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Strawberry Fields Forever

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"Strawberry Fields Forever"
Single de The Beatles
do álbum Magical Mystery Tour
Lado A"Penny Lane"
LançamentoReino Unido 17 de fevereiro de 1967
Estados Unidos 13 de fevereiro de 1967
Formato(s)7"
GravaçãoAbbey Road Studios, Londres, novembro-dezembro de 1966
Gênero(s)
Duração4:10
Gravadora(s)Reino Unido Parlophone
Estados Unidos Capitol
ComposiçãoLennon/McCartney
ProduçãoGeorge Martin
Cronologia de singles de The Beatles
Amostra de áudio

"Strawberry Fields Forever" é uma canção da banda de rock inglesa, The Beatles, composta por John Lennon, mas creditada à dupla Lennon-McCartney.[1] Foi inspirada nas lembranças de Lennon a brincar no jardim de "Strawberry Field", um orfanato do Exército da Salvação próximo de onde ele morava.[1]

A canção foi gravada para possível inclusão no álbum (até então sem título) Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, tendo sido a primeira canção gravada nas sessões desse álbum, mas acabou sendo oficialmente lançada em fevereiro de 1967 como um compacto de duplo lado-A com a canção "Penny Lane", de Paul McCartney.[1][2]

"Strawberry Fields Forever" alcançou o oitavo lugar nos Estados Unidos,[1] e posteriormente foi incluída na versão estadunidense do álbum Magical Mystery Tour.[3]

"Strawberry Fields Forever" é amplamente considerada uma das gravações mais importantes e aclamadas dos Beatles.[4][5] A canção também é considerada uma obra marcante do rock psicodélico e da experimentação em estúdio na música popular.[4][6] Desde seu lançamento, foi regravada por diversos artistas.[1]

Antecedentes e composição

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Strawberry Field era um lar infantil mantido pelo Exército de Salvação, localizado próximo à casa onde John Lennon passou grande parte da infância, em Woolton, Liverpool.[7] Lennon costumava entrar nos terrenos de Strawberry Field e brincar em seus jardins arborizados com amigos de infância.[8] Entre suas lembranças do local estava a festa de verão realizada anualmente nos terrenos da instituição, à qual comparecia com sua tia, Mimi Smith, e onde tocava uma banda do Exército de Salvação.[9] Mimi recordou que, ao ouvir a banda começar a tocar, Lennon a apressava para que não chegassem atrasados.[10]

"Strawberry Fields Forever", composta por John Lennon, e "Penny Lane", composta por Paul McCartney, compartilham um olhar nostálgico sobre a infância dos dois músicos em Liverpool.[11] Embora ambas façam referência a lugares reais da cidade, apresentam fortes elementos surrealistas e psicodélicos.[12] O produtor George Martin recordou que, ao ouvir "Strawberry Fields Forever" pela primeira vez, a canção lhe evocou um "mundo onírico nebuloso e impressionista".[13]

O período de composição de "Strawberry Fields Forever" coincidiu com uma fase de transição na vida de John Lennon e na carreira dos Beatles. Lennon começou a escrever a canção em setembro de 1966, durante as filmagens de How I Won the War, em Almería, na Espanha, pouco depois de os Beatles encerrarem suas turnês, após um período marcado pela controvérsia do "mais populares que Jesus" e pelo incidente ocorrido nas Filipinas envolvendo a primeira-dama Imelda Marcos.[1][14] Em entrevista concedida a David Sheff em 1980, Lennon afirmou que se sentira "diferente" durante toda a vida e relacionou esse sentimento à letra da canção. Ao comentar o verso "No one I think is in my tree", explicou que era tímido e inseguro e que tinha a sensação de perceber coisas que outras pessoas não percebiam, o que o levava a se perguntar se era "louco ou gênio".[15]

A primeira demo conhecida de "Strawberry Fields Forever", gravada por Lennon em Almería, continha apenas uma estrofe e ainda não possuía refrão.[16] A letra começava com "There's no one on my wavelength / I mean, it's either too high or too low". Lennon posteriormente tornou a redação mais ambígua e desenvolveu a melodia e parte do que viria a ser o refrão, que inicialmente funcionava como uma ponte e ainda não fazia referência a Strawberry Field.[16] Após retornar à Inglaterra, continuou a desenvolver a canção, acrescentando outra estrofe e a referência a Strawberry Field. A primeira estrofe que compôs acabou tornando-se a segunda na gravação lançada, enquanto a segunda tornou-se a última; a estrofe que abre a versão definitiva foi a última a ser escrita.[17]

A gravação

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Durante seu desenvolvimento, a canção teve como título provisório "It's Not Too Bad".[18] O engenheiro de som Geoff Emerick recordou que a qualidade da composição já era evidente quando Lennon a apresentou pela primeira vez à equipe, acompanhando-se apenas ao violão.[19] As gravações começaram em 24 de novembro de 1966, no Estúdio Dois dos EMI Studios, em Londres, utilizando um gravador de quatro pistas.[20] O trabalho na faixa estendeu-se por cerca de cinco semanas e consumiu aproximadamente 45 horas de estúdio, refletindo a complexidade incomum da produção para os padrões do grupo até então.[13] "Strawberry Fields Forever" foi uma das primeiras canções trabalhadas nas sessões que dariam origem a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, juntamente com "Penny Lane" e "When I'm Sixty-Four", mas acabou excluída do álbum depois que a gravadora solicitou um novo compacto, fazendo com que fosse lançada em fevereiro de 1967 como lado A duplo com "Penny Lane".[1][20]

A banda gravou três versões principais de "Strawberry Fields Forever" antes de chegar à gravação definitiva. Na primeira sessão, em 24 de novembro de 1966, depois de apresentar a canção aos demais Beatles ao violão, John Lennon gravou a primeira tomada tocando uma guitarra elétrica Epiphone Casino. Paul McCartney tocou Mellotron, George Harrison guitarra elétrica e Ringo Starr bateria.[21] A tomada começava com a estrofe "Living is easy with eyes closed", em vez do refrão "Let me take you down" que abre a versão lançada, e as duas primeiras estrofes eram cantadas em sequência, sem refrão entre elas.[16] A voz de Lennon recebeu automatic double tracking a partir das palavras "Strawberry Fields Forever", e a última estrofe contou posteriormente com harmonias vocais de McCartney e Harrison.[16][21] Essa primeira versão foi abandonada durante o desenvolvimento da faixa e permaneceu inédita até 1996, quando uma mixagem da tomada 1 foi lançada em Anthology 2; essa edição, porém, não incluiu os vocais de apoio adicionados posteriormente.[22]

Quatro dias depois, em 28 de novembro, a banda retomou a canção com um arranjo diferente, que começava com uma introdução de Mellotron tocada por McCartney, seguida pelo refrão.[16][20] Ao longo das sessões de 28 e 29 de novembro, foram gravadas cinco tomadas desse arranjo, numeradas de 2 a 6, duas delas interrompidas prematuramente. A tomada 6 foi escolhida como a melhor e, depois de uma redução de pistas e de novos overdubs, tornou-se a tomada 7.[16][20] Entre os acréscimos estavam novos vocais de Lennon, baixo e piano. O vocal principal de Lennon foi gravado com a fita em velocidade mais alta; quando reproduzido à velocidade normal, sua voz adquiria uma tonalidade mais baixa e um timbre arrastado.[16][20] Aproximadamente o primeiro minuto dessa versão, correspondente à tomada 7, foi posteriormente utilizado na gravação lançada.[16][20]

Insatisfeito com o resultado da segunda versão, Lennon pediu a George Martin um arranjo diferente, explicando que pretendia originalmente uma canção suave e onírica, mas considerava que a gravação havia ficado excessivamente vigorosa. Martin preparou então um novo arranjo, que posteriormente incluiria quatro trompetes e três violoncelos.[19][20] Nos dias 8 e 9 de dezembro, a banda gravou uma nova trilha básica em andamento mais rápido, incorporando Mellotron, guitarras, piano, percussão gravada ao contrário e swarmandal, instrumento indiano tocado por Harrison.[16][20] Os instrumentos de sopro e os violoncelos foram acrescentados em uma sessão posterior, em 15 de dezembro, contribuindo para o arranjo mais denso que daria origem à tomada 26.[16][20] Depois de ouvir as mixagens da tomada 7, de caráter mais leve, e da nova versão orquestrada, Lennon decidiu que preferia o início da primeira e o restante da segunda e pediu a Martin que as combinasse. Martin explicou que as duas gravações haviam sido executadas em tons e andamentos diferentes, ao que Lennon respondeu que ele certamente encontraria uma maneira de resolver o problema.[19][20] Martin e Geoff Emerick ficaram, assim, encarregados de unir as duas gravações por meio da manipulação da velocidade das fitas.[19][20]

Em 22 de dezembro, Martin e Emerick combinaram as tomadas 7 e 26 utilizando dois gravadores, uma tesoura de edição e os controles de velocidade variável dos equipamentos. Para compensar as diferenças de andamento e tonalidade, aumentaram gradualmente a velocidade da primeira versão e reduziram a da segunda, aproximando-as o suficiente para permitir a junção.[19][20] O ponto de edição foi colocado aproximadamente na marca de um minuto, no início do segundo refrão, a partir de onde passa a ser ouvida a versão orquestrada.[19][20] Como a tomada 7 não continha um refrão depois da primeira estrofe, uma pequena seção com as primeiras palavras do refrão foi também inserida a partir de outro ponto da mesma gravação.[16][19] A manipulação das velocidades das fitas alterou também o timbre da voz de Lennon: na segunda parte, reproduzida em velocidade reduzida, sua voz adquiriu uma sonoridade mais grave, espessa e incomum, que contribuiu para o caráter psicodélico da gravação.[19]

No encerramento da gravação, algumas vocalizações de Lennon ficaram audíveis ao fundo, incluindo a expressão "cranberry sauce".[16][22] Durante os rumores sobre a suposta morte de Paul McCartney, alguns ouvintes interpretaram a frase como "I buried Paul". Lennon posteriormente confirmou que havia dito "cranberry sauce", e McCartney também rejeitou a interpretação associada ao boato.[15]

Pouco antes de sua morte, em 1980, Lennon manifestou insatisfação com a gravação final de "Strawberry Fields Forever", afirmando que ela havia sido mal gravada e chegando a acusar McCartney de ter sabotado inconscientemente a produção da faixa.[15]

O lançamento

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Quando o empresário Brian Epstein pressionou Martin para o lançamento de um novo compacto dos Beatles, Martin lhe disse que os Beatles haviam gravado "Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane", as quais, na opinião de Martin, eram as melhores canções até então. Epstein disse que eles lançariam as canções num compacto de duplo lado-A, como tinham feito com o compacto anterior "Yellow Submarine" & "Eleanor Rigby". O compacto foi lançado nos E.U.A. no dia 13 de fevereiro de 1967, e, no Reino Unido, no dia 17 de fevereiro de 1967. Seguindo a filosofia da banda de que canções lançadas em compactos não deveriam estar nos álbuns novos, ambas foram finalmente excluídas do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas posteriormente Martin admitiu que isso foi um "erro terrível".

Pela primeira vez, desde "Love Me Do" em 1962, um compacto dos Beatles falhou em alcançar o topo das paradas do Reino Unido. Ficou em segundo lugar, ultrapassado por "Release Me", de Engelbert Humperdinck. Numa entrevista de rádio à época, McCartney disse não ter ficado chateado porque a canção de Humperdinck era de um tipo totalmente diferente. Starr depois disse que tinha sido um "alívio", porque "tirou um pouco da pressão". "Penny Lane" alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos, enquanto "Strawberry Fields Forever" chegou ao oitavo.

A canção é a faixa de abertura da coletânea 1967–1970, lançada em 1973, e também aparece na trilha sonora Imagine, lançada em 1988. Em 1996, três versões inéditas foram inclusas no álbum Anthology 2: A demo caseira original de John Lennon; uma versão alterada da primeira tomada de estúdio; e a sétima tomada completa, da qual se escuta apenas o primeiro minuto na versão master. Em 2006, uma nova versão mixada da canção foi inclusa no álbum Love; feita a partir de uma demo acústica (rodada na velocidade real gravada) e incorpora elementos de "Hello, Goodbye", "Baby, You're a Rich Man", "In My Life",  "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", "Penny Lane", e "Piggies".

Recepção crítica

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"Strawberry Fields Forever" foi aclamada pelos críticos e ainda é considerada um clássico. Três semanas depois de seu lançamento, a revista Time saudou a canção como "a mais recente amostra da espantosa inventividade dos Beatles". Richie Unterberger, do Allmusic, saudou a canção como "uma das maiores realizações dos Beatles, e uma das melhores canções da parceria Lennon-McCartney". Ian MacDonald escreveu em Revolution in the Head que [a canção] "mostra uma expressão de ordem superior... poucos - ou nenhum [dos compositores contemporâneos] - são capazes de expor sentimento e fantasia de maneira tão direta, espontânea e original". Em 2010, a revista Rolling Stone elegeu a canção como a terceira das 100 melhores canções dos Beatles. Também esteve presente na lista das 500 melhores canções de todos os tempos da mesma revista.[23] A canção foi escolhida como a segunda melhor dos Beatles pela Mojo, ficando atrás de "A Day In The Life". Ficou ainda em oitavo lugar das melhores músicas de todos os tempos pela Acclaimed Music.

Filme promocional

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O filme promocional de "Strawberry Fields Forever" foi um dos primeiros exemplos do que posteriormente ficou conhecido como videoclipe. Foi filmado nos dias 30 e 31 de janeiro de 1967, no Knole Park, em Sevenoaks. Foi dirigido pelo diretor de televisão sueco Peter Goldman. Goldman era amigo de Klaus Voormann, que o recomendou ao grupo. O filme apresentava efeitos de gravação reversa, animação stop motion, cortes (jump-cuts) de dia para noite, e os Beatles tocando e depois entornando tinta num piano vertical. Durante essa mesma visita ao Knole Park, Goldman produziu o filme promocional de "Penny Lane", que era o lado reverso do compacto que continha "Strawberry Fields Forever" (e, durante esse mesmo dia em Sevenoaks, John Lennon perambulou por galerias de antiguidades e comprou o poster de Pablo Fanque's Circus Royal, que o inspiraria a compor a canção "Being for the Benefit of Mr. Kite!"). Os filmes promocionais de "Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane" foram selecionados pelo MoMA de Nova York como dois dos mais influentes videoclipes do final da década de 1960. Ambos foram originalmente transmitidos nos E.U.A. no dia 25 de fevereiro de 1967, no programa de variedades The Hollywood Palace, com o ator Van Johnson como apresentador. The Ed Sullivan Show e outros programas de variedades logo deixaram suas restrições de tempo para permitir apresentações de música psicodélica. Um desenho animado baseado na canção foi o último episódio produzido para série de desenhos animados intitulada The Beatles.

Os músicos

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The Beatles:

Músicos adicionais e equipe de produção:

  • George Martin - produtor, violoncelo e arranjo de trompete
  • Geoff Emerick - engenheiro de som
  • Mal Evans - reco-reco
  • Neil Aspinall - guiro
  • Terry Doran - maracas
  • Tony Fisher; Greg Bowen; Derek Watkins; Stanley Roderick - trompetes;
  • John Hall; Derek Simpson; Norman Jones - violoncelos.

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 «Strawberry Fields Forever» (em inglês). The Beatles. Consultado em 7 de setembro de 2026
  2. «The Singles Collection» (em inglês). The Beatles. Consultado em 7 de setembro de 2026
  3. Eder, Bruce. «Magical Mystery Tour [EP] Review» (em inglês). AllMusic. Consultado em 7 de setembro de 2026
  4. 1 2 «The Beatles, 'Strawberry Fields Forever'» (em inglês). Rolling Stone. 16 de setembro de 2021. Consultado em 7 de setembro de 2026
  5. Plagenhoef, Scott (9 de setembro de 2009). «The Beatles: Magical Mystery Tour» (em inglês). Pitchfork. Consultado em 7 de setembro de 2026
  6. Jackson, Blair (17 de julho de 2026). «Classic Tracks: The Beatles' "Strawberry Fields Forever"» (em inglês). Mix. Consultado em 7 de setembro de 2026
  7. «Our story» (em inglês). Strawberry Field – The Salvation Army. Consultado em 7 de setembro de 2026
  8. «Strawberry Field and The Beatles: the legacy of a Liverpool landmark» (em inglês). Strawberry Field – The Salvation Army. Consultado em 7 de setembro de 2026
  9. «Strawberry Field's long history of Summer Fetes» (em inglês). Strawberry Field – The Salvation Army. 27 de junho de 2025. Consultado em 7 de setembro de 2026
  10. Davies, Hunter (1968). The Beatles: The Authorized Biography (em inglês). [S.l.]: McGraw-Hill. p. 9
  11. Jones, Rachael (2024). «Places they remember: Penny Lane and Strawberry Fields». Family & Community History (em inglês). 27 (2): 106–132. doi:10.1080/14631180.2024.2359836
  12. «Song Facts: Strawberry Fields Forever/Penny Lane» (em inglês). The Beatles Story. 24 de novembro de 2016. Consultado em 7 de setembro de 2026
  13. 1 2 Spitz, Bob (2005). The Beatles: The Biography (em inglês). New York: Little, Brown and Company. p. 641. ISBN 1-84513-160-6
  14. «The Beatles Anthology» (em inglês). The Beatles. Consultado em 7 de setembro de 2026
  15. 1 2 3 Sheff, David (1981). «Playboy Interview: John Lennon and Yoko Ono». Playboy (em inglês)
  16. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Winn, John C. (2009). That Magic Feeling: The Beatles' Recorded Legacy, Volume Two, 1966–1970 (em inglês). New York: Three Rivers Press. pp. 68–69. ISBN 978-0-307-45239-9
  17. Turner, Steve (1999). A Hard Day's Write: The Stories Behind Every Beatles Song (em inglês) 2 ed. New York: HarperCollins. pp. 118–119. ISBN 0-06-273698-1
  18. «The real story of Strawberry Fields» (em inglês). The Oldie. Consultado em 7 de setembro de 2026
  19. 1 2 3 4 5 6 7 8 Emerick, Geoff; Howard Massey (2006). Here, There and Everywhere: My Life Recording the Music of the Beatles (em inglês). New York: Gotham Books. ISBN 978-1-59240-269-4
  20. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Lewisohn, Mark (1988). The Complete Beatles Recording Sessions: The Official Story of the Abbey Road Years (em inglês). London: Hamlyn. p. 87. ISBN 0-600-55798-7
  21. 1 2 Everett, Walter (1999). The Beatles as Musicians: Revolver through the Anthology (em inglês). New York: Oxford University Press. p. 79. ISBN 978-0-19-512941-0
  22. 1 2 «Anthology 2» (em inglês). The Beatles Official Store. Consultado em 7 de setembro de 2026
  23. «The RS 500 Greatest Songs of All Time». Rolling Stone. 9 de dezembro de 2004. Consultado em 2 de janeiro de 2024. Arquivado do original em 22 de junho de 2008