João Gilberto Noll partiu – uma homenagem
Soube hoje, logo pela manhã, que o escritor Noll partiu. Silencioso e solitário. Partiu da mesma maneira que viveu. Eu o conheci, pessoalmente, após uma palestra há alguns anos atrás. Creio que em uma homenagem realizada em Santa Teresa. Na ocasião, conversamos um pouco sobre um de seus livros - Hotel Atlântico, que havia marcado a minha entrada no Mestrado de Letras da Puc em 2000. Curiosamente, depois do evento, acabamos dando uma carona a ele até um hotel bem simples no Flamengo. Rimos muito deste movimento contrário, pois, naquele instante, era ele o grande escritor que habitava um hotel “qualquer” do Rio de Janeiro; em uma situação distinta da de seu personagem, que havíamos pouco antes comentado. O mais curioso e belo é que diante do escritor senti uma ternura imensa. Perguntou-me sobre minha infância no Amazonas, e pediu esclarecimentos sobre a cor das águas dos rios de lá. No detalhe, rememorei que ao colocar os pés no rio de areias claras e água cor de Coca...