quarta-feira, julho 27, 2005

Singular e Plural

Mãe e Pai = Pais
Imão e Irmã = Irmãos
Primo e Prima = Primos
Homem e Mulher = Homem (absorvente... completamente)
Dia e Noite = Dias

Avó e o Avô = Avós

Ontem foi o dia dos Avós... aqueles elementos fundamentais, quer sejam nossos ou dos nossos filhos... Já não tenho nenhum, conheci bem três e um, muito mal.

O Besnico, tem os quatro.

Obrigada

segunda-feira, julho 25, 2005

Comentários

Não estavamos todos juntos há seguramente mais de um ano. Ou pelo menos, o ano passado, eu não fui ao encontro anual, já não sei porquê. Sabe lindamente olhar hoje para nós cheios de filhos, barrigudos e cheios de brancos e jantar no sitio do costume, Em cima do mar... carregadinhos de recordações.

Eles têm uma menina pequenina, que veio com os pais e ficou até tarde.
Chegando a hora de os pais pensarem em ir embora. Poderia bem ter ido o pai ou a mãe e ficar o outro... Aliás... o que aconteceu com um dos casais presentes. Ele foi para casa com as crianças e ficou até com as crianças da cunhada; 4 no total, entre os 4 anos e os 6 meses... e elas ficaram connosco, porque eram os seus amigos. Mas, não. Tiveram de ir os dois para casa... porque não andam separados... Mas, na manhã seguinte... um ficou a dormir... e o outro foi à praia com a menina... Porque não andam separados... e depois fartam-se de falar...

E eu? Eu não tenho nada a ver com isso, aliás, não me meti, nem sequer comentei. Mas... que me incomoda... ahhh incomoda...

Preocupações de Pai

- Então já falaste com a professora, sobre a menina que lhe bate.
- Não. Não falei, nem vou falar, quem bate é o Besnico e não os outros. Se se defenderem, ou tomarem a iniciativa, de atacar...
- Ele, fala sempre na mesma, menina. - Diz o Pai.
- Não puxes o assunto, nem dês importância... Ele também diz, que tu gostas de ver Mulheres despidas...e que as vê na tua casa... na tua televisão...

O pai passou-se... e eu fartei-me de rir!

Gostei de te ver

Abrandei, para te acenar e te dizer, um Olá, andado e sem paragens. Fizeste-me sinal, para encostar e entre uma sandes à pressa, a correr na minha hora de almoço em apenas cinco minutos, soubemos o essencial um do outro, sem desligar o carro, nem quase retirar as mãos do volante.

Não falávamos há seguramente 10 anos. E mais uma vez, nos cruzámos, por acaso, na rua. O acaso, cruzou-nos tantas vezes... engraçado continuar a fazê-lo.

Fiquei a pensar, que a minha vida, tem tão pouco para contar... assim resumidamente, consegui fazê-lo num instante, concentrando-a no mais importante.

O meu casamento, o meu divórcio, o nascimento do meu filho, mais uma separação, a minha vida a dois com o meu filho, o meu mau feitio, os nossos egoísmos... as nossas profissões, as nossas familias pais e irmãos... e já está.

Por outro lado, acho também que fui injusta... Havia tanto para falar, para contar, para partilhar... Mas, fará sentido?

Sinto-me cada vez mais de coração na boca. Falo tudo, logo ali. Sem pensar no que digo, respondendo aos instintos, que me provocam os outros.

Fiquei na dúvida se estavas a ser simpático comigo, ou se te lembravas realmente do que eu te dizia... já há 14,15 anos? Passou tanto tempo. Tanta vida, para cada lado... Mas, estás na mesma. O tempo, foi simpático contigo.

Tentei reportar-me lá aquele tempo e não consigo ordenar, nada cronológicamente. Nem justificar, porque é que fizemos um almoço de despedida, antes do teu casamento e não nos procurámos mais. Não nos vimos mais... a não ser por acaso... mais uma vez, quando estavamos os dois casados.

Podias ser um amigo colorido, mas sempre te vi como um amigo. Não daqueles Amigos, com aquela letra, não porque eu não o quisesse, mas porque tu não o querias. Quando estavas comigo, estavas mesmo, igual a agora. Estavas lá, naqueles 5 minutos, mas depois quando não estás... não estás mesmo, pensava eu que nem em memória... Mas... enganei-me.

Beijos até ao próximo cruzamento.

sexta-feira, julho 22, 2005

Janelas carregadas de caixinhas de surpresas

Existem pessoas, por aqui, que nos tocam.
Pessoas com quem de algum modo nos relacionamos.
Umas vezes é mutuo. Outras vezes é unilateral.

De vez em quando, fico toda baralhada, quando o meu coração se aperta, porque alguém que gosto, mesmo sem conhecer, me foge.

Raio da mulher... possessiva... Chiça, que até os blogueres, que eu gosto, não gosto de ver fugir.

Não gosto de despedidas... Nem de despedidas definitivas. O até nunca incomoda-me, mexe comigo. A todos os niveis, em todos os relacionamentos que mantenho, ou mantive... mas não consigo deixar de pensar, que apesar de passados, fazem parte do momento em que penso neles... e vão-se transferindo, para o presente, como agora...

Não gosto de um até..., nem de um Adeus, nem de um até ver...
Gosto mesmo é de um até logo, ou até amanhã, ou até já... em especial, quando me querem dizer Adeus definitivos.

E fico baralhada quando esses sentimentos da vida real, se espelham, como por magia, por aqui...

Quando nasceu a Partilhas, ela levava tudo mais leve. Guardava as distâncias, respeitava os espaços, entendia, que os outros são como ela... escrevem se lhes apetece e para eles próprios, não para mim...

Só que há pessoas, que escrevem para quem querem, mas eu leio-as aqui, sózinha, como se escrevessem para mim... Ou outras, como se falassem, directamente, nos meus olhos, numa amena conversa.

Outras ainda, zarpam, num devaneio não esperado, não se sabe para onde...

E depois eu fico incomodada.

Há quem goste mais de dizer; Adeus. Outros não dizem nada. Outros deixam de escrever e ponto. Mas, fazem-me falta. Uma pessoa habitua-se e depois custa, como o caneco, respeitar os espaços dos outros.

Não falo de ti, meu Amor lindo. Que nós comunicamo-nos de outros modos.

No carro

A caminho de casa.

- Mãe, o pai gosta de mulheres despidas...!
- Ahhh é?
- E eu também!
- Ahhhh! (fazendo um esforço danado, para não me desmanchar a rir... ainda bem que estava de costas!) Então, conta lá, onde é que vocês vêm mulheres despidas.
- Em casa do Pai!
- Ahhhh!
- E na televisão do Pai!
.......... Deixei passar uns momentos
- Com que então, tu gostas de mulheres despidas... Conta lá, onde é que as vês!
- Na Rua!
- Na Rua?!!!! Ahhhh! Ok!

quarta-feira, julho 20, 2005

Birras

A familia estava reunida à volta da mesa, em casa dos meus tios.
O Besnico, intercalava, entre mexer nas chávenas de café (ainda vazias), alternadamente e o açucareiro... até que acabou por entornar o acuçar... parte... ainda estava eu a apanhar o açucar da mesa, quando ele vira o copo de água.

Passei-me.

Peguei nele e institivamente pulo, no lado de fora da porta. A cozinha tem a porta logo ali ao lado...

A madrinha dele, foi atrás dele... e eu passei-me ainda mais...

O ambiente ficou tenso... e nós tensas uma com a outra.

Contrariamente ao habitual, estivemos mais de uma semana sem falarmos uma com a outra... e eu acabei por telefonar...

- Olá Meu Amor, estás bem?
- Estou e Tu?
- Também... Podes falar?
- Estou a trabalhar!
- Então ligo mais logo, era só para dar um Beijo...
- Não, não, não. Não desligues... Quero jantar contigo... Ficámos tristes ma última vez, que estivémos juntas...
- Pois foi... Mas, está tudo bem... Só nós é que não precisamos de grandes palavras, para enterdermos, que não ficámos bem...

Mais de uma semana depois, lá fomos jantar as duas...

Ela, é uma das pessoas, mais importantes da minha vida. Além de minha prima, é minha Amiga. A madrinha do meu filho e uma das (há mais) mulheres/parte de mim, que melhor me conhece.
Somos completamente diferentes uma da outra. Mas, completamo-nos...

Falámos de muitas coisas, antes de partilharmos, as nossas opiniões do nosso arrufe.

Ela, pode dizer-me o que quizer. Aliás, deve dizer tudo. Mas... há que ter atenção, no como e no quando...
Eu defendia, que ela me desautorisou e não pode fazê-lo!
Ela defendeu, que ficou chocada, com a minha reacção e com pena dele.

Expliquei o meu instinto; na sala, há muita coisa para partir... Eu tinha o açucar e a água, para apanhar, não podia esperar outro acidente, porque não tinha olhos... e ninguém na mesa, me tinha auxiliado, nem sequer reparado, nas chávenas dançantes, nem no açucar, só no copo de água e na minha tampa, a voar... e claro está, não estava sózinha com ele, na minha casa...

Ela reagiu; Então a tua zanga era connosco e não com o Besnico!
Demorei a interiorizar, a ideia... Ela tinha razão. Éramos 8 pessoas à mesa e ninguém ajudou a chamá-lo a atenção, mas todos se viraram contra mim, no exagero da minha reacção... E eu passei-me, com eles, por não terem visto o que estava à sua frente... Mas, não percebi... o que à posteriori ela tão bem identificou...

- Sabes - Dizia ela - nem sempre é fácil entender, que tu queres ajuda... contigo, tudo parece sempre sob controle.
- Quando eu estou com vocês e falo; de ti, do teu marido, dos teus pais e dos meus, conto convosco. E não espero, que estando lá... deixem tudo para mim, nem que seja preciso pedir... A verdade é que quando vocês intervêm, é tudo mais fácil... Mesmo que de vez em quando, eu ache exagerada, esta ou aquela reacção dos nossos pais... tenho que aceitá-las, eu preciso delas e das outras...

E assim ficámos; esclarecidas. Acho que nunca tinhamos ficado, tão esquerdas uma com a outra... Foi bom, resolver.

segunda-feira, julho 18, 2005

Voltei(-me)

Substituí o azul do oceano, completamente flat, da semana passada, pelo azul deste écran...
Troquei as birras do meu filho, por outras...

E aproveito a energia de hoje, para tentar colocar atrasos em dia e não deixar atrasar os do dia...

Foi uma semana de mais interrogações, de certezas, de descansos e desesperos... de choques frontais entre 3 décadas... muitas vezes a niveis inimagináveis, nos meus piores pesadelos...

Deparo-me com a questão de ter um filho de personalidade forte... o que é positivo... mas que me declara guerra aberta, a tudo e mais algumas coisas...

Embirra como ninguém... provoca, como ninguém... desafia como ninguém... e... corre como ninguém, salta, pula e dança, dá os melhores beijos e abraços do mundo... e tem a gargalhada e o sorriso, mais expansivo do mundo...

Sempre me disseram, que o Amor é dificil e que não existem relações perfeitas... eu sei... Mas, até com o meu filho, tenho de ser uma Melga?

quinta-feira, julho 07, 2005

Favores

Não gosto nada de pedir favores.
Reservo-me, para quando precisar mesmo...

Claro, que não falo de pedir boleias, números de telefone... DJ exclusivo... roupa. Pedir à minha ma~e, para me ficar, com o meu filho...

Falo daquilo que nos soa a favor, que sentimos que é favor. Algo, que alguém nos dá, sem ter a obrigação disso e que de algum modo fica prejudicado, com esse favor, em meu próprio beneficio. Fico em falta, com uma dívida...

Incomodam-me situações em que eu sinta, que mais dia, menos dia, me podem cobrar... Há quem lhe chame orgulho, eu chamo-lhe independência. E se eu sacrificar alguns pontos, da minha vida, para, não me sentir em falta com ninguém... melhor!

Claro, que há aquelas pessoas, que pedem tudo a toda a gente, sem problemas de nenhuma espécie... e que quando precisam realmente... não contam, com ninguém... por serem abusadores.

E existem aquelas pessoas, que de tanto se sentirem em falta, nos querem compensar, por isso. Só que, nem sempre a medida da falta, é vista na mesma quantidade...

Outras, são tão prestáveis, que se tornam invasoras.

E outras... as que nunca têm nada a dar...

segunda-feira, julho 04, 2005

Definições

Gostava de ter a clareza de espirito suficiente, para escrever o que para mim significa;

1 - Coragem,
2 - Cobardia,
3 - Verdade,
4 - Mentira,
5 - Paixão,
6 - Amor,
7 - Vida
8 - Morte
9 - Solidão

Estou na nona, onde me falta logo à partida, a primeira. Significa que me auto-remeto, para a segunda? E estando na segunda, como conseguirei algum dia, falar da terceira? E não vivendo da, na e para a terceira... estou cheia da primeira, a viver na quarta, sem a terceira, a quinta, a sexta... Não tenho a primeira, para referir a oitava...
Afinal, que significado, tem cada uma delas?

Partilhas em todas as direcções

sexta-feira, julho 01, 2005

À Parte, numa janela aberta, escrevo, o que sinto, como se fosse o registo do meu batimento cardíaco… das emoções, que a vida me oferece e daquelas que eu aceito.

Algumas vezes, não sinto nada. Então, ligo-me à corrente e tento devolver-me, a mim...

Olho-me ao espelho e nem sempre me reconheço.

Futuro

- Tens medo de ti?
- Tenho!
- Os teus olhos já não brilham, como brilhavam!
- É normal. Já não estou apaixonada por ti. Ainda bem que finalmente entendes a diferença.
- Se não tivesses tão mau feitio, eras uma fada...
- Sem resposta!