum tempo sua programação a mercados que não tinham emissoras suficientes para sustentar uma afiliada por meio da Foxnet. O canal por cabo funcionou como sinal nacional alternativo para mercados pequenos e alguns médios, em geral entre os 110 menores da Nielsen. Estreou em 1991 e foi encerrado em 12 de setembro de 2006. Fora da programação nacional da Fox, exibia atrações adquiridas no mercado de distribuição sindicalizada e programas pagos.

O conceito serviu de base para o The WB 100+ Station Group, lançado em setembro de 1998 como sinal por cabo da The WB, e para seu sucessor The CW Plus, lançado em setembro de 2006 por cabo e multicast digital. Esses serviços permitiram às afiliadas adotar identificação local e vender publicidade, algo que a Foxnet não oferecia a seus parceiros.

Durante parte do fim da década de 1980, a Fox teve uma afiliada no Canadá, a CHCH-TV, de Hamilton, Ontário.[133]

Diferenças entre a Fox e as três redes tradicionais

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Programação da rede

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A grade da Fox difere da programação de ABC, CBS e NBC em alguns pontos. A rede ocupa apenas duas horas do horário nobre de segunda-feira a sábado e três aos domingos. As outras três redes tradicionalmente programam três horas de segunda-feira a sábado, das 20h às 23h, e quatro aos domingos, das 19h às 23h nos fusos do Leste e do Pacífico. A faixa inicial compartilhada pelas quatro redes é chamada de common prime. A hora das 22h do Leste e do Pacífico, correspondente às 21h nos fusos Central e das Montanhas, é ocupada regularmente apenas pelas três redes mais antigas.

A Fox costuma deixar a faixa das 22h às afiliadas, muitas das quais exibem telejornais locais. Há exceções para alguns filmes, quando a duração original somada aos intervalos comerciais ultrapassa duas horas, para eventos esportivos ao vivo que avançem além do horário previsto e para programas de entretenimento exibidos após partidas dos playoffs da NFL iniciadas no fim da tarde. Entre setembro de 1989 e setembro de 1993, a rede programou regularmente a faixa das 22h aos domingos e depois a devolveu às afiliadas.[134] Nunca incorporou essa hora regularmente nas outras noites.

A razão inicial para manter menos horas de horário nobre era evitar que a Fox atingisse o número de horas usado pela FCC para classificá-la como rede e, com isso, ficasse sujeita ao conjunto de regras então aplicado às redes nacionais.[135][136] Essas normas foram flexibilizadas posteriormente.

A Fox também não fornece uma programação diurna nacional de novelas, game shows ou talk shows. As emissoras próprias e afiliadas preenchem essas horas com programas locais ou sindicalizados. A então empresa-irmã 20th Television distribuiu programas diurnos exibidos por muitas afiliadas Fox, entre eles Divorce Court e The Wendy Williams Show. A Fox Television Stations também testou em algumas emissoras séries da 20th Television e de distribuidores como Warner Bros. Television Distribution que poderiam depois receber distribuição nacional.[137][138]

A rede não fornece programação infantil aos sábados pela manhã nem programação noturna de segunda a sexta-feira. As afiliadas produzem suas próprias atrações ou exibem programas sindicalizados nessas faixas. Como a programação esportiva da Fox varia de uma semana para outra, muitas emissoras usam programas sindicalizados, infomerciais e filmes para preencher as tardes de fim de semana sem eventos esportivos.

Desde o começo da rede, a Fox produz duas versões de suas chamadas promocionais para distribuição às emissoras. A versão padrão inclui os horários conforme os fusos do Leste/Central ou Pacífico/Montanhas. Uma segunda termina sem indicação fixa de horário, para que cada afiliada acrescente graficamente e por locução os horários e sua própria identificação. ABC, NBC e CBS tradicionalmente permitiam apenas a inserção do logotipo local em chamadas nacionais. The WB e UPN, e depois The CW e em menor escala MyNetworkTV, adotaram sistemas parecidos. Uma terceira versão das chamadas, destinada à publicidade nacional em canais por assinatura, termina com a instrução "consulte a programação local".

A Fox é a única grande rede aberta norte-americana que mantém regularmente comédias de animação adulta. A prática começou com The Simpsons em 1989 e recebeu King of the Hill em 1997, Family Guy e Futurama em 1999, American Dad! em 2005, The Cleveland Show em 2009, Bob's Burgers em 2011, The Great North em 2021, Krapopolis em 2023 e Grimsburg e Universal Basic Guys em 2024. A rede também exibiu produções de menor duração, como The Critic, The PJs, Sit Down, Shut Up, Allen Gregory, Napoleon Dynamite, Bordertown, Son of Zorn, Bless the Harts, Duncanville e Housebroken. ABC, CBS e NBC também tentaram lançar séries de animação adulta, sem reproduzir a duração obtida por parte das animações da Fox.

Jornalismo local

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A quantidade de jornalismo local produzida pelas afiliadas da Fox varia mais do que entre as emissoras próprias e afiliadas de ABC, NBC e CBS. Estas normalmente exibem pelo menos quatro horas e meia de telejornais locais nos dias úteis e uma hora aos fins de semana, distribuídas pela manhã, meio-dia, começo e fim da noite.

A maior parte das emissoras Fox oferece pelo menos um telejornal depois do horário nobre da rede, às 22h nos fusos do Leste e do Pacífico e às 21h nos fusos Central e das Montanhas. Em geral, o programa dura de 30 minutos a uma hora. A faixa antecipada existe em parte porque a Fox não programa essa hora e porque algumas de suas afiliadas fundadoras já exibiam telejornais de horário nobre quando ainda eram independentes. A WNYW, de Nova Iorque, por exemplo, lançou seu telejornal das 22h em março de 1967.

Muitas afiliadas Fox também exibem telejornal matinal de uma a três horas nos dias úteis a partir das 7h, como alternativa local aos programas matinais nacionais das três redes tradicionais. Nas emissoras com departamento jornalístico próprio e em alguns casos de operações compartilhadas com afiliadas de ABC, NBC ou CBS, esse programa integra um bloco matinal que pode durar de quatro a seis horas.

Em outubro de 2015, 70 das 236 emissoras Fox, entre elas todas as 18 próprias, mantinham departamentos internos de jornalismo. Nas outras três grandes redes, a proporção estava aproximadamente entre cinco oitavos e sete oitavos. A KVVU, canal 5 de Las Vegas, tinha o maior volume semanal de jornalismo entre as afiliadas Fox, com 78 horas e meia.

Grande parte das emissoras Fox com jornalismo próprio segue uma grade parecida com a de afiliadas de ABC, NBC ou CBS, com telejornais no meio do dia e começo da noite. Os noticiários do começo da noite podem durar meia hora a mais que os concorrentes, ocupando o espaço que as outras redes dedicam aos telejornais nacionais. Algumas afiliadas Fox que não pertencem à Fox Television Stations, inclusive antigas estações da Tribune Broadcasting, exibem telejornais no começo da noite apenas de segunda a sexta-feira, pois eventos esportivos frequentemente avançam sobre esse horário nos fins de semana.

A WSVN, de Miami, foi a primeira afiliada Fox a adotar uma programação intensiva em jornalismo. Quando entrou para a rede em janeiro de 1989, conservou seus telejornais matinais, de meio-dia e início da noite, transferiu o noticiário tardio das 23h para as 22h e aumentou sua duração para uma hora. Em 1995, restaurou também um telejornal das 23h e havia ampliado o programa matinal em duas horas. O modelo seria adotado por antigas afiliadas das redes tradicionais que passaram à Fox entre 1994 e 1996, especialmente as envolvidas nos acordos com New World e Burnham Broadcasting.

Emissoras que montam departamentos jornalísticos do zero muitas vezes começam apenas com um telejornal no horário nobre e acrescentam outras edições gradualmente.

Em mercados pequenos e médios, principalmente fora dos 50 maiores da Nielsen, a produção do telejornal da afiliada Fox é frequentemente feita por uma emissora NBC, ABC ou CBS. Isso ocorre por falta de recursos ou espaço para um departamento próprio ou porque as estações pertencem a um duopólio legal ou são administradas por um acordo de gestão. Um exemplo é a WEMT, canal 39 de Greeneville, Tennessee, pertencente à Cunningham Broadcasting. Seus telejornais são produzidos pela afiliada NBC WCYB-TV pelo acordo de gestão local com a Sinclair Broadcast Group.

Afiliadas Fox que terceirizam o jornalismo para uma emissora de outra grande rede costumam exibir menos horas de notícias, já que a produtora evita colocar os noticiários da Fox em concorrência direta com os próprios. Entre as exceções estiveram KFOX-TV, canal 14 de El Paso, Texas, e WXIN, que passaram a produzir telejornais para suas parceiras de duopólio afiliadas à CBS em setembro de 2014 e janeiro de 2015, respectivamente. KFOX e KDBC reuniram as operações numa única instalação, enquanto a WTTV, irmã da WXIN, tornou-se afiliada CBS. As emissoras Fox conservaram o volume de jornalismo que já produziam.[139][140]

Outra exceção é KNPN-LD, canal 26 de St. Joseph, Missouri, que desde a estreia em julho de 2012 foi a menor afiliada Fox, em tamanho de mercado, com jornalismo próprio. A News-Press & Gazette Company ampliou essa produção às emissoras irmãs KNPG-LD e KCJO-LD quando elas passaram a NBC e CBS em novembro de 2016 e junho de 2017. A KNPN exibe telejornais de manhã, ao meio-dia e no começo da noite durante a semana, além de um telejornal noturno diário. As três estações transmitem juntas os primeiros 90 minutos do programa matinal, enquanto as demais edições da KNPN ocupam horários diferentes dos noticiários das irmãs.

A WPGH-TV, canal 53 de Pittsburgh, é a maior afiliada Fox pelo ranking da Nielsen, no 23.º mercado, a terceirizar o jornalismo. Desde 2006, a afiliada NBC WPXI produz seu telejornal das 22h. A WPGH encerrou o próprio departamento quando a Sinclair fechou a divisão News Central.[141]

Algumas afiliadas Fox exibem apenas programas sindicalizados em faixas que outras grandes redes ocupam com telejornais. A maior em tamanho de mercado sem programação jornalística é WSYT, canal 68 de Syracuse, Nova Iorque, que encerrou em 2006 o telejornal das 22h produzido pela afiliada CBS WTVH.

Em Dayton, Ohio, a Sinclair adotou em agosto de 2015 o nome Fox 45 News para toda a operação jornalística do mercado. A marca fazia parecer que o departamento pertencia à WRGT-TV, embora fosse administrado pela parceira de duopólio WKEF, afiliada ABC e propriedade direta da Sinclair. A escolha refletia a imagem mais fraca da WKEF nas audiências locais. Em 2019, as emissoras passaram ao nome Dayton 24/7 Now, baseado num serviço de notícias na internet. Em 2021, a afiliação Fox da WRGT mudou para o segundo subcanal da WKEF, parte de uma reorganização em que a Sinclair concentrou afiliações nacionais numa única estação de alguns mercados para responder a questões regulatórias.

Serviços relacionados

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Vídeo sob demanda e streaming

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A Fox mantém formas de vídeo sob demanda para acesso à programação. O serviço tradicional Fox on Demand é distribuído por operadoras de cabo, satélite, streaming e telecomunicações. A rede também disponibilizou grande parte de sua programação pelo Hulu e pelo portal de episódios completos Fox.com.

O aplicativo móvel e para reprodutores digitais da rede chamava-se Fox Now. Ele oferecia uma transmissão ao vivo da programação de horário nobre e de esportes, embora não incluísse programas locais e sindicalizados de afiliadas não pertencentes à Fox. Também dava acesso contínuo a canais por assinatura do grupo por meio de autenticação TV Everywhere fornecida por operadoras autorizadas.

Os episódios mais recentes costumavam chegar ao Fox on Demand no dia seguinte à transmissão original. O avanço rápido era desativado e os anúncios da transmissão original permaneciam durante uma semana antes de serem substituídos por publicidade de resposta direta.

Em janeiro de 2012, a Fox criou restrições destinadas a incentivar a audiência ao vivo, em DVR na mesma semana ou por serviços de vídeo sob demanda das operadoras. Hulu e Fox.com passaram a impor uma espera de oito dias para a maior parte do público assistir ao episódio mais recente. O acesso no dia seguinte era reservado a assinantes de determinadas operadoras de televisão paga, como Dish Network e Verizon FiOS, mediante autenticação da conta de internet. O Hulu também disponibilizava seu serviço gratuito com anúncios por meio do Yahoo! Stream.[142] Assinantes pagos do Hulu podiam assistir aos episódios mais recentes da Fox no dia seguinte à transmissão, usando apenas sua conta no serviço.

Em março de 2020, a Fox começou a transmitir pelo Fox Now toda a programação de suas emissoras próprias.[143] No mês seguinte, a Fox concluiu a compra do serviço gratuito de streaming financiado por publicidade Tubi.[144] O Tubi oferecia principalmente conteúdo e canais licenciados de outros estúdios, mas passou a acrescentar episódios de séries originais da Fox Entertainment, como The Masked Singer, uma semana depois da estreia na televisão.[145][146][147][148]

A Fox encerrou o aplicativo Fox Now em julho de 2023. A programação continuou disponível em serviços como Hulu, Fox Local e Tubi.[149] Dois anos depois, a empresa lançou o Fox One como novo serviço direto ao consumidor.[150]

Entre os serviços que distribuem a Fox por streaming estão Fox One, Tubi, DirecTV Stream, FuboTV, Hulu + Live TV, Sling TV em determinadas estações e YouTube TV. O DirecTV Stream oferece sinais Fox em alta definição das emissoras WNYW, do leste dos Estados Unidos, e KTTV, do oeste.

Logotipo Fox HD usado de 2004 a 2013. Na versão final, as letras "HD" apareciam junto ao "X".

A Fox começou a transmitir em 720p e televisão de alta definição em 12 de setembro de 2004, com a programação de partidas da NFC da primeira semana da temporada de 2004 da NFL. Até 14 de março de 2016, a rede não mantinha um logotipo próprio permanente no canto inferior direito da tela, salvo por uma animação promocional de dez segundos com a marca "Fox HD". Até o fim de 2010, essa animação também trazia patrocínio da DirecTV.

Em seu lugar, um comando do sistema de distribuição da Fox fazia cada emissora inserir a marca local da afiliada ou da estação própria no canto direito do quadro 16:9. O logotipo desaparecia nos intervalos comerciais e continuava sendo acionado mesmo quando uma afiliada interrompia a programação por notícia urgente, mau tempo ou programa especial. Algumas emissoras, entre elas WGGB-DT2, de Springfield, Massachusetts, não exibiam marca alguma ou usavam somente o logotipo da Fox. Durante transmissões do Fox Sports, os logotipos locais não aparecem.

Em algumas atrações ao vivo ou de grande repercussão, como American Idol e So You Think You Can Dance, a Fox também substituía a marca local pelo logotipo da rede. A medida facilitava a identificação da origem de trechos usados por outros meios de comunicação em reportagens, talk shows, resenhas ou programas satíricos. Até 2014, o logotipo ficava dentro da área segura de 4:3. Fox News Sunday mantinha permanentemente o logotipo "Fox HD", em parte porque muitas afiliadas exibiam o programa gravado mais tarde na manhã.

A partir de 14 de março de 2016, o logotipo comum da Fox, acompanhado de uma hashtag quando aplicável, passou a ser usado em toda a programação. O logotipo da emissora local aparece por alguns segundos no início de cada programa e depois dos intervalos, prática semelhante à de ABC, CBS e NBC. A marca Fox HD foi abandonada, embora ainda tenha aparecido em Fox News Sunday até cerca do fim de 2019 ou início de 2020.

Em alguns programas, uma hashtag era colocada acima do logotipo da afiliada, como #newgirl ou #bones, para orientar o público à etiqueta oficial usada nas discussões no Twitter. Em abril de 2012, a rede começou a divulgar também hashtags relacionadas ao enredo de episódios específicos, como #saturdaynightGLEEver para um episódio de Glee.[151] Quando a marca da rede aparece no lugar da marca local, a hashtag fica diretamente acima do logotipo Fox.

A cobertura da World Series começou a ser transmitida em alta definição no primeiro jogo da edição de 2002.

Durante a transição da televisão analógica para a digital, a Fox foi a única rede comercial norte-americana a transmitir alguns programas em tela larga sem que eles fossem produzidos em alta definição. De 2001 a 2006, esse formato recebeu o nome "Fox High Resolution Widescreen". Antes da estreia do sinal HD, algumas sitcoms e dramas eram produzidos em definição padrão widescreen. Realities, talk shows e game shows passaram mais tarde a usar definição aprimorada widescreen, e American Idol tornou-se uma das primeiras exceções ao migrar para alta definição em 2008.

O programa infantil de esportes This Week in Baseball passou à tela larga em 2009. Fox News Sunday converteu-se para HD quando o Fox News começou a operar em novas instalações de alta definição em novembro de 2008. Antes de o Fox News adotar em setembro de 2010 uma apresentação widescreen única para seus sinais de alta e de definição padrão, Fox News Sunday era a última atração do canal a organizar gráficos e câmeras para a área segura de 4:3.

MADtv foi produzido apenas em 4:3 até setembro de 2008, provavelmente por uma combinação de afiliadas que atrasavam sua exibição, impossibilitando o uso do sinal ao vivo em 16:9, e da decisão dos produtores de não migrar ao novo formato. A última série da Fox a passar a HD foi Family Guy, no episódio de 26 de setembro de 2010. Em 2013, toda a programação fornecida pela Fox era transmitida em tela larga, alta definição e áudio surround Dolby Digital 5.1.

A Fox empregou um sistema diferente do de outras redes norte-americanas para distribuir seu sinal HD às afiliadas. O vídeo era enviado por satélite em fluxo MPEG para que as estações inserissem publicidade e conteúdo local sem precisar descomprimir o sinal de rede. O Fox Splicer System permitia acrescentar anúncios, identificação e dados diretamente ao fluxo MPEG, reduzindo etapas de decodificação e recodificação e preservando a qualidade do sinal.[152] Em redes que usavam sistemas convencionais, o sinal de satélite comprimido podia ser decodificado antes da inserção do conteúdo local e depois codificado novamente para a transmissão aberta.

Depois que o Fox Sports passou, no fim de julho de 2010, a usar gráficos pensados para telas 16:9 em vez da área segura 4:3, a Fox pediu às operadoras de cabo e satélite que adotassem o sinalizador n.º 10 de Active Format Description enviado com sua programação. O sinalizador permitia exibir numa tela 4:3, com barras, todo o conteúdo originalmente produzido em 16:9 e seus elementos gráficos.[153][154] Em seguida, algumas emissoras próprias e afiliadas também começaram a transmitir o sinalizador AFD n.º 10 em telejornais locais e programas sindicalizados em HD, ajustando gráficos, chamadas e logotipos à apresentação com barras.

Identidade visual

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Padronização das emissoras

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No começo da década de 1990, a Fox passou a incentivar as afiliadas a usar uma identidade formada pelo nome "Fox" e pelo número do canal, muitas vezes seguida do indicativo oficial. WNYW em Nova Iorque, WTTG em Washington, D.C., e WAGA-TV em Atlanta, por exemplo, passaram a usar "Fox 5". Em meados e no fim da década, os indicativos foram visualmente reduzidos ao mínimo necessário para cumprir as regras de identificação da FCC. O modelo ajudou a popularizar sistemas semelhantes em outras redes.

A fórmula variou de um mercado para outro. Algumas emissoras usaram o nome da cidade ou da região no lugar do número do canal. WFLD, de Chicago, identificou-se como "Fox Chicago" de 1997 a 2012,[155] e WTXF-TV, da Filadélfia, usou "Fox Philadelphia" de 1995 a 2003.

Algumas emissoras reduziram ou abandonaram o uso do nome Fox. A WSVN de Miami usa "WSVN 7" de maneira geral e "7 News" nos telejornais desde a afiliação em janeiro de 1989. KHON-TV, canal 2 de Honolulu, trocou "Fox 2" por "KHON 2" em 2003. WDRB, de Louisville, abandonou "Fox 41" e passou a usar o indicativo em setembro de 2011.[156] KVRR, canal 15 de Fargo, Dakota do Norte, fez mudança semelhante em maio de 2015, em parte por operar uma rede de retransmissoras no leste do estado.

Grande parte das emissoras que passaram à Fox pelo acordo de 1994 com a New World conservou inicialmente suas marcas da época em que pertencia a uma das três redes tradicionais. Houve exceções. WJW, de Cleveland, abandonou em 1995 "TV8" e "Newscenter 8", usados na época da CBS, e adotou "Fox is ei8ht" e ei8ht is News. KDFW, de Dallas-Fort Worth, passou a "Fox 4 Texas" e depois simplificou para "Fox 4" em 1996. Após a compra da New World pela Fox Television Stations em 1997, as emissoras passaram gradualmente a seguir a padronização da rede.

A KTVU, canal 2 de Oakland-San Francisco, viveu um caso particular. Enquanto afiliada da Fox sob a Cox Media Group, conservou por muitos anos a marca "Channel 2", com referências limitadas a "Fox Channel 2". Em 1996, adotou "KTVU Fox 2" para uso geral, acrescentando o logotipo da Fox a seu tradicional símbolo "Circle Laser 2", mas manteve KTVU Channel 2 News nos telejornais.

Em 2014, a Fox Television Stations trocou WFXT, de Boston, e WHBQ-TV, canal 13 de Memphis, com a Cox em troca de KTVU e KICU-TV. Em fevereiro de 2015, adotou "KTVU Fox 2" de maneira permanente. O "Circle Laser 2" permaneceu incorporado ao padrão visual do grupo e também numa versão alternativa ao lado da marca Fox.[157]

A KCPQ, de Seattle, também conservou durante anos a marca "Q13 Fox" e chamou seus telejornais de "Q13 News" sob Tribune Media e Nexstar Media Group. Depois de ser comprada pela Fox, abandonou "Q13" em setembro de 2021 e tornou-se "Fox 13", alinhando-se às demais emissoras próprias.

A partir de 2006, a padronização das emissoras próprias tornou-se mais intensa. Elas adotaram uma apresentação próxima à do Fox News, com um logotipo em caixa vermelho, branco e azul, acompanhado de pilares vermelhos animados. Depois da compra da rede social Myspace pela News Corporation, algumas emissoras abriram sites com layout e domínios semelhantes sob a marca "MyFox", como MyFoxDC.com para a WTTG.

O uso no ar dos logotipos inspirados no Fox News diminuiu em agosto de 2012, quando foi adotado um novo pacote gráfico. Várias emissoras próprias deixaram os domínios "MyFox" em 2015. Depois da saída de Roger Ailes da Fox em julho de 2016, a ligação gráfica explícita com o Fox News foi reduzida ainda mais e deu lugar a marcas horizontais mais simples formadas pelo indicativo ou nome e o número do canal, adequadas a televisores e telas móveis menores.

Em 2017, a Stephen Arnold Music, responsável pelas trilhas dos telejornais locais da Fox, lançou o pacote "Beyond", que não usava os elementos sonoros do Fox News presentes no pacote anterior. A música foi implantada nas redações das emissoras próprias.

A partir de 2017, emissoras próprias Fox que tinham uma irmã MyNetworkTV no mesmo mercado também passaram a reduzir a identificação dessa rede. Muitas adotaram nomes como "Fox [número] Plus", "Xtra" ou "More", apresentando-se como extensões da estação Fox principal. Algumas começaram a exibir telejornais adicionais ou reprises dos noticiários da irmã no horário nobre, deslocando a programação da MyNetworkTV para a madrugada.

Logotipos

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Quando a Fox Broadcasting Company estreou em 9 de outubro de 1986, usava um logotipo com três quadrados contendo as letras FBC em Friz Quadrata. Sob eles havia um retângulo com o nome completo da rede na mesma tipografia. A marca foi usada durante os primeiros seis meses, principalmente na identificação exibida no início de The Late Show with Joan Rivers.[158]

Em 5 de abril de 1987, quando começou a programação de horário nobre, surgiu um logotipo inspirado na marca da 20th Century Fox.[158] Trazia apenas "FOX" em maiúsculas, junto dos conhecidos refletores e de uma base dupla. As emissoras próprias usaram de 1987 a 1989 uma variante de identificação local na qual o "O" e um refletor apareciam em espaço negativo. Até meados dos anos 1990, algumas afiliadas que não licenciavam o logotipo oficial ou produziam as próprias marcas em computação gráfica usaram desenhos que imitavam a estética da 20th Century Fox.

Em setembro de 1993, a marca recebeu uma reformulação. O nome "FOX" passou à tipografia própria usada desde então, e o ângulo inclinado foi retirado. A versão de 1987 ainda apareceu em anúncios impressos durante a temporada de 1993-94.[158] Com essa mudança, a rede também começou a exibir uma marca digital no canto inferior direito durante os programas. No início, aparecia por um minuto no começo de cada segmento. Passou depois a permanecer na tela fora dos comerciais, antes de voltar com frequência ao formato temporário depois da transição digital de 2009.

O "O" recebeu a forma interna semelhante a pilares que passou a ocupar lugar recorrente na publicidade da Fox. Em algumas afiliadas cujo canal termina em zero, o "O" também é usado como algarismo, caso da KSAZ-TV, canal 10 de Phoenix, e da KTXL-TV, canal 40 de Sacramento.

Uma nova revisão para a temporada de 1995-96 retirou os refletores, conservou as duas bases inferiores e acrescentou uma terceira acima da palavra. Em 1996, a rede restaurou os refletores atrás do "F" e do "X", mas eliminou as bases inferiores.[158]

A versão que deu origem à marca usada no século XXI foi introduzida em 1999. Os refletores foram eliminados e o logotipo passou a ser apenas a palavra Fox.[158] O motivo dos refletores permaneceu em outras marcas do grupo, entre elas Fox News e, por algum tempo, os logotipos padronizados das emissoras próprias. As sete antigas estações próprias vendidas à Local TV em 2008 também conservaram o desenho, que chegou a emissoras da Tribune Broadcasting e outras afiliadas.

O logotipo com refletores usado de 1996 a 1999 permaneceu em algumas afiliadas. O FX também conservou refletores em sua marca até a reformulação de 2008. A marca digital de tela derivada do logotipo de 1999 foi usada em diferentes formas até 2014. Durante a transição para alta definição, sua posição continuou inicialmente baseada no quadro 480i. Até 14 de março de 2016, alguns programas mostravam apenas a hashtag, sem a marca Fox.

Na temporada de 2019-20, a Fox implantou uma identidade criada pela Trollbäck + Company. O logotipo recebeu linhas ligeiramente mais espessas e suas formas passaram a ser usadas como elementos de animação em publicidade e na identidade do canal, inclusive numa sequência em que formas abstratas se transformavam no logotipo Fox.[159]

Controvérsias

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A Fox foi alvo de controvérsia em 2002 e 2003 por palavrões pronunciados ao vivo por Cher e Nicole Richie durante transmissões do Billboard Music Awards. As falas foram ao ar nas afiliadas dos fusos do Leste e Central apesar do uso de atrasos de áudio de cinco segundos. O material foi retirado das transmissões exibidas mais tarde nos fusos das Montanhas e do Pacífico.[160]

O Parents Television Council condenou os dois episódios[161][162] e os colocou entre os piores momentos da televisão entre 2001 e 2004.[163] Integrantes do grupo apresentaram dezenas de milhares de reclamações à FCC. Uma desculpa posterior da Fox foi chamada de "farsa" pelo presidente do PTC, L. Brent Bozell III, que argumentou que a rede poderia ter usado um atraso de áudio para impedir que as palavras fossem transmitidas.[164]

Enquanto a FCC investigava as transmissões, a Fox anunciou em 2004 que pretendia ampliar de cinco ou dez segundos para até cinco minutos o atraso de alguns programas ao vivo, para facilitar a retirada de linguagem considerada imprópria.[165]

Em junho de 2007, no caso Federal Communications Commission v. Fox Television Stations, o Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos Estados Unidos decidiu que a FCC não poderia aplicar à Fox as multas por indecência discutidas no processo, pois sua política sobre palavrões isolados era arbitrária.[166] A FCC recorreu.[167] A Suprema Corte dos Estados Unidos aceitou analisar o processo e ouviu sustentações orais a partir de 4 de novembro de 2008.[168]

O Parents Television Council criticou ainda programas da Fox pelo conteúdo que considerava indecente, entre eles Family Guy,[169] The Simpsons,[170] American Dad!,[171] Futurama,[172] Cops,[173] Hell's Kitchen,[174] 24,[175] House,[176] Married... with Children,[177] Bones,[178] Arrested Development,[179] Prison Break,[180] 'Til Death,[181] Malcolm in the Middle,[182] The O.C.[183] e That '70s Show.[184]

O grupo também apresentou reclamações à FCC sobre o conteúdo de programas da Fox, entre eles That '70s Show[185] e Married by America. Neste último caso, a FCC propôs inicialmente multas que somavam quase 1,2 milhão de dólares.[186]

A FCC informou inicialmente ter recebido 159 reclamações sobre o episódio, mas seu Enforcement Bureau encontrou depois 90 reclamações enviadas por 23 pessoas. A imprensa obteve independentemente essa contagem, que havia sido levantada primeiro por Jeff Jarvis. A Fox declarou à FCC que quase todas as reclamações eram textos idênticos.[187] Em fevereiro de 2008, a FCC reduziu o valor para 91 mil dólares, aplicando multas somente a 13 emissoras dos mercados de onde haviam partido reclamações.[188] Em 21 de setembro de 2012, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos encerrou o processo de cobrança.[189]

Presidentes de entretenimento da Fox Broadcasting Company

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Executivo Mandato Atuação
Garth Ancier 1986-1989 Em 1986, Barry Diller, Jamie Kellner e Rupert Murdoch escolheram Ancier, então com 28 anos, como o primeiro presidente de entretenimento da Fox Broadcasting Company.[190] Durante sua gestão estrearam The Tracey Ullman Show, Married... with Children, 21 Jump Street, Cops, In Living Color e The Simpsons. Ancier deixou a Fox em 1.º de março de 1989 e assumiu em 18 de abril a presidência de televisão de rede da Walt Disney Studios.[191]
Peter Chernin 1989-1992 Durante a presidência de Chernin, a programação cresceu de duas para sete noites semanais. Beverly Hills, 90210 e Herman's Head foram lançadas nesse período. A Fox Kids, inicialmente chamada Fox Children's Network, também estreou sob a direção de Margaret Loesch.
Sandy Grushow 1992-1995 Grushow acompanhou o desenvolvimento e lançamento de The X-Files, Melrose Place, New York Undercover, Party of Five e Living Single, além da expansão do horário nobre de quatro para sete noites. A Fox Sports também entrou no ar, incluindo a obtenção dos direitos da NFL para a temporada de 1994.
John Matoian 1995-1996 Matoian tornou-se oficialmente presidente de entretenimento da Fox Broadcasting em setembro de 1995.[192][193] Deixou a empresa em 1996 e passou depois à HBO.[194] MADtv e Millennium estrearam durante sua gestão. Ally McBeal e King of the Hill receberam aprovação para produção no mesmo período.
Peter Roth 1996-1998 Roth fez uma breve participação no episódio "Silver Bells", de Ally McBeal, exibido pela primeira vez em 15 de dezembro de 1997.[195] Durante seu mandato, a rede exibiu Ally McBeal, King of the Hill, Buffy the Vampire Slayer, That '70s Show e o game show Guinness World Records Primetime. That '70s Show, The PJs, Futurama e Family Guy também receberam aprovação para produção.
Doug Herzog 1998-2000 The PJs, Futurama, Family Guy, Malcolm in the Middle, Boston Public e os realities When Animals Attack! e World's Wildest Police Videos estrearam durante a gestão de Herzog.
Gail Berman 2000-2005 Entre as atrações lançadas ou exibidas durante seu mandato estiveram American Idol, The Simple Life, Hell's Kitchen, Nanny 911, Arrested Development, The Bernie Mac Show, The War at Home, 24, House, Bones, Prison Break, The O.C., American Dad! e Family Guy. Esta última havia estreado sob Herzog e voltou à Fox durante a gestão de Berman depois do bom desempenho das reprises no Adult Swim e das vendas em DVD.
Peter Liguori 2005-2007 Liguori já havia dirigido a FX Networks e recebeu crédito pelo crescimento do canal FX.[196][197] Antes de assumir a rede em 2005, fora presidente e CEO da FX Networks desde 1998, acompanhando as operações empresariais e de programação de FX e Fox Movie Channel.[198] 'Til Death e Talkshow with Spike Feresten estrearam durante sua gestão.
Kevin Reilly 2007-2014 Reilly lançou ou apoiou Sleepy Hollow, Brooklyn Nine-Nine, The Following, Fringe, The Cleveland Show, Bob's Burgers, Glee, The Mindy Project, Raising Hope e New Girl. Também defendeu a estratégia de reduzir a dependência da temporada tradicional de pilotos e concentrar mais recursos em menos projetos. Antes de sair, aprovou Gotham, The Last Man on Earth e Empire.[199][200][201] Deixou a Fox em maio de 2014.[202]
David Madden 2014-2017 Durante sua gestão, a transmissão do Super Bowl LI tornou-se então a segunda maior audiência de Super Bowl da rede. Gotham, The Last Man on Earth, Empire, Lucifer e Lethal Weapon estrearam no período. The X-Files e 24 também retornaram.
Michael Thorn 2017-presente Durante a presidência de Thorn, estrearam The Orville, The Gifted, 9-1-1, The Resident, Fantasy Island, The Moodys, Call Me Kat, Bless the Harts, Duncanville, The Great North, Krapopolis, Grimsburg, Universal Basic Guys, Spin the Wheel, The Masked Singer, Lego Masters, Beat Shazam, Name That Tune, Mental Samurai e The Floor. American Dad! também retornou à rede.

Ver também

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Referências

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Leitura adicional

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Ligações externas

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