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Mostrando postagens de junho, 2017

Poesia na chuva

Entre os dedos saboreamos dias e noites Que nos chegam quentes ou frios Algumas vezes as tempestades alcançam as areias E nossas veias amargam um sabor sem sabor algum Quando as chuvas cessam deixam ver a algazarra Que a natureza não previa Árvores caídas e raízes naufragadas na lama Entre restos de resíduos humanos O lixo não nomeável vai e vem A bordo destas letras que o alcançam No campo de mãos abertas Sentir a natureza transbordante Sorver com a boca o sofrimento Que pode ser de água ou de fogo em demasia                                                                            ...

Letra Aberta de Herberto Helder

Leio Letra Aberta de Herberto Helder. Porto Editora, 2015 Um livro comprado em Lisboa no bairro do Chiado.  Os versos são frutos de “uma escolha realizada pela viúva do poeta”, Olga Lima, no momento do primeiro aniversário de sua morte.   Cito: “ a morte é sempre estranha:   morre-se todos os dias   e enquanto se morre pede-se uma esmola para matar a fome de outra vida,”                                                                                                   ...

A letra da Água de Luciana Brandão Carreira

Recebo pelo correio no final do dia, ontem, embrulhado em papel branco. Capa dura azul. Poesia. Editora Paka-Tatu. Belém do Pará, 2017. Belo em muitos sentidos o livro de Luciana entusiasma. Em goles longos ou curtos vou sorvendo-o "no ventre da boca". "Escuta" : "ouço a língua da morte cantar a escrita viva               carne que funda a palavra." Em "partitura" "Mais um espasmo no meu ventre" que recolhe com sede os versos de "sete sementes de romã" "Vida em estado e rota de colisão com o Tempo.  Não adianta desacelerar.  No cio do poema plantamos sete sementes de amanhã." ........ ............... "Fizemos sangrar o prefácio dos tempos. Colhemos o fruto dormido no canto da boca. Partilhamos as bocas. Cantamos o ramo - romã amor." Parabéns, Luciana! Rio de Janeiro, 17.06.2017

"Navegar é preciso, viver não é preciso"

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(fotos de José Eduardo Barros: Évora, Estremoz e Monsaraz) No século I a.c., o general romano Pompeu, encorajava marinheiros receosos, inaugurando a frase “Navigare necesse, vivere non est necesse.” Corria o século XIV e o poeta italiano Petrarca transformava a expressão para “Navegar é preciso, viver não é preciso.” “Quero para mim o espírito dessa frase”, escreveu depois Fernando Pessoa, confinando o seu sentido de vida à criação. (retirado do site da Universidade de Coimbra: www.uc.pt/navegar/ ................... Hoje, a frase me habita. E, relembro que era sempre repetida por meu pai, ao longo da vida, em momentos distintos.  Viva! Viajar é preciso. Criar é preciso. Experimentar é preciso! É preciso navegar ... Viver, como já afirmaram outros, não é tão preciso assim... Rio de Janeiro, 12.06.2017 

Flores secas na beira da estrada

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                                        Delicadezas do Alentejo. Portugal, primavera de 2017

Colagem portuguesa e fragmento de Os Lusíadas de Camões

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                                          Fragmento de Os Lusíadas de Luís de Camões, Porto                                           editora, 2014                                           Canto II                                            13                                            "Aqui foram de noite agasalhados,                                     ...

Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

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                                         No detalhe, obra de Vieira da Silva em Lisboa, 2017

Um silencio que fala...

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                                            Fotos feitas por mim em Portugal                                            Cromeleque:                                           repito este nome enigmático,                                           e experimento  olhar as pedras                                           enterradas no chão do Alentejo.                           ...

Detalhes de Portugal

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                                          Fotos feitas por mim no Alentejo                                                 Alentejo,                                           O vento respira o ar seco                                           e deixa passar o deserto.                                            Não há insetos ao redor.                           ...

Ruas de Lisboa, primavera de 2017

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