Comprei no dia 2 de janeiro de 2012 o livro Diário de luto de Roland Barthes que a Martins Fontes editou em 2011, com o apoio da Mediateca da Maison de France. Na capa há um vibrante desenho que Barthes fez em 1977. Esta tradução realizada por Leyla Perrone-Moisés, a grande responsável pela divulgação do pensamento de Barthes no Brasil, também compõe a coleção Roland Barthes que reúne importantes obras do autor reeditadas e algumas inéditas (como é o caso dos Cursos do Collège de France). Neste trabalho de escrita, Barthes redimensiona o luto recuperando aspectos importantes do trabalho do luto já tão estudado e documentado em Freud, especialmente no livro Luto e Melancolia . O escritor anotou a tinta ou a lápis, em pequenas fichas, um diário que se monta aos pedaços, datando o texto no esforço físico que reforça o gesto de escrever desde “a primeira noite” de seu luto, em 26 de outubro de 1977. Morte de mãe, morte do primeiro objeto amado. No caso de Barthes: a morte do ser amado! A...