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Domingos Jorge Velho

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Domingos Jorge Velho
Pintura de Benedito Calixto, 1903.
Nascimento13 de março de 1641
Vila de Parnaíba, Capitania de São Vicente, Estado do Brasil, Império Português
Morte2 de abril de 1705 (64 anos)
Arraial do Piancó, Capitania da Paraíba, Estado do Brasil, Império Português
Ocupaçãobandeirante
Religiãocatólica

Domingos Jorge Velho (Vila de Parnaíba, 13 de março de 1641 – Piancó, 2 de abril de 1705) foi um bandeirante paulista. Notório caçador de indígenas e de escravizados fugitivos das mãos dos portugueses.[1] Liderou as tropas que destruíram o Quilombo dos Palmares.[2]

Biografia

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Era filho de Francisco Jorge Velho e de Francisca Gonçalves de Camargo.

Esteve nos sertões do Piauí, Ceará e Paraíba, combatendo e caçando indígenas, e sendo o responsável pela destruição de vários aldeamentos. Por volta do ano de 1675 fundou na Paraíba os arraiais de Formiga e Piancó.

Domingos Jorge Velho — que tinha a patente de mestre de campo — e o capitão-mor Bernardo Vieira de Melo foram contratados pelo governador e capitão-general da Capitania de Pernambuco Caetano de Melo e Castro para erradicar o Quilombo dos Palmares. A ação foi iniciada em janeiro de 1694, com as tropas partindo em direção à Serra da Barriga. Em fevereiro de 1694, após um sítio de 42 dias, Macaco foi tomada e Domingos Jorge Velho reivindicou o botim, tendo vitimado 200 quilombolas e aprisionado 500, a serem vendidos fora da capitania. Duzentos teriam fugido, entre os quais Zumbi, capturado e morto em 20 de novembro de 1695.[3]

Também foi notável a sua participação em atividades militares durante a “guerra dos bárbaros” desenvolvidas por Domingos Jorge Velho entre 1688 e 1691, no Vale do Açu, na então capitania do Rio Grande, e na região do Seridó (que abrange espaços geográficos dos atuais estados do Rio Grande do Norte e Paraíba), onde comandou o genocídio de tribos indígens na região nesse período, como no massacre aos índios Janduís ocorrido na atual Serra da Rajada (então chamada de Serra do Acauã) entre os dias 26 e 30 de agosto de 1689, onde extravasou todo seu caráter violento, matando 1.500 deles e aprisionando 300 tapuias, sofrendo apenas 30 baixas.[4]

  • Foi um dos mais experientes sertanistas do século XVII, conhecendo profundamente o interior do Brasil.
  • Participou da expansão do território português para além do litoral, explorando regiões pouco conhecidas na época.
  • Liderou expedições que abriram caminhos terrestres e facilitaram a comunicação entre diferentes partes da colônia.
  • Era reconhecido por sua habilidade de liderança em expedições longas e difíceis, em um ambiente de mata e sertão.
  • Contribuiu para consolidar o controle português sobre áreas do interior, o que mais tarde favoreceu a ocupação e o desenvolvimento de diversas regiões.
  • Sua atuação ajudou a ampliar o conhecimento geográfico do território brasileiro.
  • É uma figura importante para compreender a história da formação territorial do Brasil e o período das bandeiras.
  • Domingos Jorge Velho apareceu em uma série de cédulas emitidas pelo Tesouro do Estado de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Ele figurou nas cédulas de:
    • 5 mil-réis
    • 10 mil-réis
    • 20 mil-réis
    • 50 mil-réis Essas cédulas traziam seu retrato acompanhado da inscrição "Pró-Constituição" e circularam apenas durante o conflito de 1932. Elas não eram cédulas emitidas pelo governo federal, mas sim bônus monetários emitidos pelo Estado de São Paulo para suprir a falta de dinheiro em circulação durante a revolução.

Por seus feitos, Domingos Jorge Velho foi honrado como Mestre de Campo. Ele faleceu em 1705, aos 64 anos, no Arraial de Piancó, na então capitania de Paraíba.[5]

O bandeirante foi retratado juntamente com o seu loco-tenente Antônio Fernandes de Abreu em 1903 por Benedito Calixto. O óleo sobre tela medindo 140 x 99 cm faz parte do acervo do Museu Paulista.[6]

Referências

  1. ↑ Freehafer, Virginia (outubro de 1970). «Domingos Jorge Velho Conqueror of Brazilian Backlands». The Americas (em inglês). 27 (2): 161–184. ISSN 0003-1615. doi:10.2307/980515
  2. ↑ Carmo, Anderson Braga do (28 de abril de 2016). «De Domingos Jorge Velho a Zumbi dos Palmares: uma análise semântico-enunciativa da nomeação e da renomeação de uma rua». Letrônica. 9 (1): 65–77. ISSN 1984-4301. doi:10.15448/1984-4301.2016.1.21735
  3. ↑ Funari, Pedro. «A "REPÚBLICA DE PALMARES" E A ARQUEOLOGIA DA SERRA DA BARRIGA» (PDF). Revista USP. 2 páginas – via Google Acadêmico
  4. ↑ Júnior, Valdeci Santos (26 de agosto de 2022). «A PARTICIPAÇÃO DE DOMINGOS JORGE VELHO DURANTE A "GUERRA DOS BÁRBAROS", NO FINAL DO SÉCULO XVII: UM GENOCÍDIO OFICIALIZADO». REVISTA TARAIRIÚ. 1 (20). ISSN 2179-8168. doi:10.18391/revelap.v1i20.1223
  5. ↑ Previdelli, Fabio (23 de janeiro de 2020). «Domingos Jorge Velho: O bandeirante que aniquilou o Quilombo dos Palmares». Aventuras na História. Consultado em 3 de abril de 2026
  6. ↑ «Estamos Aqui: Bandeirante: um personagem em debate». Museu Paulista. Consultado em 16 de julho de 2019

Ligações externas

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