Reflexão:
No outono , o ar em movimento... desejos tomam posse da mais profunda respiração e alguns gestos carregam o mais distante de nossa humanidade (grega, judaica, cristã)? Fixados nas pedras, os movimentos marcam uma memória sensorial muito antiga. No poético encontro razões para me confrontar com o tempo, a história, o desejo. No movimento sempre relançado, a imagem em sua relação com o sonho nos apresenta sua questão. A imagem de um sonho - até mesmo esquecida - em um relato que tenta desenhá-la, mas não consegue. Resta apenas um gesto. Qualquer. As imagens se desfazem. A palavra restitui a memória na sua superfície legível. Acaso, já pensamos que são as imagens que nos levam a "ver" o sonho (nestes espaços em branco nos quais eles muitas vezes se mostram?)