quarta-feira, novembro 30, 2005

Dar / Receber

Afinal, no Amor...
É suposto dar? Ou receber?
Ou os dois?
Em que medida?
O que é mais fácil?
Dar? Ou ter a capacidade de receber?
Porque é que queremos Amar? E ser Amados?
Damos, quando Amamos, ou quando somos Amados?
Recebemos quando Amamos, ou quando somos Amados?

Podemos Amar, sem sermos Amados? Ou sermos Amados, sem Amar?

O que é o Amor?

segunda-feira, novembro 28, 2005

O conforto da Amizade, no feminino

O Sofá, o Inverno, as mantas e as mulheres...

O Chá, uma bela conversa. O silêncio. A presença, ruidosa, do silêncio, que fazem os nossos sorrisos, quando nos sentimos em casa, quando aquela em que estamos não é a nossa. Entre a palhaçada de 3 gerações reunidas no feminino, de uma familia, que não sendo de sangue o É, na Alma e no Amor, que circula... sei lá eu em que sistema, do nosso corpo ou não...

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A disponibilidade...
Tantas vezes, que não te procuro a ti, porque te acho sempre tão ocupada e sem tempo, para dares conta de tudo... E afinal, estavas lá, aí, sempre, no mesmo lugar de todos os tempos.

Sabes? Mantenho ainda hoje o sorriso, da pergunta do teu pai... Estás a morar onde? Nem ele acreditava que 20 minutos, são suficientes para nos deslocar, de uma morada a outra...

Falávamos mais, quando tinhamos o mundo entre nós... e tu não estavas logo ali... E não nos podiamos chamar, porque estávamos fisicamente longe.

Lembro-me quando vieste de fugida, comida pelo clima, que não o nosso. Sem brilho.
O teu cabelo, tinha perdido os reflexos azulados, do negro liso, que também já não era tanto. Os teus olhos estavam baços, tipo mate, sem expressão, que não fosse um vazio, que não te fica bem.

Senti, aquele Nó no estomâgo, que sinto, quando... tu sabes em que ocasiões... E abracei-te, deixando-te partir novamente, triste, para um lugar que aprendeste a Amar...
Existe algum lugar que tu não Ames?

Acho que tens razão. Tu existes para Amar. O Amor é a tua essência, sempre foi. A alegria faz parte de ti, o humor, a inteligência, a humildade e o Orgulho... a vida reserva-nos sempre algumas surpresas... Eu sei que nós sabemos, que é sempre a mesma coisa, que nada muda... Mas, manter-se realmente exactamente assim, ao fim de tantos anos, de não estarmos só as duas...

Adoro-te miuda e tenho um orgulho do caneco em Nós!

sexta-feira, novembro 25, 2005

Porque não!

Acho que o que me incomoda mesmo é as pessoas sentirem-se inferiores por existirem… Acho mesmo que é a nossa capacidade de nos sentirmos inferiores que faz com que os outros se sintam e consigam até, ser superiores…

Os Americanos, são os melhores, porque se julgam os melhores… Os Portugueses são os piores porque se julgam os piores… Ninguém no mundo acha que os Americanos, são os melhores… mas eles…

Acho mesmo que é a discriminação, que me irrita, me incomoda. É a discriminação em si, que me é completa e absolutamente repelente.

Não consigo sentir-me discriminada em nada. Como não consigo, sentir-me superior em nada.

Todos temos direito à nossa individualidade… seja ela igual ou diferente!

Porque sim!

Acho que não consegui, explicar, realmente o que penso e o que sinto.

Nunca senti que o facto de ser tratada de modo diferente por ser mulher, fosse negativo. Pelo contrário;

-Gosto se um cavalheiro me abre a porta.
-Gostei dos olhares simpáticos da comunidade no geral, quando estava imensa de grávida.
-Gosto do meu papel de Mãe.
-Gosto de me sentir, naturalmente Mulher.

Também sei que fruto da força transmitida… é quase a medo, que alguém me dá… Porque me é, mais fácil dar, que receber… Como se o receber fosse algo difícil de aceitar, bem… Talvez me tenham dado pouco e eu não saiba aceitar… Ou talvez eu tenha sentido que me deram pouco, do tanto que não soube receber…

Se por algum acaso, alguém me faz um comentário, que sou menos forte (fisicamente) admito-o sem qualquer problema. Mais, aprecio até que o homem, saiba inteligentemente utilizar a sua força física. No sentido de a mesma ser utilizada, onde necessária. Do mesmo modo, que o corpo desprovido de musculo da mulher, é mais “elástico” devido à capacidade inata de gerar.

Assumo o papel conciliador e esférico da mulher. Que a natureza lhe atribuiu. O papel de gerar vida e de a manter. O papel apelativo, que é atribuído a todas as situações em que o mimo, é necessário e essencial à sobrevivência. (Embora, saiba que nem sempre sou assim, ou a maioria das vezes, não sou assim!)

Partindo do principio de que todos sentimos tudo, de modos diferentes. Existem mulheres que não conseguem ser atendidas por ginecologistas homens e outras que não se sentem à vontade com ginecologistas mulheres. Algo, na sua sexualidade as faz sentir assim. Do mesmo modo, que existem homens, que aceitam mais facilmente serem tratados, por enfermeiras, que por enfermeiros…

Vejo a mulher com características, mais intimistas, mais emocionais, com mais facilidade de comunicar e de se abrir, que os homens. Com muito mais interesse por ela própria e pelos outros, quer seja a família, a aldeia, o país ou o mundo no geral…

Para mim é claro e óbvio, que existem profissões tradicionalmente mais masculinas e outras mais femininas. A mulher, que escolhe uma profissão, em que a maioria dos que a exercem são homens… vai sofrer com isso. Mas, na minha opinião, não é por ser mulher, mas apenas por ser diferente dentro de um conjunto. Do mesmo modo, que um cego, que trabalhe na rádio, ou um deficiente motor que seja ser apresentador de televisão, um homem ou mulher preto a candidatar-se a primeiro ministro de um país maioritariamente branco, um recém licenciado, num grupo em que todos têm mais de 10 anos de experiência.

A diferença, existe. É uma realidade, mas não deve ser atribuída ao factor sexual, como um factor que assumimos à partida discriminatório.

Se existem 10% de mulheres deputadas é porque, existem menos mulheres a quererem ser politicas, do que homens. Porque existem menos mulheres a procurar o poder, do que homens. Mas, as que querem o poder, atingem-no. É a mesma coisa, que a menina mais feia da sala querer namorar o menino mais bonito, quando existem pelo menos 5 fantásticas, 5 médias altas, 5 médias baixas e ela, no fim da fila. A luta, não será fácil. Ela terá que analisar, se vale ou não a pena o esforço… E acontece o mesmo se se falar de o menino mais feio e da menina mais bonita da sala.

O que se procura é ser o melhor… se escolhemos um terreno que nos é hostil, claro que corremos mais risco de sermos mal sucedidos. Mas, não é o facto de sermos mulheres ou homens que define a dificuldade.

Quanto à família…

Para mim, é claro que se eu saio de casa à mesma hora que o meu marido, para trabalhar e regresso à mesma hora que ele. Ele tem as mesmas obrigações e direitos que eu. É uma questão de respeito e não uma questão sexual.

Se eu me levanto à mesma hora que tu e trabalho tanto como tu. Então em casa, é tão desonesto que eu me sente a ler o jornal diariamente enquanto tu fases o jantar como o contrário.

É claro, que as mulheres conseguem trabalhar 8 horas por dia (ou mais), serem tão bem sucedidas nas suas carreiras, quantos as suas opções o quiserem ser… sendo ao mesmo tempo, mães, mulheres e esposas…

Os homens por seu lado… mantém as suas profissões, trabalhando o mesmo número de horas, querem ser melhores pais… mas não sabem bem como, porque tiveram muito poucos exemplos disso. Raros, são os pais de hoje que tiveram pais aceitavelmente presentes… ou participantes. Querem ser bons maridos, mas também não sabem como, que com mulheres tão capazes de tudo, convenhamos… onde é que podem brilhar…? Querem ser mais participativos, mas como têm pouca flexibilidade e capacidade de adaptação, é-lhes muito complicado…

Em suma….

Quem me parece que precisa de definir o seu papel são os homens, que insistem em fazer de conta… que… E como não sabem lidar com as este tipo de questões, ignoram-nas… Mas, nós deixamos…

Os nossos pais diziam-nos que lá em casa era ele, que mandava, porque era ele, que punha a comida na mesa… E era essa capacidade que lhe dava todo o poder, a mulher e os filhos precisavam dele para subsistir… A partir do momento, que as mulheres subsistem sem eles… É o papel deles, que tem de ser redefinido e não o nosso… Mas, a nível familiar…

A mais nenhum!

quarta-feira, novembro 23, 2005



É linda ela...
Imagino-a num espaço fantástico, envolvente, ao nascer do dia, com janelas abertas e os passaros a chilrear lá fora. Pela superficie envidraçada do espaço, entram os raios de luz, com que a Natureza nos aquece. Venho de passear numa praia, contigo. O vestido de várias cores que me cobre, toca suavemente o chão e aproximo-me do primeiro degrau.
Olho para a enorme escadaria e coloco o pé direito. O salto do sapato, bate no metal e o som martelado do mesmo, assusta o silêncio, que começava então a despertar da noite quente.
Assustei-me e parei.
Recomecei a subir a escadaria imponente e ruidosa e a pouco e pouco, habituei-me ao som exagerado, que eu sózinha num edificio imenso, conseguia provocar.

A meio ... descalcei os sapatos de salto, que me davam o poder de ensurdecer, o silêncio... e em pontas dos pés recomecei a subir, devagar, adormecendo novamente o silêncio da manhã, que queria romper.

No cimo da magnifica escada, podia finalmente observar a caminho percorrido. E procurei o teu colo para descansar, mas tu não estavas lá... e eu nem tinha percebido, que subia a escada sózinha, que o barulho era só meu, que o silêncio tinha sido por mim imposto... eu não tinha percebido, que estava sózinha... de tão concentrada que estava no que fazia eu... sem ti...

Uma imagem

segunda-feira, novembro 21, 2005

Pai,

Queria escrever-lhe tantas coisas... Mas hoje, não sai nada!

Um Pai
Outro Pai
Tão só um Pai
Um pouco mais de Pai
Um diário de Pai

Gostava, que já que não escreves, conseguisses ler...
Nem que não seja em mais ninguém... que o fosse em ti... ou nele. Aquele que é e será para sempre o teu pai. Talvez fosse mais fácil, veres no teu filho, um Filho... Amigo sim, mas acima de tudo Filho.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Mais um

Não tarda tenho um lago deles, dentro de mim...
E são super indegestos...

Acho mesmo, que ainda que consiga eliminar, o seu corpo, o espaço um dia ocupado, continua lá.

E depois....

Juntam-se todos e reproduzem-se por si mesmos...

De forma imoral...

E reproduzem-se, dentro e fora...

E não vejo cura, para esta praga....

E de vez em quando, mais um e mais outro...

terça-feira, novembro 15, 2005

"Tótóbidado"

O que quer dizer...
"Muito Obrigado!"

Hoje o meu filho, é um bebé... Graaande..., que ainda se reconforta com a chucha... no carro ou na cama antes de adormecer...


O sorriso anda sempre com ele, mesmo quando está mais mal disposto. E o brilho no seu olhar vivo, retira-me as dúvidas, quando as tenho... se lhe exijo demais...



"Mãe... ( sorriso ) hoje estás um bocadinho chata!"
"Ups... desculpa Amor, eu sei...!"

Hoje, fui à Escola à hora de almoço.
Vesti de manhã, uma roupa de cor bem animada... que hoje é dia de festa e cantam as nossas almas...

"Mãe, estás tão linda!" dizia-me ele, enquanto olhava à volta para os colegas... todo orgulhoso...

"Tótóbidado Filho" :-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-)

Pai, eu hoje faço "quarto"anos

Acordei-o de manhã, como se fazia na minha casa, quando eu era da sua idade... Cantando-lhe os parabéns. A diferença é enorme... Eu tinha três pessoas a acordarem-se de sorriso aberto e doces vocês, cantarolando para mim, logo de manhã...
O meu filho, tem uma mãe e ponto final! Mesmo, que o cão lá de casa se entusiasme com o tom de festa, de manhã... o tom baixo, quase nem o chama!
Acabei por me romper em lágrimas de felicidade e nostalgia. Lágrimas, com que tento lavar o que me dói. Olhando para nós dois e sentindo, que não era isto, que eu queria oferecer ao meu filho.

Por mais, que algures no tempo, a produção independente fosse uma quase certeza. Hoje, acho que ela por si só não faz sentido.

Em 2001, não choveu no Outono.
O dia amanheceu solarengo, de temperatura amena.
O pai, tinha saído, não me recordo porquê.
Vesti-me, preparei o resto da mala, a minha e a tua. Sentei-me na mesa da cozinha, aquecida, por aquele sol que ainda era quente de Novembro e escrevi uma carta aos meus pais.

Tentei dizer-lhes o quanto os amo, o quanto os admiro, o quanto eu preciso deles. Naquele dia, em que eu seria mãe, de um bebé que nunca quiz saber se era menina ou menino, mas que tinha a convicção de ser menina...
A cesariana estava marcada e eu tinha de chegar ao Hospital às 12horas.
Aquele era o dia em que eu me tornaria mais próxima da minha mãe. Em que um elo invisivel nos ligaria para sempre. Mesmo, que sempre próximas, sabia que esse dia, nos tornaria ainda mais cumplices. Não me enganei.

Os médicos estavam entretidos com os seus utensilios enquanto eu conversava animadamente com a anestesista e com eles. A aposta era se seria menina ou menino. Só um dos médicos sabia e o pai... ele quiz saber. Teve o direito. Eu queria a surpresa... Até ao momento do nascimento, não queria imaginar nada... E esperei, calmamente, pelo momento mágico.

De repente eles calaram-se, os rostos tornaram-se sérios... Assustei-me... Era o cordão... tinha duas voltas... depois seguraram-no pela nuca... ficou enorme... e chorava alto e em bom som... Aí foi-se a descontracção e chorei a bom chorar... aquele bebé enorme era o meu filho - visto de baixo, parecia enorme... mas não era. Foi a anestesista quem do meu lado direito, me diz; "É um rapaz!" Eu nem tinha tido curiosisdade para saber se era menina ou menino...

-Olha! Agora deu-lhe para a emoção, brincava o médico mais novo, comigo.

Mas a emoção era realmente grande e eu não conseguia parar.

Ao sair para o recobro, queria ver a minha mãe. A Minha Mãe! A Partilha da emoção de ser Mãe, só era possível com Ela... Algo, que o meu filho nunca terá comigo... Pode tê.lo com o pai... Mas, não comigo...

Parabéns Meu Amor! Sê Feliz, muito feliz!

domingo, novembro 13, 2005

A carta

Lembro-me da carta que te escrevi, quando a tua mãe, estava doente. Não queria telefonar, mas os amigos, que o são, não mantêm silêncio, quando o outro chora.
Sei que a recebeste, na véspera, de ela morrer. Ontem, quando falámos dela. Mais uma vez, não falámos da dor. Mas, os nossos olhos e o sorriso, falaram tudo.

Vejo-te pouco.
Acho que os anos, nos afastaram da mesma sintonia.

Confesso que tenho curiosidades, não satisfeitas...
Mas gosto muito de ti. E gosto quando te vejo.

Vontade

Quando sinto vontade de escrever, para clarificar as minhas ideias... tento fazê-lo no espaço, que criei para falar, do que me apetece clarificar.
Depois percebo, que tu vens ler este espaço...
E fico na dúvida se devo deixar os meus dedos falarem com os teus olhos... ou os meus dedos arrumarem a minha alma, à luz dos teus olhos.

Então fico com vontade de voltar a mudar o espaço de lugar...

Mas, essa vontade não é suficiente... E sinto-me culpada... não é bem a culpa... mas culpada... por te deixar veres-me...

Só agora - e por agora entenda-se ontem -, comecei a interiorizar o que me disseste a última vez que nos vimos... Não percebo porque só agora... Mas, ainda assim, só agora.
A juntar a frases soltas e a todoas as peças de um puzzle, que comecei a tentar "adivinhar" há alguns meses...

Percebo agora, mais do que nunca, o porquê... ou o não porquê, porque continuo sem saber... porquê... Não porque hoje... Mas, porque é que me deixaste estar nesta mentira durante todo este tempo... Porquê...

Depois acho, que tu não mereces, que te deixe ler, o que penso, ou sinto... Mas, também não me apetece ser de outro modo. Mesmo, na merda, eu acabo por ser , sempre, muito mais corajosa do que tu...
E depois...
Bem depois, sinto-me escoar, não sei por onde...
Com aquela vontade imensa de ser, o que sou, mas sentir, que estou presa, agarrada, tolhida e não consigo ser... Tipo vulcão, pronto a explodir, a concentrar energias para libertar, sem perceber, por onde...
Afinal, pode ser melhor, para o ambiente que o vulcão não exploda... mas ele precisa de o fazer... Mais dia, menos dia, de modo imprevisivel...

Sinto uma vontade gigantesca de virar a mesa e fugir, desaparecer, eclipsar-me por aí algures no mundo, com o meu filho pela mão.
Libertar-me de tudo o que me prende. E o que não me deixa ser o que me apetece. Embora, saiba, que posso fazer tudo isso por cá, por aqui. Mas, a coragem... essa não chega... nem está disponível na farmácia... e depois irrito-me, com a minha própria cobardia... mando-a embora, com medo de a perder e corajosamente a tentar ignorá-la. Chamo-lhe outros nomes, mas os mesmos nomes, têm entoações diferentes...

Sinto-me cansada. Da minha vida, do meu mundo, da minha cidade, das minhas rotinas... dos meus dias. E da perfeita estupidez, que é, eu queixar-me... sem moral, nenhuma, mas com vontade de o fazer...

Vontades, morais ou imorais...

sexta-feira, novembro 11, 2005

O céu na cabeça...



mas sempre de sorriso

quarta-feira, novembro 09, 2005

Gameboy

Alguém me sabe dizer, qual a idade mínima recomendada para o jogo acima indicado?

Paz

Bagunça

Sensibilidade




Por vezes, temos de dosear o peso, que atribuimos às causas... ou corremos o risco de as esmagar...

olhares




Para Nós

Sorriso




Para ti

terça-feira, novembro 08, 2005

Advinhem lá...

O que é um "Cóchlimo"?

domingo, novembro 06, 2005

Alegria, Orgulho e Adrenalina

As partilhas, podem ser tão fantásticas, quanto isso.
E de tal modo vividas, que tiram o sono a meio mundo.
De tantas trocas de sorrisos, que chegam a magoar os músculos do rosto. De um bater de coração alegre, genuinamente orgulhoso, mas também ele alterado, pela própria partilha.

Adolescência feminina, no seu melhor!

sexta-feira, novembro 04, 2005

LISTAS

Lista de compras
Lista do que há para fazer
Lista de contas a pagar
Lista de contas a adiar
Lista de pessoas
Lista de objectos
Lista de quem convidar... e porquê...

Acho mesmo que é isso que me irrita hoje... me sufoca!

Ter que incluir na minha lista, quem eu não quero incluir...

Listas, listas e mais listas...

Alguma insatisfação

Não real.
Não palpável.
Não identificável.

Mas, aquele aperto de estômago, que não larga...
Que aperta...

Talvez por falta de tempo, para tudo.
Algum entusiasmo, que me apetecia ter, em áreas que precisam dele... mas, que o vêm noutras...

Astros trocados?
Desalinhamentos?

quarta-feira, novembro 02, 2005

Ainda o proximizades


Pessoas que precisam, invisíveis. E pessoas que têm muito para dar, quando não desperdiçam. Tempo, motivação, consciência. E dinheiro, também.

Entre este binómio, uma via de comunicação. A blogosfera, internet no seu melhor quando o que se escreve e o que se lê tendem a conjugar-se no verbo aproximar.

Dois mundos nos antípodas, um vítima dos excessos e outro à míngua das suas migalhas. Gente com fome, crianças, que sobrevivem apenas para ganharem forças para fugir à miséria. Rumo ao lado de cá, que os recusa.

A caridade já não basta e é necessária intervenção. Amizade em estado puro, reunida por gente que bloga em torno de um objectivo comum: fomentar a generosidade como uma urgência e canalizá-la para as melhores mãos (as mais necessitadas).

Proximidade e mão amiga. Proximizade, feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que sabe e ao que se vê. E ao que se deixa por sentir.

Nós sentimos assim. E acreditamos numa sociedade que quer sentir da mesma forma e intervir sem demora.

Aqui, já está a acontecer.

Proximidade

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. Aqui, já está a acontecer.