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A mostrar mensagens de agosto, 2009

TUAS

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Gostava de escrever sobre magia. Gostava de ser mĂĄgica e desaparecer. Evaporar-me no ar, transportar-me atĂ© Ă s estrelas. Teria, no entanto, saudades tuas. De falar excitadamente e tu, sufocares-me com beijos. De te surpreender quando te beijo, sorrateira, na curva dos teus joelhos, na dobra do teu cotovelo. 2Âș NĂŁo sei porque se diz "triste como a noite". É quando sorrio mais. Quando te olho de uma certa maneira, e sinto a tua cumplicidade. Depois, pego-te na mĂŁo e deito-te na minha cama. Foto de Georg Suturin Textos protegidos pelo IGAC - CĂłpias proibidas. Texto jĂĄ colocado no WORLD ART FRIENDS

GLORIOSA - PARTE IV

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Resolvi.. Com uma manhĂŁ tĂŁo gloriosa, cheia de sol e sorrisos, esqueci-me do que resolvi. E, como me esqueci, resolvi deambular pela praia e deixar que o mar me mordesse os pĂ©s. A flirtar comigo, o mar? Um convite descarado, para um tĂȘte-Ă -tĂȘte ardente ? TĂŁo ardente como o que nos uniu ontem? Em que voltei a desconhecer o meu corpo . (Foto "164" de Georg Suturin) (Textos protegidos pelo IGAC - CĂłpias proibidas) (Texto jĂĄ colocado no WAF)

DANÇA DE PRAZER - PARTE III

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Quando me deito, na cama macia e fresca, jå não guardo segredos. Espalham-se nas linhas direitas da almofada, vazios de sentido. Revelam-se contra o teu corpo , anulam-se e dispersam-se. O que resta? Os corpos, os dois, fechados numa lenta dança de prazer. (Foto de Aleksander Krivicij) (Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas) (Texto jå colocado no WORLD ART FRIENDS)

PRAZER OCULTO - PARTE II

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Espero-te. Algures. Entre a proa do barco encalhado, e a praia. Desta vez, nĂŁo trago nada. Nem histĂłrias para contar. Fico pela fantasia descoberta na areia molhada. Escrita pelo prazer oculto de dois corpos a amarem-se Ă  beira-mar.. (Autor da foto: Steve Bingham) (Textos protegidos pelo IGAC - CĂłpias proibidas)

LOUCA INSENSATA

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Espero-te, com beijos insensatos E, sempre com loucos desejos. Sei, que o meu corpo te fala e te conta como, eu deixo de ser sensata, quando te sinto, quando te penso. Quero continuar a ser essa louca insensata, que te baralha, ri e chora, percorrendo o teu desejo, navegando em ti. Espero-te. Nessa insensatez sensata do meu prĂłprio desejo. (Foto "Test" Domininique Lefort) (Textos protegidos pelo IGAC - CĂłpias proibidas) (Texto jĂĄ colocado no WAF)

PORQUE NÃO CHOVE

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Hoje, diz-se que o dia Ă© de VerĂŁo Um dia de festa, de alegria Porque nĂŁo chove Num monĂłlogo absurdo Talvez eu deva falar sobre isso Mas, hoje, eu acordei com raiva Cravada na pele E escrever sobre essa raiva, Sobre essa angĂșstia Posso escrever muita coisa Mas, supostamente o dia Ă© de VerĂŁo A luz acaricia-me, pede-me um sorriso Recebe, apenas, cinzas…. (Foto "Splash II" AndrĂ© Gouveia Paiva, Olhares.Com) (Textos protegidos pelo IGAC - CĂłpias Proibidas)

DE FRENTE

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Hå muito que não escrevo sobre o pÎr-do-sol. Ou me sento em frente à janela, pura e simplesmente , para passar o tempo. Hoje, é isso mesmo que vou fazer. Descalçar-me, sentar-me na posição de Buda, e olhar o pÎr-do-sol . De frente. E, sobre o que ele ler nos meus olhos , prometo que não escreverei. (Foto "Banho de Luz" Paulo Vieira, Olhares.Com) (Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas)