sexta-feira, abril 27, 2007

Hoje...

Entre as contas, para pagar...

Estava o meu postal de aniversário... feito à mão, cuidado, acarinhado, cheio de mimo, bem acondicionado...

Chegou com tudo!

Eu também gosto, muito de ti!

E sim, tens aqui uma Amiga! Das que estão!

Um abraço dos meus, bem apertadinho!

O dia seguinte...

- Ai Amor, desculpa esqueci-me...

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- Perdoas-me...?

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- Não devo estar... não te liguei ontem...

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- Eu não me esqueci, quis apenas prolongar a tua festa...

O dia

Foi um excelente dia...

Na véspera ...

O que procuras, sempre o esteve, aí,por vezes alheada, pela tua vontade,quando nos olhas, vês-te, vemos-te,percebemos, quando estás, aqui.Trago na algibeira um tempo que é nosso,o brilho do teu sorriso, que para a amizade chama,gravado no coração e na mente,porque o tempo é efémoro.Sabes do que falamos, pois nas coisas da vida, há sempre doisque se opôem, se juntam e se compôem,e se é verdade que o há, a tristeza,queremos-te muito, no que interessa,esse calor que sempre nos atravessa,este amor, que não precisa de conversa, não tem forma, ou norma perversa, pois neste dia, para nós, de felicidade,este amor chama-se, tu sabes,adivinha, vá, partilha,combina com o olhar esmeralda,sim, a chama, chama-se,amizade.

quarta-feira, abril 25, 2007

39 Anos

Hoje é o dia do meu aniversário...

Faltam 365 dias, para entrar nos entas...

Há pelo menos um ou dois anos, que me sinto quarentinha...

Agora...

Agora, tenho 39 anos!

quarta-feira, abril 11, 2007

Estás a deixar-me de coração nas mãos...

Ou melhor...

Estás a deixar-me, preocupada de facto... que o coração, já o levaste há uns anitos... Ainda, que de vez em quando to retire, dê a outro... e depois to devolva novamente... mesmo sem tu saberes... Apesar de eu saber, que tu intuis...
Eu tenho um dedo que adivinha... Tu... Bem, tu tens duas mãozinhas, que me adivinham toda... Enfim!

Já estou habituada a que estejas e deixes de estar... Que vás ou deixes de vir... Também já não é a primeira vez, que te recusas a atender, telefonemas meus... Porque estás naqueles dias dificeis do mês, da semana, do ano... ou da tua vida...

Eu sei, que ando há umas semanitas, a fugir com o rabo à seringa... Que tu não ligaste, nem eu... Que tu não apareces e eu não digo nada... Pois... deu-me jeito... Precisava de te ter longe naquela altura, por isso não te procurei...

Mas, hoje de manhã, procurei-te e tu não estavas lá... E à hora de almoço... e a meio da tarde... E fico ralada... Bolas Homem, preocupo-me, que os olhos, te tenham falhado, ou as costas emperrado... ou qualquer coisa desse género tenha acontecido... A ti, aos teus filhos, ou a alguém que tu gostes... menos ou mais que de mim... (Pronto, Ok, esta era escusada... mas não me apetece apagá-la...)

Se não te dá jeito, que eu volte a andar por perto... eu vou pensar, se me apetece, ficar perto ou longe... Mas, pelo menos diz-me se estás bem.... Pleeeeease...

Tenho saudades das nossas long talks...

Besnico's Blogue...

Várias foram as vezes, que me descabelei por aqui...

Dias houve, em que coloquei em causa, o facto de desde miuda, querer ser mãe! Achei mesmo, que não entendia de facto.

As crianças e eu, sempre tivemos relações diferentes. Por principio, não lhes dou importância... Deixo-as no seu canto e a pouco e pouco, então... lá nos aproximamos ou não. E com cada uma, mantenho a relação, dela e com ela. Não acho nada, que tenham de ser o centro... e não gosto, que se sintam assim...

Apenas, porque simplesmente as olho, como seres humanos iguais... Mais pequenos, mas iguais...

Cheguei mesmo a dizer ao meu filho, que não sabia, porque tinha sido mãe. Que achava que ser mãe, era muito engraçado, porque se podia brincar muito. Mas, que ele só embirrava e que andavamos sempre à guerra e que a nossa relação era uma seca.

Um dia em desespero de causa, exagerei na dose... Disse-lhe, que não aguentava mais e que tinha de o deixar uns tempos, com alguém, porque eu estava de facto a enlouquecer... Ele conseguia embirrar todo o tempo, com tudo e com nada. Nada o fazia de facto feliz, esticava a corda, ao ponto de eu desesperar, por completo.

Do lado de fora, existem, os meus pais, que acham, que eu exagero. Alguns amigos, que acham, que sou seca e fria e distante... com ele. Que, não lhe dou o desconto.

Em consciência; acho que não.
Talvez até parecesse, fruto dos pontos, que eles observavam, reduzidos a trinta minutos, ou 3 ou 4 horas... Mas, não era, tendo em atenção as 24, sobre 24 horas, de conhecimento comum...

Em teparia semanal... desde os 3 anos e picos... O feitio assumiu proporções muito complicadas... Não estava em causa, o Amor... inerente ao facto de ser Mãe... Mas, em causa estava de facto a coexistência... A pseudo presença de um pai, de 15 em 15 dias... A falta, de facto do pai. A ida do pai para África. O meu namoro, com aproximação e afastamento... tudo num periodo curto, não facilitou, eu sei. A operação da mãe, o seu aniversário, sem pai, a nova vinda e nova ida do pai... Nada ajudava...

Depois, veio a questão de vai, ou não vai para o 1ºciclo. Fica ou não fica, no pré...

No entretanto, a educadora, foi ter criança... Ficou outra! Que já lá estava desde Setembro...

A minha relação, com a educadora nunca foi fácil. Aliás ela chegou a dizer-me, que eu não gostava dela... E de facto, não gostava. Mas, o meu filho, nunca deixou de querer ir para a escola... Sempre foi claro, que ele preferia a auxiliar à educadora...

Ficou a substituta... comecei a pouco e pouco a entender que o meu filho a adorava... de facto! Que tudo fazia, para lhe agradar, que se aplicava mais. Que se esforçava mais, que gostava de facto e de modo consistente; dela...

Um dia, fui buscá-lo mais cedo;
Falávamos dele e da sua amiga inseparável, desde os 4 meses... São inseparáveis, dizia ela... ( A outra separava-os, em tudo; nas actividades, na mesa, nas brincadeiras, até quando dormiam, não o podiam fazer lado a lado, em camas separadas, óbviamente) e acendeu-se uma luz... A conversa continuou... "No inicio do ano, andavam sempre à guerra... mas agora já não..." E o clarão foi óbvio!

Deixaram de os separar, eles deixaram de andar tensos. Ela deixou de chorar, de se isolar, de se "agarrar" a ele, como o seu porto seguro... Ele... embirra menos, muto menos. Anda, muito menos tenso, mais gozão, mais descontraído, mais ele... Exagerado! Mas, ele. Fisico, mas já não sempre em guerra, agressivo, como se estivesse, sempre à defesa, atacando...

Verdade, que ao fim de 2 anos completos de terapia semanal... se esperava resultados. Verdade, também, que o pai já foi há 2 meses (desta última vez)... e ele vai-se habituando à ideia, de que não vem tão cedo... Verdade, que está mais maduro...

Mas, na minha opinião, tudo isto é fruto, da liberdade...

Verdade, que eu não tenho um feitio fácil. Verdade, que ele também não. Verdade, que não o posso deixar passar a linha... Porque se o deixo passar determinado limite... é mau para ele, como criança e como ser humano e para mim! Verdade, que a educadora (residente) e eu, talvez sejamos demasiado parecidas... e por isso nos chocávamos... Mas, a verdade é que com esta (a substituta); A maternidade, assumiu outros contornos... Muito mais agradáveis. E eu consigo sentir-me, muito mais Feliz, comigo e com ele!

terça-feira, abril 10, 2007

O meu filho

...
é um miudo fantástico
...

apenas e só isso; Fantástico!

Sinto-me... naquele estado de plenitude materna. De Amor, profundo, Feliz, com o que a Natureza me deu...

Ele está mais centrado, mais maduro, mais... gozão... divertido... mas não embirrante...

E Eu...

Eu... fico assim com cara de alienada a olhar para ele... E acho, que tudo vale a pena!

:-)