quarta-feira, agosto 29, 2007

Especial

Saímos cedo... os dois...

- Onde vamos?
- Para junto do rio, vamos aproveitar a nossa bela cidade sobre a água...

Fomos conversando no caminho.

- E se fossemos jantar ao lá de lá do Rio?
- Boa ideia!

Estacionei o carro e fomos de barco... não me lembro da última vez, que fiz tal travessia...
Vimos o por do sol, juntos... e cansei-me de me ouvir reclamar, a falta da máquina fotográfica.
No caminho para cá, ver a cidade do meio do Rio... toda iluminada, com o som da água, como música de fundo... senti-me turista, na minha cidade... é um misto de burrice... com fascinio... uma sensação de encantamento, por aquilo, que está sempre à mãe e não aproveito.

Falávamos das parecenças do meu filho com ele.
E ele reconheceu, que sim, que o convio com o meu filho o fazia recordar-se de si mesmo.
Falámos da minha cirurgia do ano passado e de como a vida é forte e frégil...

- Se isso acontecer, deixas-me ficar com o teu filho? Eu sei que ele tem pai... mas...

Abraçamo-nos profundamente...

- Claro que sim! Confio em vocês dois plenamente...

Adorei sair e jantar com o meu irmão.

O pai veio...

Chegou de surpresa, na noite de sábado...
Depois de onze dias de férias com o meu filho, fui levá-lo ao pai, no domingo de manhã...
Ele estava feliz... e eu também... embora a sensação fosse de vazio... de falta... de espaço... incompleto...
Segunda começou o trabalho e tudo começou a fazer outro sentido.
Expliquei ao pai, que o filho, continuaria no pré-escolar e que iria mudar de escola. Sugeri, que fossem os dois ver a escola nova... e expliquei que preciso de pelo menos 2 dias, para mentalizar o meu filho, que vi para a escola.
Tem de começar dia 17/09, com os outros meninos...
Com ou sem o pai cá...

domingo, agosto 26, 2007


sexta-feira, agosto 24, 2007

E já tira fotografias...


De volta

Perdeu o medo de mergulhar, mergulha como herói, toma banho sózinho, por influência do Rafael, fez novos amigos e vem Feliz.

Eu também :-)



segunda-feira, agosto 06, 2007

Pai falhante...

Não sei como interiorizar... nem o que pensar.
O pai do meu filho, devia estar cá agora... com ele... Mas, não está. Não está nem sabe, quando vem... Pediu - agora e ao fim de 7 meses fora do país e na altura em que deveria cá estar - que lhe vendessem o carro...
Entendi, não sei se bem, ou se mal, que se quer vender agora o carro, é porque não tenciona vir... agora...

As lágrimas insistem, em fugir-me... E sinto uma profunda tristeza, pelo meu filho. O sentimento repete-se ... Vejo o meu filho sem pai e isso, atravessa-me a alma... e leva nessa seta furiosa, parte de mim... E a única coisa, que me apetece fazer é chorar... de tristeza... de nojo, de raiva, de desprezo, de ódio, de todos os sentimentos, anti a minha essência...

Sim eu sei, que o pai, ausente lá do outro lado do mundo, que liga 5 minutos por semana... não é de facto, um pai... Mas é aquele, que dá o esperado... Quando estava cá e estava com o filho de 15 em 15 dias, era uma merda... Mas era o esperado...

Mas... falhou!

Disse-lhe, que vinha, não vem, nem tem nada que o faça ser ... e dizer, ao meu filho, que não vem!

Não sei, que pensar, ou fazer... Acho, que os nossos pais nos desiludem aos 10, 11, 12 anos, não aos 5. Ou se calhar, falo de mim e não do meu filho... Sei lá.!

Sei, que olho para mim e me vejo... Mãe e Pai, hoje e ontem... Não sei porquê, imaginei que ele falharia, sim, tal como eu, na adolescência, não agora, não hoje, não aos 5 anos... E não sei, nem que pensar, nem que fazer...

São várias as cartas, sobre a mesa e a escrita é sem dúvida uma delas... Mas, como e o quê?

Entretanto, o coração do meu filho angustia-se, na casa dos avós paternos... sem saber quando vem o pai... ou se calhar, isto são tudo merdices minhas e o meu filho está fartinho de perceber, tudo... Mas, então porque pergunta todos os dias, quando vem o pai?

Hoje, Ontem, outros dias

Ias lindas, meu doce.
Estavas linda...
Estavam lindos, os 3. Gostei de vos ver. Dos vos ver sorrir... De vos sentir felizes...

Emocionei-me. Continuo a emocionar-me, ao escrever estas linhas.

Tu e eu sabemos, porquê! Faz hoje, 13 anos, que eu casei. Sabes, meu Amor perdi, a Fé, no Amor, na Paixão, no par...
Ou quero perder...
Depois olho, para ti e... e para eles, os quatro...

Pego nela... Conversei tanto, com ela... E ela comigo. Peguei nela e tivemos uma conversa. Falámos as duas, não sei do quê, mas conversámos, apresentámo-nos mutuamente. A mãe, observava-nos... presente, a adivinhar-me...

A tua filha parecida com a mãe, parecia uma princesa pequenina, tão engraçada... descalça, estava o máximo, sabias?

Fiquei feliz, por vos ver dançar. Acredita, que tinha o queixo caido, de todos saberem as coreografias todas... Tão bem, de estarem, tão entruzados... Tão juntos. Como uma rede... Uma rede junta...
Gosto de ti, gosto tanto de ti...
Engraçado olhar para ti e ver-te menina... mulher... Ver-me... madura... É o que me lembro, agora... Madura... Olho a tua mãe... Sinto-me, da idade dela... Algo em mim, é tua mãe também...

Não quis o bouquet...

O último - e unico - que apanhei... foi no casamento do meu afilhado... Não foi bom augurio...

Amei as Rosas, vermelhas... Intensas...
Amei ontem.

Sejam felizes.
Estou aqui, para Participar.