Inhambupe
Inhambupe | |
|---|---|
| Hino | |
| Lema | Construindo cidadania |
| Gentílico | inhambupense[1] |
![]() | |
| Coordenadas: 11° 47′ 02″ S, 38° 21′ 10″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Bahia |
| Municípios limítrofes | Alagoinhas, Aramari, Aporá, Sátiro Dias, Olindina, Crisópolis, Entre Rios e Água Fria. |
| Distância até a capital | 153 km |
| Fundação | 1570 (456 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Fortunato Silva Costa (PSD, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total [2] | 1 082,283 km² |
| População | |
| • Total (2024) [3] | 35 397 hab. |
| Densidade | 32,7 hab./km² |
| Clima | Não disponível |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010[4]) | 0,565 — baixo |
| PIB (IBGE/2021[5]) | R$ 625 798,72 mil |
| • Per capita (IBGE/2021[5]) | R$ 15 368,34 |
| Sítio | inhambupe.ba.gov.br (Prefeitura) |
Inhambupe[6] é um município brasileiro do estado da Bahia.
Topônimo
[editar | editar código]"Inhambupe" é uma palavra proveniente da língua tupi, significando "no rio dos inhambus", através da junção de ïnã'bu, "inhambu",[7] 'y , "água, rio"[8] e pe, "em".[8]
História
[editar | editar código]Inhambupe é uma cidade, atualmente situada no Litoral Norte do Agreste da Bahia, a 153 KM da capital, Salvador.
Antes de tornar-se Vila, a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, fundada em 1718, pertencia à Vila de São João Batista da Água Fria.[9]
Formação Territorial
[editar | editar código]A ocupação do território que corresponde a uma parte do atual município de Inhambupe aconteceu durante o processo de avanço da colonização portuguesa para o interior da Capitania da Bahia. Em torno da Capela do Divino Espírito Santo formou-se o principal núcleo de povoamento dessa área do sertão, inicialmente dependente da Vila de São João Batista da Água Fria, da qual precisava para questões civis, judiciais e religiosas.[10]
Em 1718, foi criada a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, dando maior autonomia religiosa ao povoado e fortalecendo-o como centro da organização religiosa local.[9] Em 1757, o vigário Joaquim de Sant’Ana informou às autoridades que a freguesia possuía três capelas filiais: Santo Antônio das Lagoinhas, Nossa Senhora dos Prazeres e Nossa Senhora da Conceição do Sobrado, mostrando a ampliação de sua área de influência.[11] Ao longo do século XVIII, a freguesia apresentou crescimento populacional, acompanhado pela expansão das lavouras de fumo e de outras atividades agrícolas, principalmente nas décadas de 1780 e 1790.[10] [12]Esse crescimento da população e da economia, junto à distância entre as duas localidades, tornou a dependência administrativa em relação à Vila de São João Batista da Água Fria cada vez menos adequada para atender às necessidades locais.[13][13]
Em 1798, o governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal, autorizou a criação da Vila do Inhambupe. A medida foi justificada pelas dificuldades de comunicação com a sede de Água Fria e pela necessidade de dar à localidade uma administração própria. Com a elevação à categoria de vila, Inhambupe tornou-se sede do município, adquirindo autonomia política e administrativa[13]
Após sua instalação como vila, Inhambupe ampliou sua área territorial sobre diversos povoados, entre eles Alagoinhas e Entre Rios[14] Durante o século XIX, a Vila de Inhambupe possuía três freguesias: a Freguesia do Divino Espírito Santo de Inhambupe, sede da vila; a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Aporá; e a Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Entre Rios.[15] Ao longo dos anos, sucessivas separações de partes de seu território deram origem a novos municípios, processo que contribuiu para a formação territorial da região correspondente ao atual Agreste baiano.[14]
Referências
- ↑ «Dicionário Houaiss». Consultado em 10 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2016
- ↑ «Área». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 29 de outubro de 2023. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação - IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 12 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2026
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 23 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2016
- 1 2 «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2021». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 12 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 18 de maio de 2026
- ↑ «Grande Dicionario Houaiss». houaiss.uol.com.br. Consultado em 10 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2016
- ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.947
- 1 2 http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
- 1 2 SILVA, Cândido da Costa (2000). Os Segadores e a Messe: O clero oitocentista na Bahia. Salvador: SCT/EDUFBA. p. 70. ISBN 85-232-0216-1
- 1 2 SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 88.
- ↑ AMORIM, Janaína Laís Lima Silva. O Parentesco Espiritual: compadrio de escravos africanos na Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas, 1818-1850. In: ALMEIDA, Kátia Lorena Novais (org.). Escravidão e liberdade no agreste da Bahia: Inhambupe e Alagoinhas século XIX. Salvador: EDUNEB, 2023, p. 16. ISBN 978-65-88211-66-3.
- ↑ SCHWARTZ, Stuart B. “O Brasil colonial, c. 1580-1750: as grandes lavouras e as periferias. In: BETHEL, Leslie (Org.) América Latina colonial. São Paulo: Edusp/FUNAG, 1999, p. 373
- 1 2 3 SOUZA, Marília de Jesus. A família escrava entre a legitimidade e a ilegitimidade: Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima (1824-1831). 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus II, Alagoinhas, 2018, p. 22.
- 1 2 SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA. EVOLUÇÃO TERRITORIAL E ADMINISTRATIVA DO ESTADO DA BAHIA: um breve histórico. SALVADOR: SEI, 2001, p. 97. (ISBN: 85-85976-37-3)
- ↑ SILVA, Edson Pereira da. (2024). «O preço da liberdade: experiências de escravos e libertos na Vila de Inhambupe – Bahia (1870-1888).» (PDF). p. 37. Cópia arquivada (PDF) em
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