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Inhambupe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Inhambupe
Hino
LemaConstruindo cidadania
Gentílicoinhambupense[1]
Localização de Inhambupe na Bahia
Localização de Inhambupe na Bahia
Localização de Inhambupe na Bahia
Inhambupe está localizado em: Brasil
Inhambupe
Localização de Inhambupe no Brasil
Mapa
Mapa de Inhambupe
Coordenadas: 11° 47′ 02″ S, 38° 21′ 10″ O
PaísBrasil
Unidade federativaBahia
Municípios limítrofesAlagoinhas, Aramari, Aporá, Sátiro Dias, Olindina, Crisópolis, Entre Rios e Água Fria.
Distância até a capital153 km
Fundação1570 (456 anos)
Governo
  Prefeito(a)Fortunato Silva Costa (PSD, 2021–2024)
Área
  Total [2]1 082,283 km²
População
  Total (2024) [3]35 397 hab.
Densidade32,7 hab./km²
ClimaNão disponível
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010[4])0,565 baixo
PIB (IBGE/2021[5])R$ 625 798,72 mil
  Per capita (IBGE/2021[5])R$ 15 368,34
Sítioinhambupe.ba.gov.br (Prefeitura)

Inhambupe[6] é um município brasileiro do estado da Bahia.

Topônimo

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"Inhambupe" é uma palavra proveniente da língua tupi, significando "no rio dos inhambus", através da junção de ïnã'bu, "inhambu",[7] 'y , "água, rio"[8] e pe, "em".[8]

História

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Inhambupe é uma cidade, atualmente situada no Litoral Norte do Agreste da Bahia, a 153 KM da capital, Salvador.

Antes de tornar-se Vila, a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, fundada em 1718, pertencia à Vila de São João Batista da Água Fria.[9]

Formação Territorial

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A ocupação do território que corresponde a uma parte do atual município de Inhambupe aconteceu durante o processo de avanço da colonização portuguesa para o interior da Capitania da Bahia. Em torno da Capela do Divino Espírito Santo formou-se o principal núcleo de povoamento dessa área do sertão, inicialmente dependente da Vila de São João Batista da Água Fria, da qual precisava para questões civis, judiciais e religiosas.[10]

Em 1718, foi criada a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, dando maior autonomia religiosa ao povoado e fortalecendo-o como centro da organização religiosa local.[9] Em 1757, o vigário Joaquim de Sant’Ana informou às autoridades que a freguesia possuía três capelas filiais: Santo Antônio das Lagoinhas, Nossa Senhora dos Prazeres e Nossa Senhora da Conceição do Sobrado, mostrando a ampliação de sua área de influência.[11] Ao longo do século XVIII, a freguesia apresentou crescimento populacional, acompanhado pela expansão das lavouras de fumo e de outras atividades agrícolas, principalmente nas décadas de 1780 e 1790.[10] [12]Esse crescimento da população e da economia, junto à distância entre as duas localidades, tornou a dependência administrativa em relação à Vila de São João Batista da Água Fria cada vez menos adequada para atender às necessidades locais.[13][13]

Em 1798, o governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal, autorizou a criação da Vila do Inhambupe. A medida foi justificada pelas dificuldades de comunicação com a sede de Água Fria e pela necessidade de dar à localidade uma administração própria. Com a elevação à categoria de vila, Inhambupe tornou-se sede do município, adquirindo autonomia política e administrativa[13]

Após sua instalação como vila, Inhambupe ampliou sua área territorial sobre diversos povoados, entre eles Alagoinhas e Entre Rios[14] Durante o século XIX, a Vila de Inhambupe possuía três freguesias: a Freguesia do Divino Espírito Santo de Inhambupe, sede da vila; a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Aporá; e a Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Entre Rios.[15] Ao longo dos anos, sucessivas separações de partes de seu território deram origem a novos municípios, processo que contribuiu para a formação territorial da região correspondente ao atual Agreste baiano.[14]

Referências

  1. «Dicionário Houaiss». Consultado em 10 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2016
  2. «Área». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 29 de outubro de 2023. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
  3. «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação - IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 12 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2026
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 23 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2016
  5. 1 2 «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2021». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 12 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 18 de maio de 2026
  6. «Grande Dicionario Houaiss». houaiss.uol.com.br. Consultado em 10 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2016
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.947
  8. 1 2 http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  9. 1 2 SILVA, Cândido da Costa (2000). Os Segadores e a Messe: O clero oitocentista na Bahia. Salvador: SCT/EDUFBA. p. 70. ISBN 85-232-0216-1
  10. 1 2 SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 88.
  11. AMORIM, Janaína Laís Lima Silva. O Parentesco Espiritual: compadrio de escravos africanos na Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas, 1818-1850. In: ALMEIDA, Kátia Lorena Novais (org.).  Escravidão e liberdade no agreste da Bahia: Inhambupe e Alagoinhas século XIX. Salvador: EDUNEB, 2023, p. 16. ISBN 978-65-88211-66-3.
  12. SCHWARTZ, Stuart B. “O Brasil colonial, c. 1580-1750: as grandes lavouras e as periferias. In: BETHEL, Leslie (Org.) América Latina colonial. São Paulo: Edusp/FUNAG, 1999, p. 373
  13. 1 2 3 SOUZA, Marília de Jesus. A família escrava entre a legitimidade e a ilegitimidade: Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima (1824-1831). 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus II, Alagoinhas, 2018, p.  22.
  14. 1 2 SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA. EVOLUÇÃO TERRITORIAL E ADMINISTRATIVA DO ESTADO DA BAHIA: um breve histórico. SALVADOR: SEI, 2001, p. 97. (ISBN: 85-85976-37-3)
  15. SILVA, Edson Pereira da. (2024). «O preço da liberdade: experiências de escravos e libertos na Vila de Inhambupe – Bahia (1870-1888).» (PDF). p. 37. Cópia arquivada (PDF) em |arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda) 🔗
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