quinta-feira, abril 20, 2006

Telenovela

O tema, eram as telenovelas. Argumentos, moral, idades, conversas entre filhos e pais. Pais e filhos...

Vira daqui, vira dali... Vamos sempre "parar" nos valores...

Por vezes, naquela sala, sinto-me como se estivesse a ler um Babyblogue...
"Bolas, esta gente é perfeita...!" - Match Point... Factor sorte... Bola para, bola segue... Bola cai para um... ou outro lado da rede... E o lado para onde cai a bola, influencia... ou não... a nossa vida e a de quem nos rodeia...

Já não é a primeira vez... que nestes meetings... alguém deixa sair uma frase... que fica a ecoar no meu raciocinio... mais tempo do que o previsto... mais vezes do que o esperado... Mas, que me fazem pensar, noutros modos de sentir, estar e/ou Ser...

"Gostava que eles, não procurassem, o Amor, no Prazer... E que entendessem, que o Amor, não é um encontro fugáz, mas um compromisso, connosco e com os outros...!" Foi mais ou menos isso... E eu fiquei a pensar... em mim... no modo como tenho vivido o Amor... e o que tenho feito dele... ou com ele...

E chego aos pré 40, com a sensação... que ainda não aprendi a Amar... E com aquela imagem Nossa no futuro que vimos de cada vez... que o momento seguinte nos atinge! E nos inclui...

Continuo a sonhar com o prémio Nobel do Amor... E gosto de Nos Sonhar vencedores... Orgulhosa de conseguir sentir-me parte... dessa linha que forma o circulo, que inclui todos os que Amamos...

quarta-feira, abril 19, 2006

Diamantes

Aprendi contigo, que a melhor forma de esconder um diamante é no fundo de um balde com água...
Disfarçado. Escondido. Dentro de um invólucro insuspeito...
Só se reconhece um diamante dentro desse invólucro, quando o tocamos... Mas só o podemos desfrutar, quando ele deixa de se esconder... E a sua beleza ofusca e inspira quem o vê... se for roubado...

Desde que seja para melhor utilidade...

Acredito, que todos somos autênticos diamantes, cujas arestas e faces, mais ou menos polidas, servem, para alguém tocar... ou para alguém admirar, ou para alguém utilizar... como ferramenta, qualquer que seja... desde que não se estrague, nem se perca...

Mas, dentro da caixa, ou em utilização exclusiva, para 2 ou 3... o diamante perde o valor... o que lhe dá valor é o número de pessoas que a procura... terrível esta lei... mas verdadeira... então e se os diamantes não fossem de ninguém... pertencessem a todos, estivessem à mão de todos... perdiam o valor...? Ou pelo contrário, teriam mais ainda, por serem utilizados... por Amor, com Amor...

O brilho do diamante pode encadear, cegar... e deixa de ser apreciado com a vista, mas o tacto... pode sempre reconhecê-lo... pelo toque que dá ou pela sensação que recebe...

Ninguém tem a capacidade de magoar um diamante... Mas sim de o esconder...

Não te escondas...

Olá.... :-)

quinta-feira, abril 13, 2006

Páscoa

Lembro-me de quando ia à missa, todos os domingos. De quando Amava a semana santa... Das cerimónias em que participava com Amor. Com dedicação. Da emoção sentida nestes dias... que começam hoje...

Depois deixei de ir...

Mas a 5ªfeira santa, nunca perdia. Saia do trabalho a correr para, Te ir visitar... e assim que entrava naquela casa... as lágrimas fugiam dos olhos, do coração, da alma... Com aquela energia, fantástica, que só Contigo e em Ti, consigo sentir...

Sei que Estás sempre aí, aqui e em todo o lado, em que eu Te queira Sentir... Sei que Estás em tudo aquilo que sou e, em parte, em tudo aquilo que transmito a quem me rodeia...

Ainda assim e apenas por mim; Tenho Saudades Tuas. E desse eu, um pouco mais... espiritual, que um dia fui, quando Te fazia mais perto de mim... como agora...

Sinto, algo que não consigo identificar e que me faz chorar, chorar e chorar de Alegria, de Amor, de Partilha... Algo, que só em Ti, faz sentido...

Ainda, que nem sempre Te diga alguma coisa. Mesmo Te esquecendo a maioria dos meus dias. Hoje... Hoje, sinto a Tua falta... ou talvez não e o que sinta mais do que ultimamente... é a Tua presença... Ainda que muito provavelmente... nunca em mais de 500 textos Te tenha dirigido um... Queria dizer-Te aqui, neste lugar. Que te Amo e que sim sinto o Teu Amor, por mim. Obrigada por estares aqui. Obrigada por aquele Abraço, que só Tu me sabes dar.

sexta-feira, abril 07, 2006

Orgulho...

"(...)Lá venho para cima... passo por um sítio onde vejo uma romena, com um barrigão enorme a vender "Borda d'água" nos semáforos, com uns olhos verdes tão lindos, tão grandes e tão cheios de alegria que nem se apercebeu que estava a ser observada fazia já uns largos minutos...

Não fiquei apaixonado, mas fiquei pasmado com a atitude da rapariga.. que fui meter conversa com ela... teve que ser.(...)"


Ainda não te disse hoje...
O quanto gosto de ti, pois não?

Gosto! Gosto muito, tanto de ti....

E sinto-me orgulhosa de ti... De te ser de me seres a mim! Muito orgulhosa

Cíume

A primeira vez, que senti ciúmes... foi há 15 anos... (xiiii, é horrível fazer estas contas). Eu estava deprimida e o meu namorado (casei com ele), resolveu que para animar nada melhor, que a colega de trabalho (com má pinta, que se farta...) e que só por acaso, dava em cima do patrão, por desporto.. Fiz a minha primeira (e única) cena de ciúmes... Deixei-os sózinhos, num bar e vim-me embora... Que isto quem está a mais... muda-se... e se há coisa que eu não gosto... mesmo nada... é sentir-me a mais... e de gente que não percebe quando está a mais...

Depois de me casar com ele... e já mesmo no final... sentia ciúmes da mãe dele... das irmãs dele... da familia dele... Elas ocupavam o meu lugar... eram elas as suas mulheres... Eu... Bem... é melhor não escrever sobre isso, que me dói, que se farta e já passou tempo suficiente...

A segunda vez, que senti ciúmes, senti ciúmes do que eu desconhecia... Sentia ciúme da atenção, que não me era dirigida, do mimo que não recebia... De algo, que eu queria mas não tinha... era dirigido a outra mulher... e embora eu não o soubesse... de facto, intuia-o, adivinhava-o, cheirava-o... e afinal tinha razão...

Um dia, alguém me perguntou o que eu entendia por infedilidade. Eu respondi, que essa era uma palavra, que não entrava no meu dicionário. Mas, a verdade é que 2 mese depois estava apaixonada por esse homem. Ele casado e pai de filhos e eu a iniciar um namoro de casa em comum...

A verdade é que se o meu namorado fosse ciumento, teria tido motivos, para os ter... Mas, não foi por ele ser ou não ciumento, que eu me apaixonei. Apaixonei, porque sim.

Como é que eu vejo o cíume?

Algo, que me irrita! Incomoda-me! Chateia-me de facto! Além de irritante acho mesmo pouco estético. Pouco bonito... Revelador de uma falta de confiança, que eu não entendo... Quase falta de inteligência... Se as pessoas não confiam na outra... estão com ela porquê? Posso até entender, que as pessoas, sintam medo de Amar, de se entregarem, de se apaixonarem... Por terem medo de sofrer...

Mas, o ciume... Não entendo o ciume. E mais do que não entender... Não lhe sou indiferente... Incomoda-me! De facto! Mesmo, que não seja nada comigo. Mesmo, que eu não esteja envolvida na história... É um sentimento de desconfiança... que não entendo, nem aceito, entre duas pessoas, que é suposto amarem-se... Ou então, o que é o Amor? E como é que se consegue diluir o ciume?

É uma tendência natural. E a pessoa que o É, é-o sempre...? Ou varia conforme o parceiro?
E porque é que as mulheres são muuuiiiitooooo mais ciumentas que os homens?

P.s.
Ciúme:

"de cio

s. m., zelos amorosos;
emulação;
inveja;
Bot., nome dado a várias plantas da família das asclepiadáceas."


Que vinha de "Cio" é que eu não fazia a menor ideia... cio, com emulação... não conjuga

quinta-feira, abril 06, 2006

Dor

Vida

terça-feira, abril 04, 2006

Ainda as palavras



Ainda que eu queira... quisesse... só conseguiria... sorrir-te... se conseguisse

Dicionário...

Ora aí está uma obra que se dispensa...
Que se deveria mesmo era mandar para o lixo...
Eliminar...

Afinal, qual o significado das palavras?
Para que é que existem as palavras?
O que são as palavras?

Houve um tempo, daquele meu tempo, em que eu não encontrava as palavras certas... achava mesmo, que o dicionário, naõ continha palavras suficientes... que conseguissem incluir, nele as minhas palavras. As palavras, que consguissem transmitir, o que eu sentia...

Hoje...

Hoje olho para esse tempo, continuando sem o entender... e dou por mim a pensar... que afinal... não eram as palavras que estavam erradas... o contexto... esse é que não estava certo... e por isso as palavras, não tinham sentido...

Eu queria Amar... mas Amar, rimava com mentira... Eu queria sentir Paz... mas só sentia ansiedade... Eu queria ser Amada... mas era o meu corpo... ou talvez mais o meu sexo... os que eram... desejados... com que tempero... Não sei...

A verdade?

Bem... a verdade... é que a verdade de hoje, não é a mesma desse tempo, daquele tempo, meu... já não é dificil aplicar as palavras... As palavras, encaixam-se nos sentidos... nas emoções... de um Bem querer tão desejado...

E é, o facto de me sentir ser uma palavra diferente... Que me facilita a palavra... a emoção...

O Amor... de tanto Bem querer...