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A mostrar mensagens de agosto, 2015

SAUDADE

Saudade... O que posso eu dizer sobre a saudade? Que palavras posso eu escolher... Para a descrever, para a colorir … NĂŁo posso... Porque nĂŁo hĂĄ cores... Cores que a definem... Apenas se pode sentir... Saudade...

O PECADO DE MADALENA - PARTE III

E o Joaquim lĂĄ começou a frequentar as reuniĂ”es dos AA, estudou a proposta de trabalho da Madalena e entrou como sĂłcio naquela empresa de produtos tĂȘxteis inovadores. De que a Madalena queria desviar parte do capital e investir numa empresa de serviços de que o tal Martim era sĂłcio. Seria? Joaquim duvidava; nĂŁo gostava nada do tipo que mais parecia um gigolĂŽ que um homem de negĂłcios. “ Oh, querida! NĂŁo penses mais no assunto! Vem almoçar comigo na Furna; adoras aquele restaurante!” dizia, nesse momento o Martim a Madalena. Enquanto ouvia os desabafos dela, Martim fazia contas. JĂĄ tinha conseguido sacar-lhe uns milhares e aquela proposta era apenas para acabar com ela. Reinventar-se-ia noutra cidade, com outro nome Ă  procura de mulheres solitĂĄrias, aborrecidas e dispostas a investir dinheiro nos esquemas fantasiosos dele. Martim sabia como seduzir uma mulher e esse era o seu trunfo para viver uma vida luxuosa. Sem ter que estar fechado num escritĂłrio das 09h00 Ă s 18h...

O PECADO DE MADALENA - PARTE II

Sim, o Joaquim era um alcoĂłlico em recuperação. E tudo tinha começado quando a JĂșlia, a mulher tinha fugido com o professor de yoga e morrido naquele desastre aparatoso. Por muito que lhe doesse a traição, teria recuperado se aquela maluca nĂŁo tivesse levado tambĂ©m o filho de ambos e a criança nĂŁo tivesse ficado ligada Ă s MĂĄquinas. As MĂĄquinas que o Joaquim teve que concordar que fossem desligadas. Ficou atĂ© ao fim e depois entrou no bar em frente do Hospital e bebeu. Continuou a beber durante o funeral e nos meses que se seguiram. Desleixou-se, desinteressou-se do negĂłcio atĂ© que a MĂŁe, uma pessoa discreta e que tanto sofreu com o vĂ­cio de jogo do Pai, teve uma conversa muito sĂ©ria com ele. “ NĂŁo foste sĂł tu quem perdeu o Nico. Eu tambĂ©m o perdi e nem sequer te lembras disso! Custa-me, mas o que me custa mais Ă© ver que estĂĄs a desistir. NĂŁo sĂł do teu filho, mas do resto do Mundo e tenho a certeza de que o Nico nĂŁo queria que estivesses assim.” 2ÂȘ Parte do meu conto s...

O PECADO DE MADALENA

Naquele dia, a discussĂŁo foi intensa e toda a gente, inclusive o Eduardo TrapalhĂŁo parou para escutar. Nunca a Madalena tinha falado com tanto azedume ao Joaquim nem este tinha elevado a voz assim. Depois a porta do gabinete abriu-se, mal dando tempo ao Guilherme para fugir e a Madalena saiu. Entrou no gabinete dela, fechou a porta com estrondo e baixinho, toda a gente começou a tecer histĂłrias sobre a discussĂŁo. No outro gabinete, Joaquim tentava acalmar-se. O que se passava com a Madalena? Desde que conhecera aquele Martim, estava diferente e hoje tinha sido muito inconveniente. Principalmente porque lhe tinha chamado alcoĂłlico. Apercebeu-se da indiscrição e pediu desculpa, mas jĂĄ tinha sido dito. Tema proposto: Caprichos 1ÂȘ parte Nota: Aceitam-se sugestĂ”es sobre o que vai acontecer a seguir

VÍCIO II

Sou um homem justo que joga com a vida. É emocionante estar vivo...  Acordar de manhĂŁ e saber exactamente o que fazer.... Ditar as regras e viver de acordo com isso. Imprevistos? HĂĄ sempre imprevistos...  Temos que estar preparados para isso; Ă© inevitĂĄvel... É uma das regras do jogo... Uma outra regra? NĂŁo ter medo de o afirmar... Que viver Ă© um vĂ­cio fascinante... Apostamos tudo e ganhamos o Mundo... Um outro excerto do meu texto sobre o tema "VĂ­cio"

VÍCIO

Pergunta-me se tenho algum vĂ­cio? Deixe que lhe faça uma pergunta... Quem nĂŁo tem um vĂ­cio? HĂĄ-os discretos e outros sĂŁo impossĂ­veis de esconder. Todos sabem que “fulano” gosta de jogar nos casinos e perde fortunas, mas ninguĂ©m sabe que “sicrano” Ă© adepto de desportos radicais... Por isso, porque Ă© que estĂĄ tĂŁo interessada no meu vĂ­cio? Se Ă© viver o meu grande vĂ­cio... A vida Ă© o meu jogo e gosto de a controlar...  Posso jogar ocasionalmente num casino, sĂł pela emoção de lançar os dados e sentir como derrapam no veludo. Mas sei quando parar; nĂŁo fico desesperado quando perco... Porque jĂĄ perdi o interesse... JĂĄ nĂŁo Ă© um desafio... E nĂŁo, nĂŁo vou negar de que gosto de mulheres bonitas e que conquistĂĄ-las Ă© tambĂ©m um jogo... Que nĂŁo tem necessariamente que ser perverso; sĂł sedutor e por vezes, extravagante... TEMA PROPOSTO: VÍCIO 1ÂȘ parte do meu 1Âș rascunho 

PERGUNTA NO AR

O que Ă© o vĂ­cio? O que Ă© a virtude? O que os define? O que os une? Ou sĂŁo o contrĂĄrio um do outro? NĂŁo sei... Deixo a pergunta no ar... Se bem que eu ache que a resposta perfeita Ă© . ... VIVER...

A OUTRA VOZ

Este Ă©, talvez um texto muito pessoal... Mas tudo Ă© pessoal quando me lembro da minha MĂŁe... Porque hoje estou no lado escuro do Mundo e a minha MĂŁe sabia tudo sobre esse lado aborrecido da Vida... Deixava que a dominasse e nesses dias nĂŁo falava, nĂŁo sorria...  E eu? NĂŁo estou a sorrir, mas estou a falar...  Com a minha outra voz...