ĂNICA NOTA
Perdoa-me. Se fiz orelhas moucas Ă s tuas palavras encantadas, se virei as costas ao desejo mudo do teu beijo, se me isolei algures numa torre de marfim. Nem eu prĂłpria sei onde quero ir, o que quero fazer. NĂŁo quero sonhar - tenho medo "deles". "De quem, querida? Quem sĂŁo "eles"?" Perguntas-me, e a Ășnica nota que retenho, na minha mente, tĂŁo cansada, tĂŁo sĂł, Ă© o abraço em que me deixas adormecer. Foto de Graça Loureiro, "Reaching Out" (Olhares) Textos protegidos pelo IGAC - CĂłpias, totais e/ou parciais, proibidas