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Mostrando postagens de julho, 2011

Colagem - escrita

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As importantes "Passagens" de Paris

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Passage Colbert

Escrevo em 26 de julho de 2011

Em viagem, no verão de 2011, conheci um novo gosto. Nada doce. Mirei a Europa de forma diferente. Havia estrangeiros por toda parte: nos museus de Berlim, nas pontes sobre o Sena, nas ruas, nos ônibus, nos bistrôs, nos cinemas, nos jardins, nas farmácias, nas boulangeries, au Bon marché, etc... Em toda parte encontrei estrangeiros. O gosto nada doce, no entanto, está guardado no olhar de alguns, ou seja, no olhar mais radical e incômodo que alguns homens lançam a outros diante da diferença. Fomos confundidos com os americanos e, na confusão, eu me senti quase agredida. Mas, percebi em tempo que ao falar a língua portuguesa do Brasil alguns olhares surpresos surgiam. Alguns olhares... e sorrisos também. Vaguei na diferença de minha língua mãe de forma bem confortável.  Enfrentei olhares críticos com a língua doce e embalada por canções africanas.  No Marché de Vanves fui beijada por Collete, uma descendente de africanos, que me contou ter ouvido as correntes/” les chaînes” de g...

Notas a partir dos jornais Le Monde e Libération

Morreu no dia 20 de julho em Londres, aos 88 anos, Lucien Freud. Amigo de Bacon e neto de Sigmund Freud, o renomado pintor transformava suas telas em trabalhos rugosos que se apresentavam quase como esculturas. Ele amava pintar o sofrimento dos corpos e a decadência da carne. *** Na Hungria, a extrema direita prospera e persegue os ciganos. Noventa por cento dos ciganos não têm trabalho. O sistema de proteção social está gravemente ameaçado.

Paris Plage 2011

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Não é bem um verão "ensoleillé" mas as barracas de sol estão lá à beira do Sena! 

Antoine Bourdelle e Mme. Grès

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A exposição "La couture à l'oeuvre" de Mme Grès no museu Bourdelle está repleta de jovens e senhoras. Os olhares se voltam no tempo, e a atenção se debruça nos corpos vazios e sem movimento de modelos parados em fotos p/b ou expostos. 

Em dois tempos:

Paris, le 19 juillet 2011. 1. Do lado de fora, chuva fina e vento. Verão em Paris (16 graus)! Na Torre número 1 da B.N.F (Biblioteca Nacional da França) entreguei um exemplar de meu livro Estrangeira. Foi carimbado pela senhora responsável do setor do “Dépôt légal” que me disse: “ele agora nos pertence”. 2. No cinema MK2 Bibliothèque, neste mesmo final de tarde, assisti ao filme iraniano mais comentado do verão: “ Une séparation”. A salle 6 estava quase vazia. Poltronas de veludo vermelhas. Separar-se de quê? A narrativa corre densa e flutua entre equívocos. Os mesmos que habitam a vida dos homens de qualquer nacionalidade.   Aqui ou lá, em qualquer momento ao longo da vida há o tempo das separações e há as situações de equívocos. A rapidez extraordinária dos personagens, no cenário do cotidiano iraniano, reproduz o tempo de nossos dias. O luto existente no rosto de cada um e presente em quase todas as circunstâncias parece dizer, também, da vida intermitente que vivemos, na qu...

PICASSO, poeta

Adquiri o livro PICASSO poète por preço de ocasião. A livraria Gibert Joseph em Paris o ofertava. Comento que Picasso escreveu e utilizou o vocabulário da pintura: o modelo, a palheta, o pincel, o óleo, as cores, e nos deixa a impressão de escrever para dizer as coisas dando respostas novas às coisas do mundo antigo. Ele parece dar um passo para explorar com liberdade os recursos visuais e sonoros da língua. Traduzo livremente um momento do livro que esclarece o lugar do “manuscrito”: “O manuscrito moderno constitui um objeto de conhecimento sobre o tempo e o espaço da gênese da obra, considerada como o lugar próprio da emergência do escritor.” P. 35 O livro editado em 2008, por Beaux-arts de Paris, é uma pequena joia ao meu olhar atento tanto ao traço quanto à letra do pintor-poeta. A letra a lápis ou a caneta colorida, os envelopes desenhados (inclusive a Monsieur André Breton e René Char), as rasuras, “rien que la couleur”, por toda parte a repetição e a língua – poemas de inspiraç...

Rue Saint-Honoré, Passage des Jacobins, vitrines, grafites...

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Le 14 juillet

(Eu vi): Em ângulo nada reto a partir do Arco do Triunfo - no Champs Elysées - o desfile de 14 juillet 2005 Primeiro: os aviões em céu de brigadeiro No susto acompanhei a entrada do presidente Chirac (com leves palmas) Depois - só depois entendi: em primeiro lugar aviões e armas... Hoje: Paris, le 14 juillet 2011 As cinzas da história? Ontem, anunciaram  a morte de cinco soldados franceses em solo afegão " A guerra é sempre um fracasso" declarou no jornal da TV5 o ministro da Defesa da França. Alors? Por que os homens insistem no fracasso?

Un amour de jeunesse. O terceiro longa-metragem de Mia Hansen-Love

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Um emocionante filme se apresenta fora do Festival Paris Cinema, e se escreve de forma bastante sensível entre a fragilidade e a maturidade de uma jovem de 16 anos, que sonha viver de amor. As cenas nas montanhas são pinturas que dão o tom da diferença nas buscas pessoais de dois adolescentes apaixonados.  Revivemos imagens dos filmes de Éric Rohmer. A cineasta declarou que escolheu fazer cinema em vez de 'literatura' em função de não suportar a solidão exigida na escrita. Ganha o cinema, e todos nós também que queremos ver o "vrai" cinema. Voilà!

"L'autre fille"

Nota: estou lendo o belo livro L'autre fille de Annie Ernaux, pesquisando a correspondência de Francis Ponge na Biblioteca Jacques Doucet, e traduzindo versos de Jean-Marie Gleize. Cito Ernaux: "Je voudrais continuer à décrire ces vacances-là, retarder. Faire le récit de ce récit, ce sera en finir avec le flou du vécu, comme entreprendre de développer une pellicule photo conservée dans un placard depuis soixante ans et jamais tirée." (p.14)

Musée des lettres et manuscrits: Francis Picabia e muitos outros

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  Cito: "La vérité est que l'art doit être l'écriture de la vie." Manet "J'écris pour ne rien te dire, Je continuerais. J'écris pour écrire." Modigliani O museu se encontra no coração de Saint-Germain-des-Près. www.museedeslettres.fr É o primeiro museu dedicado inteiramente às cartas e aos manuscritos literários, históricos ou científicos. Encontrei lá o original de Charles Baudelaire "As Flores do Mal" (cujo primeira publicação, 1857, foi atacada pelo jornal Le Figaro).    Recolho no Wikepédia um fragmento do Prefácio escrito por Tzara para o livro de Picabia: Unique. Eunuque. Collection DADA, 1920.

Museu "Quai Branly"

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Site do museu: http://www.quaibranly.fr/fr/musee/le-musee-en-video.html

Cité Universitaire - Paris, 2011

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Caderno de viagem (2011)

Oui, je suis à Paris... Mais um dia, e cada vez é uma vez. Festival de cinema. Bilhetes por três euros. Filas enormes. Não há pressa. A correria está presente na respiração. O corpo em luta. As livrarias ainda existem, assim como os museus. Os turistas passam: Olhar vazio. Nas esquinas o pequenino sinal verde autoriza a travessia. Os pés incham... oui, je suis à Paris.

Festival Paris Cinema 2011

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EN SECRET (CIRCUMSTANCE - Irã) Filme de Maryam Keshawarz http://www.pariscinema.org/fr/film1.html?film_id=2975

Nas ruas de Paris

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