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Mostrando postagens de março, 2016

Devaneio

O vento das montanhas altas sopra. Longe. Talvez na infância. Sinto no corpo a direção salgada do mar. Chega junto com o murmúrio das folhas soltas. Sobrevoam no descampado verde, bem perto da areia da praia. Distintos matizes. O céu cinzento não esconde a força: nuvens pesadas. Elas ainda guardam a água a ser derramada em breve. Alguns raios riscam letras no espaço. Não sei bem onde estou. A lembrança é antiga. Parece nunca ter sido alcançada com nitidez.  A escrita abre as asas da mão. O corpo gelado da tarde de inverno. Um maiô azul colado à pele. Os lábios quase roxos. Corro pelas areias douradas:  Guarapari. Areias duras. Uma surra de vento corta as canelas. O branco da página sopra. Bico de lápis.   Um calor acalma o frio da infância. Lívida respiro em goles a natureza. (É possível escrever um devaneio?) Rio, final de verão de 2016.

Nunca vi nada igual

Em 17 de março de 2016 escrevo: O momento brasileiro pede ação e cautela. Movimento e pensamento. A política se apresenta podre. E ainda empobrecida pela realidade  midiática. As falas enlouquecidas de alguns políticos ultrapassam a nossa  imaginação, e,  ultrapassam até mesmo a ficção. As ações tomadas na política brasileira parecem um filme de terror  que nunca chega  ao fim. Temos vivido de sustos! Relembro Deleuze em aulas ouvidas na década de noventa. Cito  frases anotadas  livremente: Vivemos um tempo de mundo sem pensamento  onde “as manchetes dos  jornais antecipam os fatos”. Sim, é exatamente isto que está acontecendo agora, todos os dias e todos  os instantes  de um mesmo dia. Estamos atônitos. Nunca vimos nada  igual. E, pior, não há tempo algum de elaboração. Não há intervalo! A sequência vexatória dos atos dos políticos (de distintos partidos)  está exposta, e os que  se ...

Crônica carioca

Crônica de uma cidade antes das Olimpíadas “A origem da palavra crônica é grega, vem de chronos (tempo),   é por isso que uma das características desse tipo de texto é o                    caráter contemporâneo.”* No vai e vem de um dia de semana como o de ontem, com o calor imenso que não nos abandona, quero relatar alguns fatos, de fato, observados. A via escolhida nesta crônica rumo à Jacarepaguá só nos dava a chance de dirigir devagar e sempre. Obras e mais obras ao longo de todo o caminho, com alguns atropelos impensados de interrupções na viagem: tratores levantando terra, carrinhos de mão lotados de pedras. Muita poeira... e muitos ruídos. Tudo parece ser parte de uma grande obra decidida com bastante antecedência pelos dirigentes e políticos que, supostamente, administram “tudo” com inteligência. Mas, eis que observo no trajeto feito ontem, que o número de operários trabalhando está bem reduzido. ...

Texto escrito no verão de 2016

E os imigrantes ... Leio com atenção as notícias mais recentes sobre as decisões políticas tomadas a respeito deste assunto tão comovente quanto constrangedor: para onde enviar os imigrantes sírios, afegãos, etc. Não podemos simplesmente guardá-los em armários, fora do mundo, escondendo as chaves. A tensão cresce, todos os dias mais um pouco, nas áreas mais afetadas pelo movimento de homens e mulheres que chegam de distintos países destruídos pelas guerras causadas, também, por vários países europeus. Vivemos Tempos nunca imaginados! Aqui do Brasil, procuro não me desviar da questão apesar dos bombardeios de ignorâncias e barbáries que correm nos noticiários, sempre apontando para os políticos e os homens que se venderam aos (ou compraram os) políticos; corrupção em demasia! O calor continua insistindo neste final de verão como um som surdo, que não nos deixa em nenhum momento do dia. Talvez, para lembrar a questão deixada de lado sobre os graves problemas do aquecime...

Homenagem

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Madre Teresa de Calcutá (1910 - 1997) foi uma missionária católica albanesa, que dedicou sua vida ao auxílio de pobres e famintos e, mais tarde, foi beatificada pela Igreja Católica. Trabalhou como professora de história e geografia no início de sua vida religiosa em Calcutá. Aos poucos caminhou em direção aos mais necessitados. Viveu na Índia. Criou a casa 'Dom de Maria', e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Dados recolhidos no Wikipédia. Biografia de Madre Teresa de Calcutá Relacionados Frases de Madre Teresa de Calcutá A minha homenagem, deste ano, é para esta mulher que viveu nos nossos dias e se dedicou ao próximo. Ficou conhecida como Madre Teresa de Calcutá. Os homens de hoje, conforme constatamos, passam a vida correndo e quase não tem tempo de pensar na caridade. Os valores humanos estão corrompidos pela ganância. Aqui, agradeço pelos trabalhos e pela dedicação desta mulher singular!